quarta-feira, 15 de janeiro de 2020

Coração de mãe.

Não vim aqui no Natal, não vim aqui na transição do ano, venho hoje, em meados do mês de janeiro a este cantinho que está um bocado ao abandono mas não está esquecido. 
Na verdade, os tempos não andam fáceis por aqui. Os últimos meses do ano passado trouxeram consigo um problema de saúde na minha sogra que nos tem afetado a todos. Como sabem, é a minha sogra a minha salvação face aos meus filhos. 

A S. ficou com ela até aos 3 anos e depois foi para o Jardim de Infância. 
O J., com 21 meses, tem ficado com ela enquanto vou trabalhar, só que temos percebido que este problema de saúde está a afetá-la bastante e, embora ela recuse a ideia de ver o neto mais novo a ir para uma creche, estamos a ponderar seriamente essa hipótese. 

Por estes lados, está tudo praticamente cheio. As mensalidades que alguns sítios pedem são abismais. O único sítio onde há vaga foi visitado por mim e pelo meu marido ontem. 
5 funcionárias, espaço pequeno, poucos miúdos. Muito poucos miúdos, ao ponto de eu sair de lá e pensar como é que conseguem pagar ordenados e demais despesas. 
Perguntei o feedback a uma rapariga que teve lá a filha e ela disse maravilhas, que o facto de ser uma instituição pequena é uma mais valia porque os miúdos não andam lá aos magotes e dá para dar atenção a todos. 

Estamos muito confusos, não sabemos bem para onde nos virar. A minha sogra diz que aguenta ficar com ele mais algum tempo, nós temos noção que fisicamente não é bem assim. Não encontramos nenhum sítio onde haja vagas e confiança no que vemos. 
E eu, que de pessoa positiva não tenho nada, ando a atrofiar com tudo isto. O meu filho não será o primeiro a ir para uma creche mas sentir que não encontro um sítio que me dê segurança, está-me a matar por dentro. 

Espero que Janeiro nos traga algumas soluções. 

***
E na passagem de ano, eu só pedi um único desejo: saúde para mim e para os meus. Dou por mim a pensar que é desejo de pessoa velhinha, podia pedir viagens, dinheiro, amor e bla bla bla. Mas neste momento tenho a perfeita noção de que se tudo estiver bem de saúde, já temos a maior riqueza do mundo! 

quarta-feira, 11 de dezembro de 2019

O presente de Natal do ano passado que me tem ajudado tanto!

Esta semana faz precisamente um ano que adquiri a minha Bimby. Digamos que foi o presente de Natal que o meu mais que tudo ofereceu aqui à minha pessoa. Claro está que na altura, não sabia que uns meses mais tarde ia sair a nova versão, se não teria esperado mais um tempo, mas não estou arrependida da compra.

Não vou negar que a Bimby requer no início algum tempo para a "estudar" e foi isso que me faltou logo, logo nos inícios. Durante os primeiros meses, pouco uso lhe dei. Até que entretanto, os meus horários e a gestão do meu tempo foi-se alinhando, juntamente com as idas a algumas MasterClass que me fizeram abrir os olhos.
A meu ver, quem tem Bimby só para fazer sopas não justifica minimamente o investimento. Mas também não vou dizer que faço tudo na Bimby. Há alguns pratos que continuo a preferir serem feitos num tacho tradicional, devido ao sabor que não consigo obter na Bimby. 
Mas apesar de tudo, o balanço é muito positivo: sobremesas é do mais fácil que há, consegui já fazer coisas que nunca na vida pensei fazer em termos de refeições e fazer as sopas cá para casa melhorou a olhos vistos. Quantas vezes deixava a sopa a fazer e quando ia ver o tacho, a água já tinha evaporado e os legumes estavam a cozer com pouquíssima água? Quantas vezes a fazer arroz, descuidei-me por causa de mil e um motivos e quase que a refeição era arroz colado ao fundo do tacho? 
Rejeito a lógica de quem diz que a Bimby é boa para quem não sabe cozinhar. Eu sei cozinhar e já o fazia antes de ter a Bimby. Só que agora é tudo mais fácil. Ainda não me rendi ao planeamento semanal das refeições e quem sabe se isso não será um dos grandes objectivos do nosso ano, mas que ajuda imenso a gerir horários e a facilitar a vida de quem tem 2 miúdos sempre a requerer atenção, isso é indiscutível. 



E já agora, se estão a pensar adquirir algo do género, pensem bem na hora de escolher a agente que vos vai vender a Bimby. Tive a sorte de me ter calhado uma agente impecável, sempre disposta a tirar todas as dúvidas e dar imensas dicas. Mas sei de quem não tenha tido a mesma sorte e parecendo que não, isso condiciona (e muito) a utilização futura da Bimby. 



E vá, isto até podia ser um post patrocinado mas não o é, porque eu não
 sou uma influencer e o meu blogue é uma formiguinha no meio 
deste mundo. 


segunda-feira, 9 de dezembro de 2019

Não se pode ter o melhor dos dois mundos, como se costuma dizer.

Quando mudei de trabalho, há quase um ano e meio, o grande objetivo era trabalhar em algo que me permitisse desligar o botão quando saísse de lá. Que me permitisse ter um ordenado ao final do mês mas acima de tudo, que não me desse cabo da cabeça, porque para isso bastaria pensar nos últimos 10 anos de trabalho.

E o objetivo parece ter sido atingido. Um dia ou outro que a minha cabeça veio para casa em modo F&%$# mas na grande generalidade dos dias, é tranquilo.

Mas nem tudo era maravilhoso - manhãs livres e tardes a trabalhar até às 20h, sair, ir buscar os miúdos à sogra, chegar a casa quase às 21h, tratar de banhos, jantar, arrumar a cozinha e brincar. E geralmente eram quase 23h e os miúdos ainda acordados.

Por um lado, o J. estando comigo de manhã, sentia que o estava a acompanhar como nunca fiz com a minha filha mais velha. Mas como a S. ia para a escolinha logo de manhã, estava comigo apenas um bocadinho à noite, após banhos, jantares e louça lavada. E não nos pareceu o melhor deixá-la em casa de manhã comigo porque para o ano, vai para o primeiro ano escolar e este ano, sendo finalista da pré, era importante manter as rotinas e horários da escolinha. 
Se de Verão, a coisa ainda foi correndo, quando veio a mudança de hora, a verdade é que eu sentia que chegava a casa tardíssimo. 

Quando soube que havia uma colega que tinha saído de uma das lojas que não a mesma onde eu estava, resolvi falar com a patroa para lhe propor que me tentasse pôr no horário das manhãs (8h às 14h). A questão é que a outra rapariga que lá permaneceu nesse estabelecimento também queria o mesmo horário. Quem não gostaria de sair às 14h do trabalho? 
Resultado: passei para essa loja com horário intercalado com a outra rapariga. Uma semana eu faço o horário das manhãs e ela a tarde, na semana seguinte faço o horário da tarde (14h-20h) e ela a manhã.

Sem dúvida que haver duas semanas no mês a sair às 14h é ouro sobre azul. Mas como em tudo na vida, nem tudo é perfeito: a rapariga com quem estou a trabalhar mais directamente é intragável. 
Arrogante na forma de falar. 
Aquilo a que eu chamo de verdadeira "broeira" de nariz empinado. 
O oposto das pessoas com quem estou habituada a lidar. 
Faz-me confusão pessoas assim, mas elas existem e agora tenho de lidar diariamente com uma dessas pessoas. Até ver, tenho optado por ignorar certas situações, acho que estou num ponto da minha vida em que prefiro ignorar determinados tons de voz a ter que me chatear e perder energias com isso. 
Estou numa fase da minha vida em que prefiro concentrar-me nos pontos positivos de agora estar ali a trabalhar do que em tudo o resto. Já sei que vai haver dias em que talvez esta filosofia toda positiva vai ser esquecida e talvez me vá saltar a tampa mas de momento, vamos manter-nos zen, sim? 

quarta-feira, 20 de novembro de 2019

Outra vez os piolhos. Mas desta vez houve a ajudinha da Head Cleaners.

O ano passado, a S. apanhou piolhos pela primeira vez na escolinha. Contei com a ajuda preciosa da minha cunhada porque eu, confesso, sou uma leiga no que diz respeito a este assunto. E num espaço de um mês, a coisa ficou tratada. 

O mês passado, fui-me apercebendo que a S. começou a coçar a cabeça mais frequentemente. Fiquei logo em alerta e pedi à minha cunhada para lhe ver a cabeça. Não tem nada, disse ela, é da tua imaginação, a miúda coça-se uma vez ou outra e tu stressas logo.

Desconfiei mas pronto. Dei o benefício da dúvida. Mas a coçeira continuava. Pedi outra vez para lhe ver a cabeça - eu própria já lhe tinha visto e achei que tinha visto lêndeas mas tendo em conta que não sou especialista, não podia ter certeza de nada. às tantas, quase no fim da inspecção, eis que apareceu um piolho.

Diagnóstico confirmado. 

Andamos umas 3 semanas a tratar do problema. Avisamos a escola - porque nestas coisas, não dizer nada é o pior, se ela apanhou, era sinal que mais miúdos andavam na escolinha assim e os pais têm todos de estar alerta e tratar. 
Mas tudo isto coincidiu com a mudança de casa da minha cunhada e estava a custar-me estar sempre a pedir-lhe para vir cá a casa quando sabia perfeitamente que ela tinha mil e uma coisa para tratar e fazer. E então lembrei-me da Head Cleaners. A Rita Ferro Rodrigues deu a cara por este projeto e sabia que já tinha aberto uma clínica aqui no Porto. Marquei e lá fomos nós. Achava eu que a S. já tinha pouca coisa mas enganei-me. Não é dos casos piores que por lá apareceu, contou-me a técnica mas pelo menos para mim, não estava à espera de ver tantos bichinhos a sair - e neste momento, imagino quem me está a ler a ter coceira na cabeça. 

Pois bem, gostei imenso do serviço, da ténica que disse que sem dúvida que isto é um porblema de saúde pública mas que ainda está repleto de vergonha e mitos. Ter piolhos faz quase parte do currículo de todos nós (eu também os tive em miúda) mas o importante mesmo é tratar. Dão garantia de um mês e durante este tempo, estamos como que salvaguardadas. Mas a vigilância tem de ser sempre, porque nós tratamos, mas há quem não o faça. A técnica disse-me que não podem dar garantia de que, por exemplo, daqui por 2 meses, a S. não volte a ter. Tudo depende do tratamento que os outros pais farão nas cabeças dos coleguinhas. 
Ontem voltamos lá para a sessão de revisão, após 5 dias de termos ido lá pela primeira vez. Ainda se apanhou 3 piolhos mas nada de lêndeas. Não foi a mesma pessoa que fez a sessão inicial e confesso que não senti tanta empatia no atendimento. Voltamos daqui por duas semanas, com a leve esperança de que tudo se tenha resolvido. 
Até lá, vamos passar a lendeira no cabelo - um pente específico que se vende lá e que é igual aos que as técnicas usam. E vamos rezar para que todos os pais façam a sua parte. 

segunda-feira, 21 de outubro de 2019

Se calhar o defeito é meu.

Numa das longas estadias na casa de banho para fazer cocó (a minha filha neste momento atravessa uma fase bem complicada a este nível, mas isso são outros assuntos), perguntou-me ela o que acontecia às pessoas velhinhas quando eram mesmo muito velhinhas.

“Depois de sermos muito velhinhos, transformamo-nos novamente em bebés e depois crescemos outra vez, não é?” – perguntou-me ela.

Eu confesso que não lhe soube responder convenientemente. É daquelas perguntas que não estamos à espera e sinceramente não lhe sei explicar o que é a morte, para onde vão as pessoas quando morrem, o que lhes acontece. Até ao momento, com 5 anos, não lhe explicamos o que é isso. Um dia vamos ter de explicar, mas rezo sempre para que não tenhamos tão cedo de nos deparar com uma perda significativa de alguém que nos seja próximo e obrigatoriamente tenhamos de falar com ela sobre isso.


Há quem diga que os miúdos têm de encarar desde cedo a morte como algo natural, acontece com as plantas, com os animais, com as pessoas. Mas pelo menos eu, ainda não consigo encontrar as palavras certas para que uma mente de 5 anos perceba tal coisa. 

quinta-feira, 17 de outubro de 2019

Quem semeia ventos, colhe tempestades?

Trabalhando agora no atendimento ao público, posso dizer que mais do que nunca estou a ter uma grande experiência de contacto com pessoas - oq ue não deixa de ser uma grande aprendizagem.
Nos meus antigos trabalhos, em centros de estudos, era bem mais limitado este contacto: era com crianças, pais e nada mais.

Agora encontro de tudo um pouco e o que me tem surpreendido (ou talvez não deveria de estar surpreendida) é a quantidade de pessoas mal formadas que se encontra. 
Há pessoas que entram no estabelecimento sem dizer bom dia ou boa tarde, são rudes na hora de falar, nota-se que há ali muito rancor, muita amargura com a vida. Da mesma maneira que há pessoas que são o oposto - graças a Deus!!!

Mas no sábado passado, conheci o auge da má educação. Uma senhora que falou para mim como se falasse para um cão - bem acredito que haja cães a quem se fala bem melhor! Se por um lado, apetecia-me responder à altura e pedir-lhe contenção na hora de falar, por outro pensei que o melhor mesmo era ignorar o tom. 
Acabou a senhora por escrever no livro de reclamações porque o objetivo era mesmo implicar e tentar criar problemas- a queixa não esteve relacionada comigo mas fez-me pensar que há mesmo gente amargurada com a vida. Gente que é má. Que traz más energias consigo. A quem as coisas não podem correr bem porque quem semeia coisas más, não pode esperar colher gratidão e felicidade.





Acabei, mais tarde, por perceber que esta senhora é a rainha dos livros de 
reclamações lá da zona - toda a gente já a conhece precisamente por esta 
característica e ao que parece, os comerciantes todos rezam para que 
quando ela entra nas lojas/estabelecimentos, que saia o quanto antes 
sem causar alarido.