sexta-feira, 25 de setembro de 2020

 - Fiz 34 anos em Junho, a minha filha fez 6 anos no mesmo mês e as festas foram as mais privadas até hoje.

 

- Não fomos para o Algarve de férias, tal como tínhamos marcado em Fevereiro. Fomos para o meu destino de férias da infância, Praia de Mira e foram dias diferentes dos idealizados em Fevereiro mas que souberam muito bem.

 

- A minha filha passou a usar óculos e agora já me é tão estranho ver as fotos dela do tempo em que não os usava.

 

- A minha filha, no início deste mês, pregou-nos um grande susto e ficou 6 dias internada, eu e ela a viver dias de incerteza mas que esperamos que não se repitam. Foram dias que dificilmente irei esquecer, por ver tantas histórias piores que as nossas. Foi uma experiência que dispensava mas que me fez ver o mundo de forma diferente.

 

- Para ficar no internamento com a minha filha, tivemos que fazer as duas o teste ao Covid. Posso dizer-vos que é horrível, desejando não ter de repetir a experiência nunca mais.

 

- A minha filha entrou no primeiro ano do ensino básico. Regras e regras e regras. E no meu coração mora aquele friozinho provocado pelo medo de saber que entrou para a escola na pior época possível.

 

- O meu filho está com 2 anos e meio e arrasa o nosso coração com muita beleza, teimosia e rebeldia, tudo à mistura. É um furacão aquele miúdo!

 

- Já penso no Natal com um certo aperto no coração. Não sei o dia de amanhã, quanto mais como será a vida em dezembro.

 

- Já comecei a ver agendas para 2021 à venda. Quero muito despedir-me deste ano mas não sei o que o próximo nos reserva, por isso, nunca a frase “um dia de cada vez” fez tanto sentido na minha cabeça.


Desde Abril que muita coisa se viveu. E nada se escreveu aqui, reflexo do tempo que não me sobra. Não consigo postar através do telemóvel, gosto de um teclado à frente para expressar o que vou vivendo mas só tenho essa possibilidade à noite. 

E à noite, há o cansaço, há as coisas para adiantar para o dia seguinte, há filhos que requerem atenção e o blogue fica no esquecimento. 

No entanto, e não sei bem porquê, não consigo despedir-me deste cantinho, por mais que os novos tempos nos digam que os blogs estão fora de moda. Gosto muito de escrever, camuflada pelo anonimato que não tenho nas redes sociais, e este cantinho está abandonado mas continua a fazer parte de mim. 


sábado, 4 de abril de 2020

Que venham dias melhores. Para mim e para todos nós.

Já não vinha aqui há sensivelmente 2 meses. Uma vergonha, eu sei. 
Mas a vida anda muito agitada. 
Estamos a viver tempos duros, todos nós sabemos disso. 
E por aqui, eu e o maridão continuamos a trabalhar. O tempo que nos sobra é para estarmos com os nossos filhotes, conseguirmos gerir lides domésticas, roupa para passar e... dormir. 
Sinceramente, o tempo anda escasso para tudo o que eu queria fazer. Mas estou naquela fase em que sei que dadas as circunstâncias, estou a fazer o melhor que posso e consigo. 

Há dias em que sinto esperança de que tudo vai ficar bem, tal como preconizam os arco-íris espalhados pelas janelas deste país. 
Há dias em que essa esperança me falta. Todos os dias, no meu trabalho, vejo e ouço tanta coisa que me revolta. Pessoas que saiem todos os dias de casa, com o argumento de que vão comprar bem essenciais, mas na prática precisam é de "fugir" de casa. Eu sei que não é fácil tudo isto, mas ver os velhinhos a desvalorizarem tudo isto ou a serem usados, pelos filhos, para terem prioridade nas filas é triste. Ouvir pessoas a dizer que continuam a fazer a vidinha delas, porque se tiverem que apanhar o Covid-19 apanham, se não tiverem de apanhar, não apanham, é triste. 

Todos os dias ponho os pés fora de casa e só rezo para que não traga nada comigo que não deva. Tomo as medidas recomendadas mas por aqui, o medo acompanha os meus dias. 

sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

Este amor.

Há precisamente 14 anos começávamos a namorar. 
Sem grandes expectativas da minha parte. Eramos ainda uns miúdos, eu no segundo ano da faculdade e tu a iniciar o teu percurso profissional. Ainda tínhamos borbulhas e eu tinha a visão mais cor de rosa do mundo e das pessoas.

Passado 14 anos, olho para trás e já tenho alguma dificuldade em lembrar-me da minha vida antes de tu entrares nela. 
Fazes parte da minha vida, preenches os meus dias e não tenho a menor dúvida que és a pessoa que melhor se enquadra comigo. Estando eu longe de ser perfeita, tu sabes lidar muito bem com as minhas imperfeições e manias. Conheces-me muito bem e eu arriscaria, sem grande hesitação, em dizer que és a pessoa que me conhece melhor. Nem os meus pais me conhecem como tu me conheces. 

E saber que passado 14 anos, continuas ao meu lado faz-me sentir a pessoa com mais sorte neste mundo. Porque por mais que tente, acho que nunca conseguirei agradecer todo o amor que sinto que me chega todos os dias vindo de ti.




Ainda a propósito do post anterior.

Cá em casa sempre nos preocupamos em ter um pé de meia. 

Desde cedo que os meus pais sempre me ensinaram a poupar e lembro-me bem de, em miúda, achar muito estranho a minha melhor amiga não ter conta no banco. 
Sempre tive e era para lá que os presentes monetários de Natal, Páscoa, aniversário iam. Claro que na altura recordo-me perfeitamente da chatice que era receber envelopes e não presentes "físicos". Sabia automaticamente para onde ia aquele dinheiro: conta do banco. 

Quando eu e o Apimentado pensamos em comprar casa, deu um grande jeito ter ali um dinheirinho. 
E após o casamento, sempre foi nossa preocupação pôr algum de parte, Claro que já houve meses que não conseguimos poupar quase nada mas nunca fomos pessoas de gastar mais do que aquilo que "entra" cá em casa ao final do mês. Dou por mim a olhar para trás, na altura pensando no tempo em que ainda não tínhamos filhos, e a pensar que podíamos ter ido jantar mais vezes fora, ter feito mais escapadinhas mas isto é tudo muito bonitinho mas um fim de semana fora significa sempre um extra considerável no orçamento. 




Confesso que há momentos em que gostava de pensar menos na poupança. Preciso de comprar roupa para mim e não o tenho feito, preciso de um par de calçado novo mas está-me a custar gastar dinheiro nisso, mesmo em saldos. Há momentos em que me apetecia não pensar no pé de meia, mas depois há aquela vozinha interior que me diz que em alturas como esta, de um mês desastroso na carteira, nada como poupar para emergências que nunca sabemos quando surgem. 

quinta-feira, 30 de janeiro de 2020

Vários rombos na carteira logo para começar o ano.

Janeiro de 2020 está a ser, em termos financeiros, um início de ano muito merdoso.

Senão vejamos:

- começou de mansinho com a chaleira eléctrica e a torradeira a deixaram de funcionar.

- a embraiagem de um dos nossos carros decidiu dar o berro e toca a mandar o carro para a oficina – e contas de mecânico nunca são contas baixas.

- entretanto tivemos mesmo de tomar a decisão de pôr o J. numa creche, com início para fevereiro, mas já tivemos de pegar a inscrição, a primeira mensalidade, seguro e batas – e tudo junto foi um pequeno grande rombo.

- o meu telemóvel decidiu dar o berro e deixou de funcionar de um momento para o outro. Ando com o meu tlm antigo porque neste momento nem quero pensar em gastar € com um telemóvel novo.

- e como se não bastasse, furei esta semana um pneu do outro carrp e tendo em conta que o corte foi bem profundo e grande, temos de comprar um pneu novo quando há coisa de meio ano, compramos 4 pneus novinhos em folha.

- pelo meio de tudo isto, o J. tomou mais uma vacina extra do plano nacional de saúde mas há coisas que vejo como um investimento e não como um custo e na saúde, sempre procuramos proporcionar aos nossos filhos o melhor e tanto o J., como a S., tomaram todas as vacinas extra que a pediatra aconselhava.


Posto isto, no próximo sábado começa um novo mês e quero encará-lo como um novo ciclo deste ano, quase que me apetece achar que este 2020 vai começar só no sábado, para esquecer este janeiro! Vamos ter fé que isto vai passar! 

quarta-feira, 15 de janeiro de 2020

Coração de mãe.

Não vim aqui no Natal, não vim aqui na transição do ano, venho hoje, em meados do mês de janeiro a este cantinho que está um bocado ao abandono mas não está esquecido. 
Na verdade, os tempos não andam fáceis por aqui. Os últimos meses do ano passado trouxeram consigo um problema de saúde na minha sogra que nos tem afetado a todos. Como sabem, é a minha sogra a minha salvação face aos meus filhos. 

A S. ficou com ela até aos 3 anos e depois foi para o Jardim de Infância. 
O J., com 21 meses, tem ficado com ela enquanto vou trabalhar, só que temos percebido que este problema de saúde está a afetá-la bastante e, embora ela recuse a ideia de ver o neto mais novo a ir para uma creche, estamos a ponderar seriamente essa hipótese. 

Por estes lados, está tudo praticamente cheio. As mensalidades que alguns sítios pedem são abismais. O único sítio onde há vaga foi visitado por mim e pelo meu marido ontem. 
5 funcionárias, espaço pequeno, poucos miúdos. Muito poucos miúdos, ao ponto de eu sair de lá e pensar como é que conseguem pagar ordenados e demais despesas. 
Perguntei o feedback a uma rapariga que teve lá a filha e ela disse maravilhas, que o facto de ser uma instituição pequena é uma mais valia porque os miúdos não andam lá aos magotes e dá para dar atenção a todos. 

Estamos muito confusos, não sabemos bem para onde nos virar. A minha sogra diz que aguenta ficar com ele mais algum tempo, nós temos noção que fisicamente não é bem assim. Não encontramos nenhum sítio onde haja vagas e confiança no que vemos. 
E eu, que de pessoa positiva não tenho nada, ando a atrofiar com tudo isto. O meu filho não será o primeiro a ir para uma creche mas sentir que não encontro um sítio que me dê segurança, está-me a matar por dentro. 

Espero que Janeiro nos traga algumas soluções. 

***
E na passagem de ano, eu só pedi um único desejo: saúde para mim e para os meus. Dou por mim a pensar que é desejo de pessoa velhinha, podia pedir viagens, dinheiro, amor e bla bla bla. Mas neste momento tenho a perfeita noção de que se tudo estiver bem de saúde, já temos a maior riqueza do mundo!