sexta-feira, 18 de maio de 2018

Ir ou não ir a actividades de exterior quando se tem 3 anos?

Hoje, a minha filha tem o passeio anual do infantário. Vai a uma Quinta Pedagógica a Penafiel. 

Quando a educadora falou desta saída, na reunião, em momento algum ponderei que ela não fosse, ao contrário de alguns pais que disseram logo que os filhos não iam, porque estamos a falar da sala dos 3 anos e acham que são muito pequenos para estas atividades de exterior. 

Eles são pequeninos, eu sei, mas acho que ficar em casa, sabendo que a grande maioria dos coleguinhas ia ao passeio era algo que de certeza que ia marcar a minha filha. Lembro-me bem de uma amiga minha que nunca ia às visitas de estudo, porque os pais não deixavam e o quanto isso a deixava triste.

Por isso, assinei a autorização no papel para a saída sem pensar muito. Esta manhã, a S. saiu de casa toda contente porque ia ao passeio. Não posso negar as minhas inquietações: nunca andou de autocarro tanto tempo, será que vai enjoar? Não vão dormir a sesta, será que depois vai andar bem de tarde? 

Mas tirando esses "macaquinhos", espero que ela adore esta primeira experiência de "visita de estudo". E é nestas alturas que eu penso que ela está a crescer a olhos vistos. Não tarda nada (os anos voam!) estou a comprar os livros para o ensino básico. 

Eles crescem rápido, é um facto. Mas é tão bom senti-los felizes :)

quarta-feira, 16 de maio de 2018

Sobre os presentes sem etiquetas e sem talões de troca.

Percebes que há qualquer coisa que não bate certo quando um casal amigo, que já tem dois filhos rapazes, vem conhecer o teu filho e traz como presente um conjunto de roupa sem etiqueta e sem talão de troca. Conjunto esse de 6 meses que é composto por um casaco e umas calças quentes, ideiais para o inverno.

Qual o problema? O teu filho faz 6 meses em Setembro e ao ritmo que isto vai, ele vai usar roupa de meio ano provavelmente em Agosto. Este casal amigo até pode ter feito mal as contas, mas o problema é que não há talão de troca e mais estranho ainda, a roupa não tem etiquetas. 

O que achas? Foi algo que deram a um dos filhos e eles não gostaram e agora aproveitaram e despacharam a roupinha. 



Feio. Muito feio. 

segunda-feira, 14 de maio de 2018

Era bom que o palavriado inapropriado fosse punido.

Foi com muita alegria que vi o meu clube de coração novamente campeão. Lembro-me perfeitamente que na minha adolescência, os meus maiores ídolos não eram os cantores da moda da altura: eram sim, os jogadores do FCP. Tinha uma grande paixoneta por um e eram eles que me deixavam a suspirar quando tinha uns 15 anos. 

Mas nesta festa toda, houve algo que me entristeceu: já tinha sentido isso no outro fim de semana, quando se sagraram campeões e no passado sábado, voltei a sentir quando via em direto a festa dos jogadores nos Aliados: foi com muita tristeza que vi alguns jogadores a dizerem asneiras, quando lhes foi pedido um comentário sobre o facto de terem sido campeões, antes de desfilarem naquela passadeira enorme que estava em frente à Câmara do Porto. 

Não lhes fica bem e acima de tudo, todos eles deviam de pensar que são um exemplo para os miúdos mais novos. Todos nós dizemos asneiras, uns mais que outros. Mas somos adultos e é suposto sabermos o que devemos (ou não) dizer. 

Por experiência própria, e trabalhando com miúdos diariamente, sei que eles olham para os jogadores dos grandes clubes como exemplos a seguir. E certas palavras não são um exemplo para ninguém. 
No verão, quando dinamizo atividades de férias no meu local de trabalho, muitas vezes tenho de lhes pôr um sério travão quando eles estão a jogar futebol, precisamente porque volta e meia lhes sai um caral** ou um fod**** ou um filho da p****.
Não o posso permitir porque estou ali e ouço. Porque sou responsável por eles e porque tenho ali miúdos com 6, 8, 10 ou 15 anos. Os de 15 anos não podem achar que dizer asneiras é normal, nem os de 6 podem achar o mesmo.
E chateio-me a sério com eles por causa dos palavrões. Um dia, um dos miúdos disse-me "oh stora, os jogadores também dizem asneiras quando estão a jogar, isto é a coisa mais normal do mundo".

Pois, mas para mim, não é a coisa mais normal do mundo. E foi com muita pena que vi alguns jogadores do FCP a darem o péssimo exemplo, aquele que eu tento que os meus miúdos não sigam. O pior disto tudo? É que não são só os jogadores do FCP, isto também se estende a jogadores de outros clubes. 



domingo, 13 de maio de 2018

Sobre a Eurovisão (e olhem que isto são apenas opiniões, porque vai-se a ver e afinal eu é que não percebo nada destes assuntos)

  • Não acompanhei em grande pormenor todo este festival da Eurovisão. Mas ontem vi a final e ganhou a canção de Israel. Confesso que passar de um registo ao nível de Salvador Sobral para um tipo de música como o que foi interpretado por Israel... é algo estranho. Ou sou eu que não percebo mesmo nada de música, ou só acho a canção simplesmente estranha. Quando ouvi, senti os meus ouvidos um tanto ou quanto feridos...




  • As apresentadoras do festival (será que eram preciso mesmo 4 apresentadoras?!) estiveram quase sempre impecáveis. Vestidos giros (vou ter um casamento em Julho, nenhuma delas me pode emprestar um deles?), mas ontem na final, não pude deixar de reparar em dois que não foram, a meu ver (que não percebo nada de moda!), escolhas lá muito felizes. 
Quando apareceu a Sílvia Alberto a entrevistar alguns intérpretes, saltou-me à vista a ausência de maminhas para um vestido daqueles. Muito insípido. As fotos não deixam perceber muito bem, mas na televisão acho que não ficou um visual bonito. Parecia uma tábua rasa.



A Daniela Ruah é uma moça tão gira e teve escolhas tão boas ao longo deste festival, mas na gala final, não gostei do vestido. Excesso de brilho, um tecido a fazer lembrar as roupas dos super-heróis e o decote não a favorecia (as maminhas pareciam que estavam espalmadas lá dentro). Mais uma vez, a foto não é a melhor mas em televisão, acho que não funcionou lá muito bem. 


Apesar destes pormenores, acho que foi um grande espetáculo. Muita luz, muitos efeitos giros e acho que Portugal conseguiu demonstrar que até consegue organizar coisas muito giras! 

quarta-feira, 9 de maio de 2018

Esta primavera anda bipolar!

Domingo foi Dia da Mãe e lá fora, o tempo decidiu colaborar. 
Por estes lados estamos muito habituados às nortadas, a um vento que às vezes é impossível (e só é bom para secar a roupa do estendal). 
Mas domingo estava um sol verdadeiramente bom, peguei na minha filha mais velha e fui arejar. 



A verdade é que tenho passado bastante tempo em casa, sobretudo à semana. O J. ainda é muito pequenino e com este tempo, não dá para pensar em grandes passeios. E, por vezes, dou por mim, quase a pirar porque estar em casa dias e dias não é o melhor para a minha cabecinha, habituada a pensar em tudo e mais alguma coisa. 

Vai daí, domingo de manhã soube-me pela vida ir com a S. ao parque, o qual fica bem pertinho da praia. Entretanto, decidimos as duas dar um saltinho à areia. E toda eu, acho que rejuvenesci dez anos naquela horinha ali com ela, a brincar, a jogar à bola, a respirar ar puro. 

Mas o bom tempo foi sol de pouca dura. Hoje está um dia que mais parece de outono. Está vento, o céu está cinzento. Um dia triste. 
De manhã, nunca sei que roupa hei-de-vestir à miúda antes de ela ir para a escola. E não é a primeira vez, que antes de escolher a roupa , vou ao meu fiel Windguru ver as previsões meteorológicas. 

Dizem que para a semana o sol volta a brilhar. Espero bem que sim. A bem da minha sanidade mental (sou muito mais feliz com sol) e vá... estamos em Maio. Acho que todos nós merecemos um pouquinho mais de sol e menos dias cinzentões como o de hoje!