sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

Este amor.

Há precisamente 14 anos começávamos a namorar. 
Sem grandes expectativas da minha parte. Eramos ainda uns miúdos, eu no segundo ano da faculdade e tu a iniciar o teu percurso profissional. Ainda tínhamos borbulhas e eu tinha a visão mais cor de rosa do mundo e das pessoas.

Passado 14 anos, olho para trás e já tenho alguma dificuldade em lembrar-me da minha vida antes de tu entrares nela. 
Fazes parte da minha vida, preenches os meus dias e não tenho a menor dúvida que és a pessoa que melhor se enquadra comigo. Estando eu longe de ser perfeita, tu sabes lidar muito bem com as minhas imperfeições e manias. Conheces-me muito bem e eu arriscaria, sem grande hesitação, em dizer que és a pessoa que me conhece melhor. Nem os meus pais me conhecem como tu me conheces. 

E saber que passado 14 anos, continuas ao meu lado faz-me sentir a pessoa com mais sorte neste mundo. Porque por mais que tente, acho que nunca conseguirei agradecer todo o amor que sinto que me chega todos os dias vindo de ti.




Ainda a propósito do post anterior.

Cá em casa sempre nos preocupamos em ter um pé de meia. 

Desde cedo que os meus pais sempre me ensinaram a poupar e lembro-me bem de, em miúda, achar muito estranho a minha melhor amiga não ter conta no banco. 
Sempre tive e era para lá que os presentes monetários de Natal, Páscoa, aniversário iam. Claro que na altura recordo-me perfeitamente da chatice que era receber envelopes e não presentes "físicos". Sabia automaticamente para onde ia aquele dinheiro: conta do banco. 

Quando eu e o Apimentado pensamos em comprar casa, deu um grande jeito ter ali um dinheirinho. 
E após o casamento, sempre foi nossa preocupação pôr algum de parte, Claro que já houve meses que não conseguimos poupar quase nada mas nunca fomos pessoas de gastar mais do que aquilo que "entra" cá em casa ao final do mês. Dou por mim a olhar para trás, na altura pensando no tempo em que ainda não tínhamos filhos, e a pensar que podíamos ter ido jantar mais vezes fora, ter feito mais escapadinhas mas isto é tudo muito bonitinho mas um fim de semana fora significa sempre um extra considerável no orçamento. 




Confesso que há momentos em que gostava de pensar menos na poupança. Preciso de comprar roupa para mim e não o tenho feito, preciso de um par de calçado novo mas está-me a custar gastar dinheiro nisso, mesmo em saldos. Há momentos em que me apetecia não pensar no pé de meia, mas depois há aquela vozinha interior que me diz que em alturas como esta, de um mês desastroso na carteira, nada como poupar para emergências que nunca sabemos quando surgem. 

quinta-feira, 30 de janeiro de 2020

Vários rombos na carteira logo para começar o ano.

Janeiro de 2020 está a ser, em termos financeiros, um início de ano muito merdoso.

Senão vejamos:

- começou de mansinho com a chaleira eléctrica e a torradeira a deixaram de funcionar.

- a embraiagem de um dos nossos carros decidiu dar o berro e toca a mandar o carro para a oficina – e contas de mecânico nunca são contas baixas.

- entretanto tivemos mesmo de tomar a decisão de pôr o J. numa creche, com início para fevereiro, mas já tivemos de pegar a inscrição, a primeira mensalidade, seguro e batas – e tudo junto foi um pequeno grande rombo.

- o meu telemóvel decidiu dar o berro e deixou de funcionar de um momento para o outro. Ando com o meu tlm antigo porque neste momento nem quero pensar em gastar € com um telemóvel novo.

- e como se não bastasse, furei esta semana um pneu do outro carrp e tendo em conta que o corte foi bem profundo e grande, temos de comprar um pneu novo quando há coisa de meio ano, compramos 4 pneus novinhos em folha.

- pelo meio de tudo isto, o J. tomou mais uma vacina extra do plano nacional de saúde mas há coisas que vejo como um investimento e não como um custo e na saúde, sempre procuramos proporcionar aos nossos filhos o melhor e tanto o J., como a S., tomaram todas as vacinas extra que a pediatra aconselhava.


Posto isto, no próximo sábado começa um novo mês e quero encará-lo como um novo ciclo deste ano, quase que me apetece achar que este 2020 vai começar só no sábado, para esquecer este janeiro! Vamos ter fé que isto vai passar! 

quarta-feira, 15 de janeiro de 2020

Coração de mãe.

Não vim aqui no Natal, não vim aqui na transição do ano, venho hoje, em meados do mês de janeiro a este cantinho que está um bocado ao abandono mas não está esquecido. 
Na verdade, os tempos não andam fáceis por aqui. Os últimos meses do ano passado trouxeram consigo um problema de saúde na minha sogra que nos tem afetado a todos. Como sabem, é a minha sogra a minha salvação face aos meus filhos. 

A S. ficou com ela até aos 3 anos e depois foi para o Jardim de Infância. 
O J., com 21 meses, tem ficado com ela enquanto vou trabalhar, só que temos percebido que este problema de saúde está a afetá-la bastante e, embora ela recuse a ideia de ver o neto mais novo a ir para uma creche, estamos a ponderar seriamente essa hipótese. 

Por estes lados, está tudo praticamente cheio. As mensalidades que alguns sítios pedem são abismais. O único sítio onde há vaga foi visitado por mim e pelo meu marido ontem. 
5 funcionárias, espaço pequeno, poucos miúdos. Muito poucos miúdos, ao ponto de eu sair de lá e pensar como é que conseguem pagar ordenados e demais despesas. 
Perguntei o feedback a uma rapariga que teve lá a filha e ela disse maravilhas, que o facto de ser uma instituição pequena é uma mais valia porque os miúdos não andam lá aos magotes e dá para dar atenção a todos. 

Estamos muito confusos, não sabemos bem para onde nos virar. A minha sogra diz que aguenta ficar com ele mais algum tempo, nós temos noção que fisicamente não é bem assim. Não encontramos nenhum sítio onde haja vagas e confiança no que vemos. 
E eu, que de pessoa positiva não tenho nada, ando a atrofiar com tudo isto. O meu filho não será o primeiro a ir para uma creche mas sentir que não encontro um sítio que me dê segurança, está-me a matar por dentro. 

Espero que Janeiro nos traga algumas soluções. 

***
E na passagem de ano, eu só pedi um único desejo: saúde para mim e para os meus. Dou por mim a pensar que é desejo de pessoa velhinha, podia pedir viagens, dinheiro, amor e bla bla bla. Mas neste momento tenho a perfeita noção de que se tudo estiver bem de saúde, já temos a maior riqueza do mundo! 

quarta-feira, 11 de dezembro de 2019

O presente de Natal do ano passado que me tem ajudado tanto!

Esta semana faz precisamente um ano que adquiri a minha Bimby. Digamos que foi o presente de Natal que o meu mais que tudo ofereceu aqui à minha pessoa. Claro está que na altura, não sabia que uns meses mais tarde ia sair a nova versão, se não teria esperado mais um tempo, mas não estou arrependida da compra.

Não vou negar que a Bimby requer no início algum tempo para a "estudar" e foi isso que me faltou logo, logo nos inícios. Durante os primeiros meses, pouco uso lhe dei. Até que entretanto, os meus horários e a gestão do meu tempo foi-se alinhando, juntamente com as idas a algumas MasterClass que me fizeram abrir os olhos.
A meu ver, quem tem Bimby só para fazer sopas não justifica minimamente o investimento. Mas também não vou dizer que faço tudo na Bimby. Há alguns pratos que continuo a preferir serem feitos num tacho tradicional, devido ao sabor que não consigo obter na Bimby. 
Mas apesar de tudo, o balanço é muito positivo: sobremesas é do mais fácil que há, consegui já fazer coisas que nunca na vida pensei fazer em termos de refeições e fazer as sopas cá para casa melhorou a olhos vistos. Quantas vezes deixava a sopa a fazer e quando ia ver o tacho, a água já tinha evaporado e os legumes estavam a cozer com pouquíssima água? Quantas vezes a fazer arroz, descuidei-me por causa de mil e um motivos e quase que a refeição era arroz colado ao fundo do tacho? 
Rejeito a lógica de quem diz que a Bimby é boa para quem não sabe cozinhar. Eu sei cozinhar e já o fazia antes de ter a Bimby. Só que agora é tudo mais fácil. Ainda não me rendi ao planeamento semanal das refeições e quem sabe se isso não será um dos grandes objectivos do nosso ano, mas que ajuda imenso a gerir horários e a facilitar a vida de quem tem 2 miúdos sempre a requerer atenção, isso é indiscutível. 



E já agora, se estão a pensar adquirir algo do género, pensem bem na hora de escolher a agente que vos vai vender a Bimby. Tive a sorte de me ter calhado uma agente impecável, sempre disposta a tirar todas as dúvidas e dar imensas dicas. Mas sei de quem não tenha tido a mesma sorte e parecendo que não, isso condiciona (e muito) a utilização futura da Bimby. 



E vá, isto até podia ser um post patrocinado mas não o é, porque eu não
 sou uma influencer e o meu blogue é uma formiguinha no meio 
deste mundo. 


segunda-feira, 9 de dezembro de 2019

Não se pode ter o melhor dos dois mundos, como se costuma dizer.

Quando mudei de trabalho, há quase um ano e meio, o grande objetivo era trabalhar em algo que me permitisse desligar o botão quando saísse de lá. Que me permitisse ter um ordenado ao final do mês mas acima de tudo, que não me desse cabo da cabeça, porque para isso bastaria pensar nos últimos 10 anos de trabalho.

E o objetivo parece ter sido atingido. Um dia ou outro que a minha cabeça veio para casa em modo F&%$# mas na grande generalidade dos dias, é tranquilo.

Mas nem tudo era maravilhoso - manhãs livres e tardes a trabalhar até às 20h, sair, ir buscar os miúdos à sogra, chegar a casa quase às 21h, tratar de banhos, jantar, arrumar a cozinha e brincar. E geralmente eram quase 23h e os miúdos ainda acordados.

Por um lado, o J. estando comigo de manhã, sentia que o estava a acompanhar como nunca fiz com a minha filha mais velha. Mas como a S. ia para a escolinha logo de manhã, estava comigo apenas um bocadinho à noite, após banhos, jantares e louça lavada. E não nos pareceu o melhor deixá-la em casa de manhã comigo porque para o ano, vai para o primeiro ano escolar e este ano, sendo finalista da pré, era importante manter as rotinas e horários da escolinha. 
Se de Verão, a coisa ainda foi correndo, quando veio a mudança de hora, a verdade é que eu sentia que chegava a casa tardíssimo. 

Quando soube que havia uma colega que tinha saído de uma das lojas que não a mesma onde eu estava, resolvi falar com a patroa para lhe propor que me tentasse pôr no horário das manhãs (8h às 14h). A questão é que a outra rapariga que lá permaneceu nesse estabelecimento também queria o mesmo horário. Quem não gostaria de sair às 14h do trabalho? 
Resultado: passei para essa loja com horário intercalado com a outra rapariga. Uma semana eu faço o horário das manhãs e ela a tarde, na semana seguinte faço o horário da tarde (14h-20h) e ela a manhã.

Sem dúvida que haver duas semanas no mês a sair às 14h é ouro sobre azul. Mas como em tudo na vida, nem tudo é perfeito: a rapariga com quem estou a trabalhar mais directamente é intragável. 
Arrogante na forma de falar. 
Aquilo a que eu chamo de verdadeira "broeira" de nariz empinado. 
O oposto das pessoas com quem estou habituada a lidar. 
Faz-me confusão pessoas assim, mas elas existem e agora tenho de lidar diariamente com uma dessas pessoas. Até ver, tenho optado por ignorar certas situações, acho que estou num ponto da minha vida em que prefiro ignorar determinados tons de voz a ter que me chatear e perder energias com isso. 
Estou numa fase da minha vida em que prefiro concentrar-me nos pontos positivos de agora estar ali a trabalhar do que em tudo o resto. Já sei que vai haver dias em que talvez esta filosofia toda positiva vai ser esquecida e talvez me vá saltar a tampa mas de momento, vamos manter-nos zen, sim?