quinta-feira, 2 de agosto de 2018

Este Agosto será tão diferente.

Começando a trabalhar agora em algo novo e estando a substituir funcionárias que estão de férias, vejo-me neste mês de Agosto sem direito a idas para hotéis e férias às quais eu estava tão habituada. 

Quando aceitei este novo projeto, já sabia que qualquer plano de pausa agora no mês de Agosto ia ao ar. Mas lá está: na vida, temos de tomar decisões e ou agarrava esta oportunidade ou então deixava-a escapar e depois, poderia nunca mais apanhá-la. 

O problema é que a S. associa Agosto a férias, piscina, praia, bolas de berlim, a ir para o hotel. Já lhe explicamos que este ano não vamos para nenhum sítio, mas está difícil de entender. Entrou ontem de férias, porque a escolinha dela fecha agora em Agosto e está a ser estranho para ela perceber que este ano, as férias dela vão ser passadas maioritariamente em casa da avó porque a mamã está a trabalhar. 

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Resta-me a esperança de conseguir juntar dois dias de folga e o senhor maridão conseguir também tirar esses dias de férias. Pode ser que assim consigamos qualquer coisa, mas neste momento não há certezas de nada. Além disso, não sei se será fácil arranjar um local para ir passar dois dias assim de um momento para o outro. Estamos em Agosto, há alojamentos que não têm vaga desde há muito tempo. 
Em todo o caso, minha gente indiquem-me sítios no Gêres, Nazaré ou noutros locais giros, não muito longe do Norte. Estou aberta a todas as possibilidades e se houver oportunidade, vamos lá aproveitar! 

terça-feira, 31 de julho de 2018

Nova vida.

Como sabem, decidi em final de Junho terminar um capítulo em termos laborais. 
Fechei a porta a 7 anos de trabalho com miúdos que muitas alegrias me deu, mas também que muito me deu cabo da cabeça. Foram anos de trabalho mal pago, de trabalho que vinha para casa (e que não era suposto porque nunca ninguém me pagou isso), de horas e horas de stress, de preparação de explicações a horas indecentes, de muita pressão que me tirou alegria e prazer naquilo que fazia. 

Entretanto abriu-se outra porta, noutra área completamente diferente. 
Pensei se seria este um rumo a aproveitar. 
Decidi que sim. 
Há muito que o ensino não me completa e a minha área de formação há muito tempo que não me dá segurança de nada. 
Decidi arriscar, pesando todos os fatores. 
Neste momento, estou a trabalhar noutra área que nada tem a ver com a minha. Não é preciso ser-se licenciada para fazer o que neste momento estou a fazer. Mas neste momento, este trabalho dá-me mais dinheiro (minha nossa, quando mais penso nisto, mais percebo que dantes ganhava mesmo muito mal!), dá-me liberdade de ir à casa de banho quando preciso, como quando tenho fome, contacto com pessoas diferentes a todo o momento. Oferece-me coisas tão básicas que não tinha no anterior emprego. 
Atualmente estou a substituir funcionárias que estão de férias. A partir de Setembro, será em regime de part-time mas assim terei mais tempo para os meus filhos e para gerir a minha casa. 
Não sei o meu futuro, mas quero acreditar que no presente estou a traçar alguns passos no sentido de ter mais qualidade de vida
Acima de tudo, é isso. 
Não quero um trabalho que me faça milionária, quero apenas algo que não me faça chegar a casa louca. Não quero mais um trabalho onde me sinta usada. Quero um trabalho que me faça sentir digna e bem tratada. 


A ver vamos. Vai correr tudo bem. Fé, muita fé. 

quinta-feira, 26 de julho de 2018

Está a chegar finalmente o dia!

Sábado vou ter um casamento, no qual sou madrinha. 
Há malta que tem dez mil casamentos todos os anos. 
Por aqui, é o oposto. 
A maior parte dos nossos amigos mais chegados não querem casar e na família, primeiro estão à procura de estabilidade profissional e quiçá, depois pensa-se em casamentos. 

Posto isto, casórios por aqui são raros. O que é bom, diz a minha carteira. 
Gosto de ir a casamentos, mas reconheço que isto é um rombo em qualquer orçamento que se preze. E desta vez, como padrinhos, o "assalto" à conta do banco é ainda mais considerável. Assim sendo, ainda pensei em comprar um vestido comprido para a cerimónia. Sou madrinha, o casamento é à tarde, só que pensei, pensei, pensei e....

- se fosse comprar um vestido comprido, dava-lhe uso sábado e depois? 
- estamos em fase de contenção de gastos.
- a minha paciência para compras, neste momento, anda ao nível da amargura.

Por isso, fui prática nesta questão. Vou levar ao casamento de sábado o vestido que usei no batizado do meu filho, o mês passado. Quem foi ao batizado não são as mesmas pessoas que irão sábado ao casamento. E além disso, eu adoro o vestido. Demorou a encontrar o "tal", mas mal o vi, foi paixão à primeira vista. É elegante, discreto e modéstia à parte, assenta-me bem tendo em conta que fui mãe há quatro meses. 

Se a Kate Middletonm repetiu um vestido no casamento do cunhado que já tinha usado antes algumas vezes, porque razão não posso eu fazer reciclagem de um vestido que gosto tanto e que usei numa festa o mês passado? 

terça-feira, 17 de julho de 2018

E como é a vossa rua?

Na mesma semana, soube que a vizinha da frente estava grávida e passado uns dias, vi-a a entrar em casa com o bebé na babycoque.

E devo dizer que gosto desta coisa de ninguém se meter na vida de ninguém quando se vive em (alguns) prédios. 
Gosto deste sentimento de passar despercebido.
Há quem diga que se está a perder os laços e o conhecimento entre as pessoas. Não concordo. Já tive emergências em que foi o vizinho de cima que me salvou (já lhe fui bater à porta a pedir álcool etílico numa situação mais gravosa que se passou aqui em casa) e sei que posso contar com a boa vontade deles. Mas sabe tão bem saber que ninguém se mete na nossa vida. 

Quando vivia na casa dos meus pais, numa rua em que é tudo casas de gente que está em casa, ora reformada, ora numa situação de desemprego, tudo se comentava e cheguei a perceber que na hora de sair com o meu namorado, os vizinhos vinham à janela espreitar, talvez para controlarem as horas de saída e de chegada. Tudo se sabia e tudo se especulava. Sempre lidei muito mal com contos e ditos. Não tenho pachorra para isso. Quem mora em aldeias ou vilas, sabe do que falo. Numa história, conta-se 20% de verdade e 80% de factos imaginados. 

Vivi 25 anos numa rua em que o passatempo favorito das pessoas era falar de A, B ou C. Neste prédio onde vivo agora, situado numa vila, ninguém se mete com ninguém. Aleluia!  

sexta-feira, 13 de julho de 2018

Provei e não gostei.

Quando comprei estas papas de aveia, estava com as expectativas em alta. 
As primeiras que provei foram as de canela. No início, apaixonei-me pelo aroma: adoro tudo que tenha canela e amo o cheiro da canela. À primeira colherada, pensei "ui, isto é mesmo bom!". O problema é que à quinta colherada começamos a ficar um pouco enjoados e o que inicialmente foi uma paixão, rapidamente se desvaneceu. O mesmo se passou com as papas de aveia de framboesa. 

O que é Nacional, é bom! Mas estas parecem fugir à regra!


segunda-feira, 9 de julho de 2018

Coração de mãe.

Hoje começou a praia da escolinha da S.
E tendo eu já trabalhado com crianças e feito anos seguidos de praia com miúdos, era suposto eu estar totalmente tranquila com isso.
Mas não.
Na verdade, quando estamos do lado de cá (dos pais), a coisa é bem diferente do que quando se trabalha com miúdos mas ainda não se é mãe. Lembro-me de haver pais super ansiosos com isto da praia e eu, como funcionária, tranquilizava-os dizendo para não se preocuparem.

Desta vez, até me podem dizer isso mas há sempre aquele receio.  A S. estava muito reticente a fazer praia com os amigos. Cá para mim, acho que ela sabe que não lhe vão logo limpar a boca se ela estiver a “comer” areia, não lhe vão pegar ao colo quando ela vier embora da praia com a areia metida no meio dos dedos dos pés e que tanta confusão lhe faz. A minha filha tem um grande problema com a quebra de rotinas. E estas três semanas de praia com a escolinha serão dias diferentes. Como mãe, acho muito tempo. Três semanas para miúdos de 4 anos, a meu ver, é demasiado, mas vamos ter fé que tudo irá correr pelo melhor.


E por favor, S. Pedro, não te peço que mandes um calor tórrido, porque isso também não é nada bom, mas pelo menos não mandes frio nem nortadas. Hoje achava que ias mandar um sol bonito para acompanhar o primeiro dia de praia da minha filha e vai-se a ver nem vieste espreitar. Está um tempo encoberto, mas pelo menos não mandaste vento. Não se pode ter tudo.


(Não resisti e a meio da manhã, fui espreitá-los. 
Não vi a S. porque não me quis aproximar muito para não 
correr o risco de ela me ver)