segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Sou licenciada e já agora bem educada.

Os meus dias têm-me ensinado uma coisa: ter uma licenciatura não faz das pessoas seres com educação. Há tanta gente que acha que ser Dr. ou Drª. transforma-os em gente superior a quem não tem grau académico semelhante e, por isso, podem espezinhar os outros... 
Isto faz-me muita confusão. Eu sou licenciada mas não uso isso como motivo para me fazer superior aos outros. 
Detesto gente que se acha mais do que os outros. Cada vez mais abomino gente assim. Nestes casos, o ensino superior deu-lhes um canudo mas não lhes concedeu humildade e educação, coisa tão preciosa nos dias de hoje e que faz falta a tantas pessoas. 

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Será que dá para remendar o que se quebrou com o tempo?

Estou naquela fase em que olho para a minha mãe e penso como raio chegamos a este ponto?
Ela é minha mãe mas eu não tenho uma relação especial com ela, como é suposto e como vem nos livros tendo em conta a existência de uma relação mãe-filha. Diria eu que tenho uma relação mais especial com outras pessoas do que com a minha própria mãe. Olho para ela e vejo falsidade, aparência e pouco mais. Como raio chegamos a este ponto?
Se lhe conto os meus problemas? 
Não. 
Se lhe confidencio algo? 
Não. 
Porque há muitos anos que não sinto compreensão e companheirismo do outro lado. Nem afetividade, nem carinho, nem confiança. Não quero beijos e abraços apenas quando os outros estão a ver. Não quero sorrisos apenas quando os outros estão a ver. Não quero ver a relação avó-neta apenas quando os outros estão a ver. Não quero ir a jantares de família e sentir que tudo é uma falsidade e que na realidade, o verdadeiro sentido de "família" esfumou-se com o tempo.
Como raio chegamos a este ponto?
Há alturas em que quando penso nisto, afasto de imediato o pensamento para não perceber que tenho aqui um problema. De mãe para filha e de filha para mãe. Ao negar pensar nisto, nego que existe um fosso enorme entre mim e ela. Mas a verdade é que ele existe. Vejo-a uma vez por semana, vamos lá almoçar ao domingo mas, por vezes, dou por mim a pensar que aquele tempo seria mais bem empregue noutros sítios e com outras pessoas. 
Se me sinto mal por pensar isto? Sim, claro. É suposto uma filha gostar de ir a casa dos pais almoçar, é suposto uma filha sentir-se bem em estar na casa onde vivi muitos anos antes de casar. 
Como raio chegamos a este ponto?


quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Cenas de uma explicação

Eu -  M. vamos lá ver se sabes direitinho o significado dos feriados que vão sair no teste de Estudo do Meio. Então, diz-me lá o que se comemora no dia 1 de Dezembro? 
M. - (depois de pensar algum tempo) Humm... comemora-se o 25 de Abril.
Eu - (?!?!) 

(mais adiante)

Eu - M. o Sistema Solar também vai sair no teste. Então diz-me lá quais são as 4 fases da lua, que é o planeta secundário da Terra.
M. - Norte, Sul, Este, Oeste. 
Eu (pensando para mim) - O melhor é rezar muito para ver se tiras pelo menos um Suficiente no teste. 
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Os meus miúdos, volta e meia, dão-me que fazer. 
Há dias em que não é fácil: uma pessoa faz esquemas com a matéria para eles estudarem, explica de frente para trás e de trás para a frente a matéria, usa imagens, dez mil coisas e... nem sempre resulta. 
Há que reconhecer que há casos mais complicados e que, por mais que tentemos, há ali alguma coisa que não nos deixa fazer mais, já ultrapassa a nossa área de intervenção. Os pais nem sempre compreendem isso. Eu percebo que não se queira admitir que a/o filha(o) tenha um ligeiro atraso cognitivo mas pergunto-me como é que a escola deixa passar tantas situações de alunos que deveriam ser sinalizados. Não se é burro porque se quer (vá, às vezes, eles podem fazer-se de burros) mas a grande maioria deste tipo de situações, os miúdos esforçam-se mas os resultados não aparecem. É como lutar e não conseguir ir mais além. 

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

A sério que vou ter mesmo de ir jantar fora amanhã?!

Por aqui não celebramos o dia dos namorados. Mas celebramos o dia de aniversário do meu avô, que por acaso é no dia de S. Valentim. Posto isto, amanhã, vai haver jantar de família para comemorar o feito. Mas eu estava na ligeira esperança que adiassem os festejos para o próximo domingo. 
Mas não. 
O jantar vai ser mesmo amanhã.
O problema?
Abomino restaurantes no dia dos namorados. Está sempre tudo cheio e o ambiente deste dia é tudo menos propício a um jantar de família. Pior, certamente, será para os casalinhos que forem jantar fora neste dia ao mesmo sítio que nós. Lá vai estar a minha bela família a destoar com o ambiente romântico do dito restaurante. 

Se me perguntarem qual o pior dia para se ir jantar fora, eu digo-vos sem grandes dúvidas: o dia dos Namorados. Mas pronto, por um avô, faz-se tudo. 




sábado, 11 de fevereiro de 2017

Blocos, canetas e coisas do género.


Eu cá acho que bloquinhos nunca são demais, já tenho alguns mas não me importava de ter muitos mais. Se é um vício? Talvez, porque já tenho em quantidade suficiente para dizer que não preciso de mais, mas é mais forte que eu.
E o homem cá de casa sabe disso. Assim sendo, o dia dos namorados chegou mais cedo cá. Não o celebramos especificamente a 14 de Fevereiro, pois para nós o dia mais importante neste mês é mesmo o dia 1. Mas foi com um grande sorriso, que vi chegar mais um bloco da daybyday. 
Por isso, tal como o Natal, que é quando um homem quiser, também o amor deve ser celebrado todos os dias :)

p.s. O meu estimado esposo diz que eu sou uma mulher estranha. Fico mais contente com um bloco, 
ou com um caderno todo giro, ou com pacotes de chá do que com flores, perfumes e outras 
coisas mais caras. Vá, sim, é capaz de soar a algo estranho, mas ao menos não levo ninguém à 
bancarrota no que diz respeito a comprar presentes para me agradar. 

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Comida de coelhos ou granola?

Manhã. 
Estava eu a preparar os lanches para levar para o trabalho. Num mini tupperware estava a pôr um pouco de granola para depois colocar no iogurte a meio da manhã. 
Pimentinha - Mãe, o que é isso? 
Eu - É comida para a mãe papar no trabalho.
Pimentinha - Comida de coelhos?!
Eu - ?!

E é isto. 
Basicamente, a minha filha acha que a mãe come comida de coelhos.