segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

Mães que me estão a ler, ajudem-me, sim?

Quando os nossos filhos ficam doentes, o nosso coração amolece de tal maneira que não andamos bem. São as noites a acordar constantemente, é a má disposição deles, enfim... 
E agora, que são duas crias cá em casa, a coisa animou mais. Quando um está de molho, rezo aos santinhos todos para que o outro se vá aguentando. Mas a semana passada, a coisa tocou primeiro à mais velha e depois ao mais novo, quando a mais velha começou a melhorar. 

O grande problema aqui é: como pô-los melhor quando os dois são do pior para tomar remédios? 

No caso concreto da minha filha mais velha, qualquer xarope (Ben-u-ron, brufen e afins) que tenha de tomar é coisa para deitar a casa abaixo. Juro que há alturas em que me apetece abrir-lhe a boca e meter-lhe o raio do remédio goela abaixo dê por onde der. Mas contenho-me. Respiro fundo. E mais fundo. Conto até 635383936214. Digo-lhe que para ela ficar boa, tem de tomar o remédio na quantidade certa e às horas certas. 
Já pensei em suborná-la. Há truques, por aí, que queiram partilhar? 

No caso do J., com 11 meses, quando fazia nublização, era pacífico, mas agora deixou de o ser. E já fecha a boca quando percebe que na colher vai gotas de Fenistil. 



Ser mãe ensinou-me a respirar fundo. A questão é que eu sou pessoa que nunca fui dotada de grande paciência. Tento agora arranjar mentalmente estratégias para não me passar a sério na hora dos remédios, sobretudo com a mais velha, porque sem remédio tomado, não há doença curada. Mas às vezes, é tão difícil.... 


Por isso, mães deste país (ou tias, primas,...) o que fazem vocês para 
os vossos rebentos tomarem o raio dos remédios como deve ser? 

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

Coisas que me chocam.

Foi divulgado um estudo ontem, a propósito do Dia dos Namorados, dando conta que "Mais de metade dos jovens que namoram ou namoraram diz já ter sofrido uma qualquer forma de violência por parte do companheiro e 67% acham isso natural, motivo para uma nova campanha pelo fim da violência no namoro." (aqui)

Eu fico atónica com estas notícias. A sério que mais de metade dos inquiridos acha "normal" haver violência no namoro??? Eu quero muito acreditar que há alguma coisa que aqui está mal. Que os dados não correspondem totalmente à verdade. Que os inquiridos não estavam no seu perfeito juízo quando responderam a isto. 

Mudar comportamentos e atitudes é coisa que demora muito. Eu quero acreditar que esta nova geração não vai concordar com violência, seja ela de que tipo for, no namoro. É que se é assim no namoro, não vai melhorar quando houver casamento. 

Não percebo como conseguem as pessoas viver em relações em que se sentem oprimidas, julgadas, abusadas. Há coisas que não encaixam na minha cabeça. Eu bem sei que na prática, há situações tão complicadas de se resolver (e sabemos nós que a proteção a quem é violentado nem sempre existe), mas porra, há coisas que têm urgentemente de mudar!

E então como foi esse dia dos namorados?

Já vos falei, no post anterior, dos planos da minha filha para este dia. No meio de viroses, Brufen e termómetros que às vezes marcam "números maus", fizemos o que nos foi possível, após termos chegado a casa às 21h dos nossos trabalhos. Balões (festa que é festa tem que se ter balões, segundo a minha S.), um bolinho de cenoura com cobertura de chocolate e uns chocolates que a S. foi comprar com o avô para dar ao pai e à mãe (e que por sinal, a mãe nem gosta daquela marca de chocolates mas fiz de conta que eram os melhores do mundo!). 


quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

A minha filha gosta é de festa!

Por aqui, não damos grande importante ao Dia dos Namorados porque, aqui em casa, o dia 1 de Fevereiro é rei e senhor deste mês porque foi o dia em que começamos a namorar. 
Este ano, nem jantar fora fomos neste dia, à custa de alguns contratempos mas a filha mais velha encarou a data como uma verdadeira festa: tivemos de fazer bolo e até tivemos de cantar os parabéns à mãe e ao pai.

E entretanto, a miúda está cheia de ideias para o "dia do amor e da amizade": quer posts-its em forma de coração, balões igualmente em forma de coração, bolo e velas bonitas para cantar os parabéns ao amor e acha que amanhã é dia de festa! E nós, que nunca festejamos este dia, vemo-nos assim embriagados deste espírito de amor que o dia de amanhã sugere à custa da nossa rica filha!


Que pena não ser uma Very Important Person neste país.

No final do ano passado, a minha filha lançou assim para o ar que queria ir conhecer a Torre Eiffel. A culpa é do Bingo e do Rolly (quem tem filhos sabe qual é a série) que num dos episódios vão à famosa cidade de Paris e vivem lá as suas aventuras junto à dita Torre Eiffel. 


Nos entretantos, a miúda foi acrescentado à viagem de sonho dela uma ida à Disney. E estamos assim numa de ponderar seriamente dar-lhe esse presente: a ela e a nós. O mano mais novo teria de ficar com a avó (e isso é que talvez vai ser o mais complicado de operacionalizar) e ela voltaria, por breves dias, a ser filha única e nós matávamos saudades de viajar! 

E vai-se a ver na semana passada, nas redes sociais de vários famosos, eis que uns quantos VIP'S deste país foram à Disney à custa de um patrocínio dado por uma cadeia de hipermercados. E pronto, é nesta altura que lamento não fazer parte dos famosos deste país: roupa à pala, viagens com a família e uns trocos bem poupadinhos! 

sábado, 9 de fevereiro de 2019

Dias que não se esquecem.

Há precisamente um ano estava a sair do meu local de trabalho sem saber que nunca mais voltaria lá. Na altura, sabia que estava grávida, cansada e que não ia trabalhar até à véspera como na primeira gravidez. E decidi que cerca de um mês antes, iria para casa para preparar tudo e para descansar de uma rotina de trabalho de 10 horas diárias e refeições apressadas. 

Há precisamente um ano saí do centro de estudos sem poder despedir-me dos "meus" miúdos porque a diretora achou que o melhor era eles não saberem que eu viria para casa, achando eles que eu só viria poucos dias antes do J. nascer. 
Há precisamente um ano, senti aquele nó na garganta quando cada um deles se despedia de mim dizendo "bom fim de semana stôra, até segunda" e eu sabia que segunda já não estaria lá. 

Há precisamente um ano, eu saí de lá sem saber que a minha vida daria um volta tão grande. Na altura já tinha dúvidas sobre se voltaria, se conseguiria voltar após o nascimento do meu filho para um trabalho que já não me fazia feliz. 

Hoje, passado um ano daquele dia, agradeço a Deus por ter tido a coragem de decidir terminar uma fase da minha vida em que muito aprendi, mas também em que muito fui explorada. Hoje sou mais feliz no que faço, num trabalho em que não preciso sequer de uma licenciatura, mas que me permite ter qualidade de vida. Hoje, olho para trás e sinto orgulho de mim mesma, por ter cortado com algo que não me estava a fazer bem.