Depois do Festival da Eurovisão, todos nós ficamos a conhecer Conchita Wurst. O visual diferente de tudo o que se já viu e o facto de ter ganho o concurso fizeram dela uma pessoa controversa: ora uns a favor, outros contra.
Mas a verdade é que ela soma e segue. Dizem que em breve vai lançar o seu disco.
Para já pode orgulhar-se de ter encerrado o desfile de Jean-Paul Gaultier, em Paris.
Não é para todos.
"Gaultier elogiou fortemente Conchita Wurst: a maioria dos modelos
não-profissionais podia mostrar-se nervoso naquele momento, mas não
Wurst, que estava praticamente magnífica; tem uma expressão facial de
aço, intensa; os gestos dramáticos; as palmas das mãos regiamente
viradas para cima e as sobrancelhas magistralmente definidas."
"Sempre disse que a
beleza é a diferença e a Conchita mostrou-nos que é imparável. E fica
ótima em alta costura; é uma verdadeira mulher de alta costura",
explicou o estilista a um jornal britânico.
Posso não concordar com Jean-Paul. Não consigo achar que fique otima em alta costura. Lá está, talvez sejam os padrões típicos da beleza que me façam olhar para as fotos e não a associar a uma modelo de alta costura.
Mas isto faz-nos repensar no conceito de beleza.
O que é bonito? O que é considerado elegante?
Tal como muitos outros conceitos, não há padrões consensualmente aceites por todos. Eu não gosto de rastas, do estilo gótico, etc. Mas há quem goste. Há quem goste do amarelo. Há quem deteste.
Ao menos, vivemos num mundo onde há gostos para tudo [pelo menos no "mundo ocidental"]. Valha-nos isso.


4 comentários:
É isso mesmo: valha-nos a liberdade para gostar de coisas diferentes, de ter gostos diferente.
E sejamos tolerantes com as diferenças :)
Muito à frente...
Eu também não considero bonito mas lá está, são gostos! Mesmo assim admiro-lhe a coragem de ser diferente :)
Eu gosto de tudo o que seja diferente! Esta óptima nesta passerelle!
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