domingo, 1 de maio de 2016

Porque hoje é o dia da mãe.

Acho que nunca falei da relação com a minha mãe neste blogue. 
A verdade é que não passa de uma mera relação circunstancial de mãe e filha. Ligo-lhe durante a semana para saber se está tudo bem, a conversa é o mesmo de sempre, sem grandes pormenores. Vejo-a ao domingo porque vou almoçar a casa dos meus pais. E pouco mais. 
Sempre fui mais próxima do meu pai, quando era mais nova era com ele que passava mais tempo. A minha mãe chegava sempre perto das 21horas a casa e pouco falávamos. Lembro-me bem de na escola, as minhas colegas falarem das conversas que tinham com as mães e eu sentia-me sempre mal porque nunca tive uma mãe que conversasse comigo. Talvez tenha sido isso a fazer-me mais falta: sentir que tinha ali uma mãe sempre pronta a ouvir-me. Não, não tive. A minha mãe chegava a casa e começava a desbobinar o dia dela no trabalho e sempre senti que se preocupava apenas com as minhas notas nos testes. Quando comecei a trabalhar, perguntava-me se já tinha recebido e pouco mais. 
E quando crescemos assim, não podemos esperar que de repente, a ligação mãe e filha se torne unida. Não o era aos 15 anos e agora quase nos meus 30, também não o é. É minha mãe, gosto dela mas não consigo dizer que foi e é uma boa mãe. Se tiver um problema, não é a ela que vou recorrer para desabafar. 

Assim sendo, quero ser uma mãe diferente para com a minha Pimentinha. Quero que ela sinta que eu estou com ela sempre e que tenho todo o tempo para ela. Mas tenho medo de falhar. Tenho medo de não ser a mãe presente que muitas colegas minhas tinham mas eu não tinha. Mas sei o que quero ser como mãe e sei que isso vai ajudar-me a ser melhor mãe do que a minha mãe foi e é comigo. 

Hoje é o dia de todas as mães. E de todos os filhos também. Que sejemos hoje e todos os dias bons filhos e boas mães. 

4 comentários:

Joana disse...

Ter noção do que/quem queremos ser é o primeiro passo :)
Bom dia da mãe!

Minnie Me disse...

Gostei muito deste texto. Mesmo muito. Mas gostei mais de saber que tens noção de que ela não foi tão boa mãe quanto desejavas mas que tu queres ser diferente é isso é tão booooom!
Que sorte tem a pimentinha!
Beijinho

Maria do Mundo disse...

Eu senti, sobretudo, falta do contacto físico...e tenho muito medo de não o dar em quantidades suficientes.

ML disse...

Gostei de te ler... sentires isso e quereres ser melhor é mais de meio caminho para presenteares a Pimentinha com o melhor de ti, sempre!

;)