terça-feira, 26 de julho de 2016

As minhas avós.

Posso dizer sem grande margem para dúvidas, que foi a minha avó Elvira que me educou. Era para casa dela que ia quando vinha da escola, era com ela que ficava à noite quando os meus pais iam ao café, foi no pátio de casa dela que andei de bicicleta tardes e tardes, foi com ela que dormi anos e anos. A minha avó materna deixou-me igualmente boas memórias mas não era tão próxima de mim. 
E hoje sinto falta delas. A minha avó Elvira foi-se embora quando menos esperei. Toda a gente achava que era o fim mas eu achava que não. Recusava-me a achar que seria o fim. Já nos tinha pregado alguns sustos e tinha-se safado sempre. E eu achei que aquela ida ao hospital seria mais uma etapa complicada que ela iria ultrapassar. Sempre achei que ela ia conhecer a minha filha mas isso nunca chegou a acontecer. 
Já a minha avó Mila morreu sem que ninguém estivesse à espera. Uma operação que não correu bem e que nos trouxe a pior notícia. 

Hoje, Dia dos Avós, lembro-me ainda mais delas. E faz-me alguma confusão quando ao falar com os meus miúdos, no trabalho, percebo o pouco valor que alguns dão aos avós que ainda têm. Gostava que eles percebessem que, um dia, vão sentir a falta dos avós mas nessa altura pouco ou nada haverá a fazer. O importante é dar-lhes valor agora, enquanto estão aqui.




4 comentários:

♥Cat disse...

O segredo é mesmo esse, dar o valor enquanto os temos. Ainda tenho 3 avós e dois deles são dos maiores amores que tenho na vida!

Paula disse...

É isso mesmo!

Eu só conheci uma avó que felizmente ainda tenho comigo!
(e os meus filhos têm a felicidade de ter duas avós e uma bisavó)

Beijinhos,
Paula

Tulipa Negra disse...

Temos mesmo é que aproveitar e valorizá-los enquanto os temos. Depois já é tarde e não nos restam mais que memórias doces e arrependimento.

Magda E. disse...

essa história do valorizar enquanto temos é muito bonita, mas nem sempre os avôs se preocupam em marcar as vidas dos netos. Eu tive avôs muito ausentes, os paternos já faleceram os dois, os maternos ainda vivem os dois, vejo-os pouquíssimas vezes, e não, não sinto falta de nenhum deles. Mas é verdade que quando os avôs são presentes e dedicados, há que estimar e valorizar.