quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Será o problema de muitos patrões?

Roubei esta imagem do blogue da Maria do Mundo. Quando vi esta imagem, achei que deveria de imprimi-la e pôr na secretária da minha patroa. Mas claro está que não o posso fazer! 



Quando comecei a trabalhar onde atualmente estou, já lá vão 6 anos, ela não era assim. Era mais contida. Se nos tinha de alertar para algo, fazia-o no gabinete e num tom moderado.
Agora não. 
Se tiver de dar alguma reprimenda a quem quer se seja, é logo ali. Muitas vezes à frente de alunos, o que nos descredibiliza totalmente perante eles (há alunos que sendo adolescentes, já sabem tirar partido do muito que ouvem).

A minha sorte é que para o meu lado, as coisas sempre foram minimamente calmas. Considero que faço bem o meu trabalho e quando falho (porque ninguém é imbatível), sei dar a volta para compensar o erro. 
No entanto, considero que se me falasse num tom como já a ouvi falar quando dirigida às minhas colegas de trabalho, ponderaria seriamente falar com a minha patroa. Há limites para tudo e o tom de voz é um deles.
Acima de tudo, sei que todos erramos. Há coisas que nos passam ao lado. E há outras situações em que não erramos, mas há outros pontos de vista diferentes que são merecedores de escuta. 
A minha boss tem uma linha de pensamento muito focada no que ela acha ser o melhor. E não aceita muito bem que haja opiniões diferente das dela. E defende tais opiniões com unhas e dentes. 

Sim, defender o que achamos ser o melhor não tem mal. Tem mal se o fizermos de forma desadequada. Se ultrapassamos o limite da boa educação. Rebaixar os outros, falar alto e de forma autoritária não é o caminho para um patrão se fazer ouvir e impor. 

Há dias em que não é fácil ser-se empregado. Há dias em que dá vontade de mandar o patrão/a patroa dar uma volta assim lá para a China. Há dias em que dá vontade de dizer ao superior para trabalhar as horas que trabalho e para vir para a sala lidar todos os dias com os miúdos. Aí ela talvez percebesse que não há receitas universais para se lidar com todos da mesma forma. 

2 comentários:

Catarina Dias disse...

Ai os patrões, essa maravilhosa classe #soquenão!
Tive um patrão que numa reunião geral da empresa disse que éramos #um bando de javardos", ou que parecemos um "bando de drogados".
Agora tenho um que acha que só ele é que sabe e que as coisas não evoluíram desde que começou a trabalhar além de ser um mal encarado de primeira!

É mau, porque ter um patrão que seja "mais terreno" e não tão no pedestal é óptimo.


Joana disse...

Bom, fazer reprimendas à frente de alunos (ainda por cima adolescentes)... nem sei o que diga. No mínimo, é uma atitude estúpida.