terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Fazer contas à vida e estabelecer prioridades.

Sempre dissemos que quando a nossa filha fizesse 3 anos, seria a fase ideal para a colocar no pré-escolar. Até agora, ela tem estado com a avó, adoramos ver a relação especial que ela criou com a avó. E não achamos que ela esteja mais atrasada do que as crianças da idade dela, só por não andar num infantário.

Mas agora chegou a altura de pensar nisto. Ela faz 3 anos no próximo mês de Junho e parece-nos que entrar no jardim de infância em Setembro será a melhor opção.

Não sei como é o cenário no restante país, mas por aqui, a oferta em termos de ensino público, para os 3 anos, é praticamente nula. E em termos de infantários privados, a oferta é maior mas as mensalidades rondam os 300€. Mas como é óbvio, há de tudo: há locais que assustam só de ver por fora (e nesse caso, as mensalidades rondam os 200€/220€). E há outros locais que aparentemente deixam-nos com mais certezas sobre serem, possivelmente, sítios seguros e que nos inspiram mais confiança para termos lá a Pimentinha.

Esta semana já fomos ver dois jardins de infância. E não vou negar que as otimas referências que tinha do primeiro local que visitámos confirmaram-se aquando da visita. Mas são 200€ de inscrição, 320€ de mensalidade, fora os gastos iniciais com o equipamento da instituição. 
E depois, no outro lado da balança, há locais que ainda não fomos ver mas dos quais já vimos fotografias do espaço, já ouvimos falar mas que olhamos e pensámos que falta ali qualquer coisa para os considerarmos como possibilidades a ter em conta na hora de decidir qual o pré-escolar para a nossa filha. E nesse caso, as mensalidades já baixam 50€, noutros casos baixam 100€. 

Resumindo: não sei bem para onde me hei-de virar. Uma mensalidade de 300 e tal euros pesa num orçamento. E se eu pensar que para casa, feitas as contas com descontos para a Segurança Social, trago um salário mínimo, serve-me de descanso saber que o meu marido ganha substancialmente melhor do que eu. Senão estávamos tramados. Por outro lado, falamos do bem estar e do crescimento da nossa filha. E se calhar, prefiro cortar a muita coisa para tentar dar-lhe o que considero ser o melhor, pelo menos até aos 5 anos, altura em que acho que talvez já consiga vaga para ela no ensino pré-escolar público. 

Avizinham-se tempos de ponderações e decisões. 

p.s. Queridas mães que vêm aqui ao blogue, não vos vou pedir para 
dizerem quanto pagam pelo infantário dos vossos filhos, mas os 
valores que se praticam por este Portugal fora são idênticos a esta realidade?


11 comentários:

Coquinhas disse...

Respondendo ao teu comentario: ca em casa quem aceita nao escolhe :P nao costumamos dar opçao de troca eheh

AMOR XXS disse...

É um assunto que ainda não estou por dentro, não te posso ajudar, mas sei que o meu marido no futuro gostava de colocar o pequeno no mesmo colégio que ele andou. Não estou actualizada nos preços, se na altura dele já era caro, agora nem quero pensar ... até porque hoje em dia têm muitas mais actividades extras! Este ano ainda me safo dessas preocupações, depois logo se vê.

Boa sorte!

Um Mundo a Três disse...

Concordo que as crianças ficarem com os avós não lhes faz mal nenhum. Muito pelo contrario. O meu ficou comigo e com a minha mãe até quase aos 3 e meio e durante esse tempo ouvi muitas bocas. "Ele não se vai desenvolver tão rapidamente" "vai ter dificuldades" "depois não se adapta" "vais ter muito trabalho". Pois parece que as bocas foram todas engolidas por quem as disparou. Ele nunca ficou atrás e a adaptação foi ótima. Sempre achei que a idade ideal para entrar para a escolinha eram os 3 anos.Nem mais. Nem menos.
Eu faço parte das sortudas que vive numa freguesia em que existe uma boa oferta de jardins de infância públicos e que é raro o menino de 3 anos que não consegue entrar(digo sortuda porque sei que neste pais é raro isto acontecer) No meu caso só tive que reunir informação do local com melhores referência e lá foi ele. Felizmente acertei à primeira, ele adora. A única coisa que pago é o almoço que é um preço simbolico e depois existe o extra do prolongamento que também é pago, mas este ano achei que o horário das 9h as 15h30 era o suficiente para se adaptar, para o ano logo vejo se ele quer ir para o prolongamento.
Agora o que tenho pena é de não conseguir deixar os gémeos com a avó. Dois para uma pessoa constantemente é dose. Vou tentar ficar com eles até completarem um ano, depois logo se vê. Mas por aqui preciso trabalhar para não fritar. haha Ei de sempre afirmar que admiro as maes a tempo inteiro. Eu não teria estofo. É duro.

A mamã vai casar disse...

Ainda não te posso ajudar com casos em concreto porque a minha filha ainda tem 7 meses e vai ficar com a avó, como no teu caso até aos 3 anos. Mas pelo que vou ouvindo por aí, as mensalidades de infantários bons, seguros e com as condições que nós mães costumamos preferir rondam os 200/300. Aliás já me falaram de um que pedia 500.
Se com um filho já é difícil, quem tiver dois não sei como faz.
:(

Gorduchita disse...

Estou exatamente na mesma situação. A pequenina faz 3 anos em Julho, tem estado em casa até aqui e ficará até ao Verão.
Lá para Setembro quero (quer dizer, querer, querer, não quero mas acho que já faz sentido) metê-la no jardim de infância.
Já tenho algo em vista. É privado, os valores da mensalidade andam nessa ordem que falaste, sei que vou ter de apertar o cinto, mas tem a abordagem que pretendo e fica à mão do local onde trabalho.

Anónimo disse...

Ora bem é assim, para a pré escola existem as escolas privadas(paga-se tudo e mais alguma coisa), as públicas do estado( paga-se os almoços e prolongamentos, as IPSS (privadas com apio do estado tanto na fase da pré-escola como bersário e infantário, o que foi o caso do meu filho) e depois existem as privadas que até aos 3 anos (bersários e infantário)não tem apoios do estado, mas a pertir dos 3 anos( pré-escola) já tem acordo com estado e paga-se conforme os rendimentos dos pais.
Ora, na cidade onde vivo só existe uma IPSS, mas existem uns 10 privasos que a partir dos 3 anos ou seja pré-escola tem todos acordo com o estado, ou seja pagas de acordo com os rendimentos.

Morango Azul disse...

Ola,
Tens duas hipoteses:
1.ª IPSS - em que a mensalidade varia consoante o IRS do casal e têm em conta o valor pago em Crédito Habitação. Nalguns casos o valor máximo difere em poucos euros do valor de um privado, que era o meu caso. Sendo que há pais a pagar 30 eur/mês e outros a pagar 250 eur/mês, dentro da mesma sala. Dependendo da zona há lista de espera.

2.ª PRIVADO - todas as pessoas pagam o mesmo, não é preciso irs´s nem declarações bancárias nem tretas. Normalmente os putos têm que andar de uniforme, o que representa mais custos (mas se pensares bem: eles têm que vestir alguma coisa, não é?) e a mensalidade anda, aqui, na ordem dos 250 eur a 300 eur, consoante as actividades que escolhas. (ex: pago 220 base + 45 por ginastica,musica e dança).

Depois há outros factores a ter em conta: os horários, a localização, a disponibilidade. Por exemplo: na IPSS onde a minha amiga tem os filhos é dificílimo conseguir falar com o responsável. Está há semanas à espera. Já eu, quase todos os dias vejo lá a responsável e muitas vezes ela dirige-se aos pais a perguntar se está tudo bem, como estão os miudos a reagir à integração, etc.

Espero ter ajudado.

Anabela Jardim disse...

Na cidade onde moro existem as Umei - Unidades Municipais de Ensino Infantil - em cada bairro e as mães podem deixar seus filhos por meio período ou período integral, são gerenciadas e mantidas pela prefeitura. Aceitam crianças até 5 anos. Tem também algumas particulares, mas são muito caras.
Muito prazer, sou Anabela, do blog anabelajardim.blogspot.com.br

Penso Rosa disse...

Bom dia
O meu filho andou num pré escolar privado, muito bom, com câmaras de segurança, ficha de entrada e saída das crianças e tudo e mais alguma coisa. Tive que comprar apenas a bata quando ele foi para la. Pagava 150 eur por mês com horário disponível para quem precisasse, das 7.30h as 19h. Tinha 1h de piscina por semana e 1h de karaté.
Mas era no privado, porque no publico sei de pais que pagam cerca de 30 ou 40 eur por mês, penso que o horário não é tão alargado nem tem actividades extra, mas compensa no preço.
Beijinhos.

http://pensorosa.blogspot.pt/

Nany disse...

Ora vou falar do meu caso particular: os meus sempre foram para a escola em Setembro, até porque não tinha outra hipótese - ama e depois creche.
Eles andam numa IPSS que vai desde o berçário ao 7º ano. Pagamos consoante o rendimento, mas difere de filho para filho, que está na creche / berçário tem um valor, no pré outro e no ATL outro, sendo que nop ATL as refeições incluíds são apenas o lanche, por isso o almoço é apenas pago à unidade nos dias em que ele lá almoça.
Por força de nascer em Novembro a minha filha ficou mais um ano na pré e desta vez na pública por várias razões. Da pré não pago nada, só compro senhas de almoço e lanche no valor máximo (que são 1,46 almoço e 0,40 lanche).
No nosso caso e com 3 miudos, ter todos num colégio está fora de questão, até porque feitas as contas pagava mais pelos 3 do que aquilo que recebo, e sem actividades extra. Além disso muito usam equipamento próprío para tudo o que encarece. Na IPSS só comprei as batas e os chapéus que reaproveito de uns para outros.
Diferenças no ensino? Depende das pessoas. Dou-te exemplos que se passaram comigo: a educadora do mais velho é 5* e até hoje das melhores que conheci. A da miuda fica para aí com umas 3* e depois de muito batalharmos está a modificar um pouco. Agora é educadora do mais novo, por força do estatudo da escola, mas a que ele tinha antes recebia outras 5* e com muita pena minha não o pode acompanhar.
Tenho a sorte de eles funcionarem das 7h às 19h, mas não funcionam durante o mês de Agosto o que me trama sempre. Mais valia repartirem as férias, até porque entre meados de Junho ao início das aulas começas a ter menos meninos.
Em relação ao ATL...pois são muito simpáticos mas a monitora que nos calhou não dá, em relação ao que ouvi o apoio necessário, tendo em conta que ela tem sala e horário lectivo para estar com os alunos (cada uma tem um ano diferente. Mas eu sou daquelas que acho que não posso nem devo descartar o meu papel de educadora e devo também dar apoio em casa. Até este momento o meu rapaz não tem precisado de apoio extra.
Se é fácil escolhar? Não, até porque muitos pais optam pelo privado por falta de retaguarda familiar.
E aqui acabo este enorme testamento.

LURBA disse...

Ai, mais uma coisa para tratar!!!
A minha filha também faz 3 em Junho (;D) e está ainda com os avós.
Quero inscrevê-la para Setembro, mas ainda não vi nada.

Obrigada pela lembrança.
E muitas felicidades.
;-DDD