sábado, 6 de maio de 2017

Fica para a próxima.

Sábado que passou fui fazer uma prova de conhecimentos escrita para um concurso público que abriu numa câmara aqui perto, para a entrada de assistentes técnicos para as escolas do município. 
Gostava eu de dizer que a prova correu bem. 
Mas não. 
Era uma prova que incidia sobre legislação e era sem consulta. Estudei o que achava ser mais importante, sobretudo a legislação relativa ao exercício prático destes profissionais nas escolas e dei apenas uma vista de olhos (muito superficial diga-se de passagem) na Constituição da República Portuguesa, na Lei geral do trabalho em funções públicas, no Código do trabalho e no Código do Procedimento Administrativo. 
Achava eu que estas respetivas leis não seriam exploradas ao pormenor sobretudo porque se trata de legislação que, quiçá, nem os advogados sabem de cor e a prova era sem consulta. Quem é que consegue saber as noções mais importantes da Constituição da República Portuguesa, da Lei geral do trabalho em funções públicas, do Código do trabalho e do Código do Procedimento Administrativo de cor e salteado? 
Achava eu que ninguém. 
Mas vai-se a ver e quem fez a prova achava que nós devemos saber tais coisas. Saí da prova a pensar que foi tempo perdido. Se os postos de trabalho fossem para uma secretaria de uma escola, eu ainda podia perceber a pertinência de algumas questões feitas, mas... para assistentes técnicos? 

Por isso, fica a consciência de que fiz o meu melhor, mas que o meu nome certamente não constará da lista dos bem sucedidos na prova. 


4 comentários:

Minnie Me disse...

O que importa é que tentaste e fizeste o teu melhor! Go go go

J* disse...

Esforçou-se e estudou o que achava que se adequava ao cargo.
https://jusajublog.blogspot.pt/?m=1

Linhas Cruzadas disse...

E por isso que deixei de concorrer para concursos públicos em que a prova de conhecimentos recai sobre legislação e é sem consulta. Fico com a sensação de ser uma perda de tempo, ainda para mais quando na maioria das situações o posto já está designado para "alguém"...

Experiências e Constatações disse...

Sem consulta é extremamente sádico.
Parece sabotagem proposital.