domingo, 4 de fevereiro de 2018

Não há duas gravidezes iguais

Não há duas gravidezes iguais e, no meu caso, as decisões que tomei durante a minha primeira gravidez (e pós-parto) ensinaram a não ser tonta ao ponto de repetir essas mesmas decisões numa segunda gravidez. 

Se na primeira vez, trabalhei até à véspera do nascimento da S. e aos dois meses e meio da minha filha, retomei o trabalho, desta vez a coisa será bem diferente. 
Arrependo-me dessas decisões mas na altura pouco ou nada havia a fazer. O trabalhar até à véspera fez com que passasse do andar a 1000 à hora para o "estou em casa com a minha filha nos braços" e sinto que teria sido muito bom para mim ter havido ali um meio termo. 
E depois o voltar o trabalho com ela tão pequenina... 

E para quê? Que recompensas é que tive por ter abdicado do que a grande maioria das mães usufrui? Nenhumas. 

Por isso, aprendi. 
E desta vez, comuniquei a tempo e horas que viria para casa mais cedo e não na véspera do nascimento do meu filho. As razões são várias: trabalhar com crianças a um ritmo intenso 10 horas por dia, a barriga a pesar mais do que na primeira gravidez, as noites com insónias e acordada a pensar nisto ou naquilo não me permitem pensar em dar mais do que já dou agora. 
E não, não voltarei ao trabalho, passado dois meses e meio do meu filho nascer. Se existe uma licença de maternidade de, no mínimo, 4 meses é por alguma razão. Como praticamente todas as mães, irei usufruir do que a lei tem para mim. O meu filho precisará de mim. A minha entidade patronal nem tanto. 


10 comentários:

Olívia Muniz disse...

Acho que fazes muito bem. Tenta descansar e aproveitar ao máximo.
Um beijinho grande*
Vinte e Muitos

Sys Arancia disse...

Deves fazer o melhor para a tua família e para ti, empregos há muitos.

ML disse...

Não podias ter decidido melhor. E confesso que não sei como aguentaste na primeira gravidez regressar tão cedo...

Tulipa Negra disse...

Acho que fazes muito bem :)

Coquinhas disse...

Se da primeira fez fizeste de forma que agora te arrependes, então é mesmo mudar e agir enquanto é tempo :)

J* disse...

Tendo em conta já o que se passou na primeira gravidez acho que faz muito bem!
https://jusajublog.blogspot.pt/

Eva Luna disse...

Fazes só bem!

C. disse...

Olha eu recebi um grande conselho quando foi para tratar da minha licença... aos 6 meses introduzimos as papinhas e assim... ou seja ainda estarei a amamentar, entao escolhi 9 meses. Além de que como sabia que ia estar gigante no final da minha gravidez e ia ser muito dificil trabalhar pois não é de todo um trabalho sedentário no bloco, usei as minhas férias antes da minha licença... ou seja parei de trabalhar ás 35 semanas e estive gravida até ás 40. Deu imenso tempo para relaxar, para tratar das coisinhas do meu príncipe e ainda mudei de casa no processo ahahahah loucuras!



Beijinhos,
O meu reino da noite ~ facebook ~ bloglovin

Sonhadora disse...

Fazes muito bem, a família e o teu bem-estar em primeiro lugar. A nível laboral é raro aquele que reconhece o esforço, por isso não te preocupes, pensa primeiro em vocês, a primeira etapa de vida dos nossos filhos passa a voar para estarmos preocupados com terceiros.

Beijinhos.

nat. disse...

:)
Os filhos "serão sempre nossos", as atuais entidades empregadoras poderão ser ou não...
Por isso, na minha ótica, devemos dar valor ao que realmente tem...
Beijinhos