quarta-feira, 7 de março de 2018

Desabafos.

 retirado daqui*

Todos nós sentimos quando há por perto coisas, ou melhor pessoas, que não nos fazem bem. São pessoas tóxicas, que nos mancham os dias, as energias, que nos ligam para deixar um rasto de escárnio e maldizer. 
Felizmente, há uns 4 anos trás, decidi afastar-me de duas pessoas assim. Eram pessoas que eu sempre considerei como amigas, até perceber que me estavam a perturbar a vida, que me magoavam com palavras e atos. Custou muito, na altura, foi um processo penoso, porque recusava-me a imaginar que essas pessoas me faziam tão mal. 
Hoje, à luz dos meus dias, sei que foi a melhor coisa que fiz. 

Neste momento, sinto que há novamente pessoas que me rodeiam e que não me fazem bem. 
A diferença? 
São pessoas do meu círculo familiar, muito próximas, muito, muito, muito. E das quais não me consigo afastar dada essa proximidade. A minha mãe é um desses exemplos. Não preciso que ela me diga o que eu já sei, mas de uma forma tão negativa que me faz quase ir às lágrimas. Não preciso de energias dessas quando supostamente estou prestes a viver a maternidade pela segunda vez. Não preciso de telefonemas que só me deixam angustiada. 

Na impossibilidade de me afastar fisicamente dessas pessoas, tenho de adoptar outras estratégias. 
Ignorar. 
Respirar fundo. 
Contar até 100 e seguir em frente. 
Mas é tão difícil perceber que o fosso é cada vez maior com a pessoa que me gerou. 


14 comentários:

Gorduchita disse...

Sei que é fácil dizer isto estando fora, mas... já lhe disseste o que sentes quando ela faz essas coisas?
Se não, talvez seja uma abordagem a tentar.
Se sim, então talvez seja de realmente te afastares um pouco, mesmo sendo tua mãe. Pode ser que com algum afastamento, ela perceba que tem de mudar...

Não sei... como digo, é fácil dizer...

Olívia Muniz disse...

Às vezes o melhor mesmo é ignorar.
Um beijinho grande*
Vinte e Muitos

Anónimo disse...

Podia ter sido eu a escrever estas palavras....
Sei o que estás a sentir, porque estou a passar exatamente pelo mesmo, com a diferença que eu já me afastei.
A minha mãe chega a ser como uma estranha para mim, tal é a indiferença com que fala comigo, não há amor, não há carinho.
A ultima que me fez, foi para aí à uns 3 meses, ela tinha estado adoentada e eu achei que devia tentar mais uma vez a aproximação, se mais não fosse pelos meus filhos, que crescem sem saber o que é amor de avó. Um domingo de manhã fui à padaria comprar pão e como os bolo rei estavam a sair do forno (e é uma coisa que ela adora), comprei um e fui a casa dela levar-lhe. Cheguei lá toda contente e elas diz-me "Pois vós comprais bolos, por isso é que depois ficais gordas. Qualquer dia o teu marido, deixa-te"´, de outra vez ligou-me no dia que fazia anos de casada e disse-me "Parabéns e espero que seja por muito tempo, embora ache que não". É horrível ouvir isto da boca da nossa mãe, é como se nos cortassem um bocado de coração. A maldade com que ela diz estas coisas é horrível. Desculpa este testamento mas foi uma forma de desabafar. Um beijinho muito grande e se ela realmente te faz mal, afasta-te. Ass. Ana

Coquinhas disse...

As vezes não é facil afastarmo-nos dessas pessoas mas, sem dúvida, é o melhor que podemos fazer.

Quanto a revista, não achei nada de mais. Possivelmente vou voltar a comprar porque agora ando maluca c este tema mas... fraquinha

Sonhadora disse...

Diria que afastar pessoas tóxicas até é um processo relativamente fácil, é quase como fazer "delete" nas nossas vidas (pelo menos para mim), mas compreendo perfeitamente quando se trata da família o caso não é assim tão simples! A família pode ser o melhor e o pior do nosso mundo ...

Mummy Life disse...

De facto não é facil lidar com pessoas assim, mas se não há forma de as enfrentar e de lhes dizer o quanto as suas atitudes a magoam. Próximas ou não, o melhor é afastar-se.
Bjs

Ellie disse...

É complicado, sobretudo por se tratar de família... Não sei o que te diga... Apenas que segue o teu coração e faz o que achas que é melhor para ti, para te sentires em paz.

Beijinhos

Maruldinha Maruldinha disse...

Sempre achei que por ter laços de ''sangue'' com algumas pessoas muitas vezes eu tinha que engolir os sapos que elas me empurravam garganta abaixo.
Ai um dia eu tive uma libertação, sou católica, e na ocasião estava eu fazendo um tipo de estudo bíblico na igreja e então o Homem que ministrava o curso disse: '' não importa quem seja a pessoa, pode ser pai e mãe, pode ser filhos, amigos, parentes próximos ou distantes, mas se não lhe fizer bem, se essa pessoa so lhe empurrar abaixo não ha nada que te impeça de se afastar, Deus não ira te julgar por isso, jamais, pois perdoar não significa ter de conviver'', e sabe isso entrou tão fundo em minha mente, que fiz um limpa na minha vida e muitas pessoas, parentes, irmãos, não fazem parte da minha lista de convívio hoje, e ta tudo bem até aqui, porque no fundo eu sei que quem perde são eles de desfrutar da minha companhia! fique em paz, aproveite seu momento, sua família logo terá um brilho a mais, e não sera sua mãe que conseguira ofuscar! bjucas

J* disse...

Tenho imensa pena de ler textos como este, mas infelizmente também tenho uma pessoa da família, muito próxima que faz o mesmo. Que não consegue saborear as nossas alegrias, as nossas vitórias, sem deixar sair palavras de desprezo. E custa! Custa muito. Porque por muito que uma pessoa se sinta feliz e realizada, se não o partilhar com aqueles que são os "seus" não tem o mesmo sabor.
Pode parecer cruel, e duro, mas se nos afastarmos não vamos sofrer tanto com isso.
https://jusajublog.blogspot.pt/

VerdezOlhos disse...

É verdade, nem mais! Há pessoas tóxicas e cabe-nos a nós decidirmos afastar-nos ou não, por mais que por vezes não seja fácil...

Infelizmente também passo algo semelhante com a minha mãe e é duro. Somos obrigados a nos defender de quem devia ser quem mais nos protege! É contra-natura.

Beijinhos

VerdezOlhos disse...

P.s. Quando as pessoas não estão bem consigo mesmas, dificilmente poderão trazer algo de positivo aos outros. E se for como é comigo, há sempre uma carga tão negativa e tóxica que não conseguimos evitar que nos afete e não vem de lá nada de muito bom...

ML disse...

Custa muito ler textos assim. A minha mãe é o meu pilar. E até bem tarde acreditei que todas as mães eram assim.
Não consigo colocar-me no teu lugar mas o que me vem assim de repente à cabeça muito friamente e com este distanciamento que me é possível é pensares que agora tens a tua família, estás a construir o teu mundo e a tua rede de suporte e tens de lutar por vocês e pelo vosso bem estar.

Beijinho grande.

Sandra disse...

Desde que nasci é isso com o meu pai. Não vou falar de todo o mal que me fez mas pensej que o nascimento de um neto o mudaria (ele sempre disse que gostava de nós mas preferia um rapaz) mudou durante algum tempo mas voltou ao mesmo. Ele tomava e muito bem conta do meu filho desde os 6 meses e toda a gente me dizia para o deixar lá porque lá o menino estava bem e esteve. Todos os dias (ou quase) até ele fazer 3 anos eu tinha de o ir buscar e todos os dias eu ia a chorar pelo caminho (ele não via) porque não o queria ver e vê-lo fazia-me mal, até que pedi ao meu marido para ser ele a ir (tal já não era o meu estado só por lhe tocar á campainha). O meu filho fez 3 anos e foi batizado nesse dia, enviei-lhe convite e ele apareceu á última. Meses depois estou a viver no piso de cima da vivenda dele (e pago renda, baixa mas pago). A mulher dele é a minha irmã paterna enganaram-no e roubaram-no, só resto eu e sempre o apoiei. Todos os dias ele sobe e vai beber café connosco, almoça, lancha e quase 1 ano depois aquela pessoa que NUNCA me deu nada e se recusou a ajudar a minha mãe para eu comer ou estudar , quase 1 ano depois ainda não foi capaz de me perguntar: o que posso fazer por ti?
E depois estranham a relação que tenho com a minha mãe??? 14 anos de diferença fazem de nós mãe/filha bestfriend/bestfriend.
Tudo passa. Ignora ou vais sofrer horrores mas ignorar não vai ser fácil porque a tristeza no nosso coração pergunta sempre : Porquê???

Magda disse...

Posso dizer que te entendo perfeitamente. Há quase dois anos acabei por explodir no dia do aniversário do meu mais novo, estava a ser demais. cortei mesmo relações com os meus pais por algum tempo, a mágoa era grande demais. Só este ano, praticamente é que as coisas voltaram "ao normal", mas coloquei limites naquilo que fizeram durante toda a vida e que me magoava imenso.