segunda-feira, 28 de maio de 2018

Serve o presente post para me desculpar publicamente pelo facto de não me sentir uma boa esposa nos últimos tempos.

Isto de ser mãe é muito bonito, mas a chegada de um novo membro (às vezes) dá cabo de nós. Quem tem miúdos de meses, sabe do que falo. E o mais penoso, para mim, são as noites.
Antes de ser mãe, eu era aquela pessoa que precisava das oito horas de sono diárias para andar como deve ser. Depois de ser mãe, tudo mudou. O meu sono (ou a falta dele) faz-me perder o pirolito, como eu costumo dizer. 

Eu sou aquela pessoa que, ensonada, fica desorientada. Quando adormeço com a mais velha, o Z. vai-me chamar e não é a primeira vez que ele desiste. Chama-me uma, duas, três vezes e eu depois não me recordo de absolutamente nada. E ao que parece, frequentemente, respondo-lhe torto, digo coisas sem sentido algum e mais uma vez... não me lembro de nada. Digamos que eu fico fora de mim, quando tenho sono.

Posto isto, quando são 3 ou 4 da manhã e tenho de tratar do J., mudar fralda, preparar leite, dar-lhe de comer, arrotar e (tentar) pô-lo novamente a dormir, nem sempre a coisa corre bem. E quem leva com os meus maus humores noturnos? O meu marido, claro está. 
O meu marido. Que é tão (somente) a pessoa mais espetacular do mundo. No lugar dele, eu não aguentaria alguém como eu com tão mau acordar a meio da noite. 
Sem dúvida que ele tem de me amar muito. Para aguentar respostas tortas a meio da noite, quando também ele está com sono. 

O mais incrível, no meio disto tudo? 
Continuar a sentir que, mesmo que nem sempre eu consiga retribuir da melhor forma todo o amor dele, a verdade é que sinto esse mesmo amor todos os dias, apesar das respostas tortas a meio da noite, apesar da falta de tempo para nós os dois, apesar da falta de sexo que se vive nos primeiros tempos após ser-se mãe, apesar de tudo. 
O amor dele, sinto-o sempre. Todos os dias. E não há palavras nem atos para agradecer tudo o que ele faz por mim, a cada minuto, durante estes imensos anos juntos. 


8 comentários:

Titica Deia disse...

Que maravilha, um marido respeitador e consciente!!

Faz falta a muitas mães!!

Beijinhos
https://titicadeia.blogspot.pt/

Ana disse...

É um desafio este da maternidade.. mas também é o melhor do mundo! Força =)
Beijinhos,
https://chicana.blogs.sapo.pt/

C. disse...

Por acaso pela falta de sono e o desafio que é a maternidade, eu e o Mais-que-Tudo estávamos assim meios tremidos. Acho que tínhamos que aprender a viver como uma família de 3 e não de 2 :) alguns conselhos?

Beijinhos,
O meu reino da noite ~ facebook ~ bloglovin'

Xica Maria disse...

Quando somos mães viramos meias monstrinhos... o nosso foco é só um é o resto é secundário quase.
Eu com sono sou insuportável por isso compreendo-te bem!

Green disse...

Eu acho que se não fosse assim, então é porque não faria sentido, ele não seria o tal.

Coquinhas disse...

Que bonito :') não deve ser nada fácil, mas acredito que o amor pode tudo. Força pimenta :)

nat. disse...

"been there"... antes da 1ª filha também eram indispensáveis 8 horinhas de sono para "a coisa correr bem"...
Desde que ela nasceu, não houveram muitos sonos de 8 horas reparadores... entretanto as crianças lá de casa são 3... os sonos têm dias melhores e dias piores... e o humor também... É um privilégio quando a cara metade compreende e não "foge a 7 pés" ...
E os pequenos... ai os pequenos... Amores para a vida toda!
Beijinhos!

Eva Luna disse...

Como eu te percebo, por isso é que até tenho medo de ter filhos, não sei como vou aguentar :s