terça-feira, 17 de julho de 2018

E como é a vossa rua?

Na mesma semana, soube que a vizinha da frente estava grávida e passado uns dias, vi-a a entrar em casa com o bebé na babycoque.

E devo dizer que gosto desta coisa de ninguém se meter na vida de ninguém quando se vive em (alguns) prédios. 
Gosto deste sentimento de passar despercebido.
Há quem diga que se está a perder os laços e o conhecimento entre as pessoas. Não concordo. Já tive emergências em que foi o vizinho de cima que me salvou (já lhe fui bater à porta a pedir álcool etílico numa situação mais gravosa que se passou aqui em casa) e sei que posso contar com a boa vontade deles. Mas sabe tão bem saber que ninguém se mete na nossa vida. 

Quando vivia na casa dos meus pais, numa rua em que é tudo casas de gente que está em casa, ora reformada, ora numa situação de desemprego, tudo se comentava e cheguei a perceber que na hora de sair com o meu namorado, os vizinhos vinham à janela espreitar, talvez para controlarem as horas de saída e de chegada. Tudo se sabia e tudo se especulava. Sempre lidei muito mal com contos e ditos. Não tenho pachorra para isso. Quem mora em aldeias ou vilas, sabe do que falo. Numa história, conta-se 20% de verdade e 80% de factos imaginados. 

Vivi 25 anos numa rua em que o passatempo favorito das pessoas era falar de A, B ou C. Neste prédio onde vivo agora, situado numa vila, ninguém se mete com ninguém. Aleluia!  

12 comentários:

Gorduchita disse...

Vivo numa rua (zona) apenas de moradias. Temos uma excelente relação com vários vizinhos. Relação do género de irmos a casa um dos outros e de fazermos jantaradas juntos.
Como a maioria das casas é habitada por pessoas que rondam a nossa idade (mais 10, menos 10) com os respetivos filhos, a vivência é um pouco diferente e gosto assim.
Já vivi em apartamentos onde raramente via ou falava com os vizinhos. Também vivia bem dessa forma, mas prefiro assim! :)

Ellie disse...

Vivo numa vila e aqui na minha rua também tinha uma espécie de guarda sempre que, na altura em que ainda namorava, o namorado entrava e saía de casa. Já sabiam a que horas, mais ou menos, ela saia daqui e, a essa hora, lá estava a vizinha da frente a fazer qualquer coisa ao portão de sua casa (sacudir um pano, ver uma planta qualquer... às 10h da noite!). Agora mudou um pouco, os vizinhos já não são todos os mesmos e já não sinto essa cusquice. Ainda assim, é um meio pequeno, tudo se sabe (pensam eles), tudo se comenta... e acrescenta! Faz-me confusão, confesso, mas tento ignorar e fazer a minha vida sem pensar muito nisso. :)

Anónimo disse...

No meu prédio é semelhante.
Convivemos o suficiente para termos conversas de circunstância e mesmo para pedir um favor, mas não o suficiente para as cusquices (pelo menos não as sinto).
Uma das vizinhas é colega de sala do meu filho (4 anos) e, qdo calha, "namoram" à varanda. Por agora ainda pouco convivem no prédio.
E assim vivemos tranquilamente, até ao dia...

Linhas Cruzadas disse...

Eu vivo numa aldeia onde, tal como referes também se fala da vida de toda a gente. A minha estratégia para não ter de me chatear é não fazer praticamente nada na minha freguesia e pouco tempo cá passar (há dias em que saio de manhã e só volto a entrar à noite para dormir).
Não sei se falam de mim ou não, mas passo tão pouco tempo pela minha freguesia e interajo tão pouco com as pessoas daqui que, mesmo que falem, em nem me apercebo!

J* disse...

Vivi numa aldeia pequena mas a casa dos meus pais é numa rua praticamente deserta por isso nunca senti isso. Agora que vivo num apartamento não notei diferença porque está cada um na sua vida e não há tempo para tomar conta do que o vizinho faz ou deixa de fazer.
https://jusajublog.blogspot.com/

Eva Luna disse...

Na rua onde moram os meus pais costumo dizer que não é preciso videovigilância, que se algum dia alguém assaltar alguma coisa que as vizinhas sabem dizer a cor dos olhos, a marca dos sapatos, a matrícula do carro.. tudo.
Detesto essa mania das pessoas se meterem na vida umas das outras, nestes meios pequenos, a propriedade com que seguem e comentam a vida dos outros, a que horas chegou, quem entrou, com quem veio, parece que não têm nada que fazer...

Green disse...

Entendo-te perfeitamente, eu ainda vivo com os meus pais, numa casa da aldeia e essa problemática ainda existe, as pessoas quando não têm que fazer, têm de arranjar, e meterem-se na vida dos outros é dos passatempos preferidos, enfim.
Gosto muito dos meus pais e gosto do sossego que é a minha rua, mas por esse motivo e outros tantos, estou desejosa em que chegue a altura de também eu arranjar um apartamento onde ninguém se meta na vida de ninguém.

ML disse...

Eu acho que nem tempo tenho para conseguir conhecer os meus vizinhos. Saio muito cedo e chego muito tarde. Gosto desta privacidade mas às vezes incomoda-me nem os reconhecer. Vivo num apartamento.

Titica Deia disse...

Por aqui também se fala, a diferença é que estou-me a barimbar, porque todos têm imensos telhados... Mas de vidro!!

C. disse...

Tem uma vantagem ter daquelas ruas em q se sabe tudo... o sistema gratuito de vigilância. Se somos assaltados, as velhotas normalmente sabem de tudo, a que horas foi e como se vestiam xD LOL


Beijinhos,
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m-M disse...

Tal e qual como na minha rua... e gosto que assim seja.
Há o "bom dia" de fugida aos habituais, há os senhores do café debaixo que sabem que eu sou benfiquista, e há os vizinhos que perguntam pelo gato, mas não passa disso - e gosto assim.

Sonhadora disse...

Por aqui os mexeriques e fofocas são o pão nosso de cada dia. Muito havia a contar sobre a mente criativa destas pessoas …
Adoro a minha vila, excepto das pessoas! LOL.