sábado, 5 de janeiro de 2019

Os avós.

Faz hoje 6 anos que a minha avó paterna faleceu. E não tenho dúvidas nenhumas, em dizer que até agora foi a maior perda que tive. Sempre achei que a minha avó ia conhecer os meus filhos e infelizmente isso não aconteceu. Ela faleceu um ano antes da S. nascer.
Lembro-me bem da última vez que a vi, naquele hospital cheio de doentes e agradeço por tudo aos funcionários que me deixaram entrar já perto da meia noite nas urgências, talvez por verem o estado em que eu estava. Se não me tivessem deixado entrar, eu ia ficar com um aperto no coração. Não sabia que aquele era a último momento que estaria com ela, mas recordo-me de tudo como se fosse hoje. 
Toda a gente estava preparada para o que aconteceu. Menos eu. Ainda hoje parece tudo tão presente que o nó na garganta aparece quando penso em tudo: naquela noite no hospital, no funeral, em tudo. 
A minha avó acompanhou-me sempre na minha infância. Era para casa dela que eu ia depois da escola, era ela que me fazia o almoço e foi com ela que eu dormi no mesmo quarto durante anos e anos. 


Hoje olho para a minha filha e vejo a enorme relação que ela tem com a avó paterna, de uma cumplicidade que só visto. Os avós marcam-nos tanto e eu fico muito feliz por saber que a minha filha sabe o que é o amor de uma avó. É uma relação que nunca, nunca se esquece. 

4 comentários:

Magda disse...

Nunca tive uma relação assim com nenhuma das minhas avós, mas vejo-o nos meus filhos e sobrinhos com a minha mãe. Infelizmente perderam a avó paterna este verão e o mais novo já mal se lembra dela. Um beijinho grande para ti! <3

Coquinhas disse...

Faz hoje treze ano que tive a primeira perda da minha vida: a minha Avó materna. Tive muita sorte com os meus avós e, enquanto viver, terei comigo a dor de um dia os ter perdido. Beijinho

Green disse...

Tens toda a razão. Beijinho*

J* disse...

Por estar longe das duas nunca mantive uma relação como essa com nenhuma das minhas avós.
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