domingo, 5 de maio de 2019

Isto de ser mãe.

Nunca ninguém me avisou que ser mãe era daquelas coisas que tem tanto de maravilhoso, como de duro. Há dias em que ser mãe é muito complicado. Há dias em que é preciso respirar fundo, contar até não sei quanto e... respirar fundo novamente. 

E como já li muitas vezes por aí, eu era uma mãe perfeita até ter filhos. Já fiz muitas coisas que outrora critiquei. O que me leva a acreditar no velho ditado "Tudo na vida se paga". E esta coisa da maternidade tem me feito ensinar que nada é tão fácil como parece ser e nenhuma mãe pode ser julgada sem se ter conhecimento de causa. 

Há dias em que os nervos ficam esfrangalhados de tanta desarrumação em casa, da roupa que está por estender ou para passar a ferro, do jantar que está à espera de ser feito e tudo passa para segundo plano porque há uma birra que surge, ou um banho que tem de ser dado, ou há brincadeiras que requerem a nossa presença que são mais urgentes que tudo o resto. 
Com isto não quero dizer que estou arrependida de ser mãe, senão não tinha embarcado numa segunda viagem. Apenas estou a dizer que ser mãe é talvez a missão mais exigente de todas as que uma mulher pode ter na vida. E hoje é dia de celebrar todas as corajosas mães que por aí andam, todas as mães que fazem o melhor que podem pelos seus filhos e por elas mesmas. 

Feliz Dia da Mãe!




8 comentários:

Green disse...

Bonito texto, ainda não sou mãe mas quero sê-lo no futuro, e acho que tens toda a razão.

Eva Luna disse...

posso imaginar

@ disse...

Tens de pedir mais ajuda à Bimby na parte dos jantares !!!

Coquinhas disse...

Essa imagem está top. Eu e o namorado dizemos muitas vezes que um dia engolimos tudo o que criticamos. Uma coisa é ver de fora, quando nos calha a nós é que a porca torce o rabo ehe

J* disse...

Não sou mãe, mas consigo perceber ainda que no papel de filha, que deve ser dos "trabalhos" mais exigentes que uma mulher pode ter!
https://jusajublog.blogspot.com/

Humberto Maranduva disse...

Excerto de um pequeno conto que escrevi em honra das mães... se me permite.

(...) Desde a última colheita que Martinho não mais procurou Laurinda. Esta, vive de coração apertado e chora às escondidas. Contudo, não dá a face, enfrenta a adversidade. Doce, bela e jovem, só através dos seus grandes olhos verdes deixa transparecer a angústia que lhe dilacera a alma. Faz hoje dezoito anos, mas ninguém se lembra do seu aniversário

Pelo lusco-fusco, são estendidas séries de lâmpadas entre as cerejeiras e a ramada lateral; não faltam os petiscos habituais e o vinho regional... e a música tocada de improviso. No centro, sob o brilho prateado das estrelas, os pares rodopiam ao som da concertina; no círculo dos mais velhos as crianças buscam o aconchego das mães

De repente, Laurinda ergue-se com o bebé ao colo, discreta, entra na roda e ensaia uns passos de dança. Todos lhe sorriem e lançam gracinhas à criança. Agora, a concertina rasga a noite com o seu gemido cortante e nostálgico

Martinho, então, aproxima-se resoluto, entra na roda, envolve a rapariga e a filha num abraço largo e sentido, beijando a jovem com carinho.

Bom fim-de-semana.

Ani Braga disse...

Olá querida


Adorei seu blog, me identifiquei em vários posts.


Beijos
Ani

C. disse...

Por acaso escrevi sobre isso mesmo LOL pais perfeitos são aqueles que não têm filhos ahahahah


Beijinhos,
O meu reino da noite
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