Esta é uma
das perguntas que todos os dias, à noite, faço quando vou ao congelador tirar a
carne (ou o peixe) para descongelar e fazer para o dia seguinte. Quando uma
pessoa vive com os papás, normalmente quem decide é a mãe e uma pessoa
limita-se a confecionar e comer o que ela decide. Pelo menos lá em casa era
assim.
Depois uma
pessoa casa e passa a ter que fazer a gestão de tudo e mais alguma coisa. E
essa sensação é boa. Sermos nós a gerir a nossa casa, é daquelas
responsabilidades que o casamento trouxe mas que eu não me importei nada de
assumir. Mas isto de decidir o que fazer para o jantar é provavelmente das
coisas que menos gosto.
Sei que há
muita gente que ainda tem a ideia de que quando se juntar (ou casar) com a sua
cara metade, vai fazer pratos gourmet, surpresas gastronómicas para o outro,
mas a realidade não é assim. Uma vez ou outra tudo bem, sobretudo ao fim de
semana, quando se tem mais tempo.
Mas durante a
semana, eu, pelo menos, chego tarde a casa e vá lá que tenho um marido em casa
que vai adiantando o jantar que estipulamos fazer para aquele dia. Porque se há
coisa que não apetece muito depois de um dia de trabalho é ir para as panelas,
mas tem de ser. A comidinha não aparece feita do céu. E a verdade é que se eu
gosto de massa, por exemplo, não vou fazer massa todos os dias, senão corria-se
o risco de enjoar. Há que variar. E ir tendo ideias luminosas de vez em quando [duas
cabeças pensam sempre melhor que uma].
p.s. Admiro
aquelas pessoas que conseguem fazer uma lista semanal das refeições. Estipulam
as refeições para os sete dias seguintes, o que precisam, o que não precisam.
Mas cá em casa, é mesmo um dia de cada vez, consoante os apetites dos dois.
E desse lado, como é que se vão gerindo as refeições lá em casa?






