quinta-feira, 17 de abril de 2014

Até parece mentira.



Gosto muito de trabalhar com crianças, mas há alturas em que me sinto desgastada. O ano passado tive 15 dias de férias num ano que foi de loucos (este ano só terei mais tempo devido à licença de maternidade, que nem será usufruída em pleno). 

E estas duas últimas semanas foram de cair para o lado. Com os miúdos em férias de Páscoa, no meu trabalho isso normalmente traz um acréscimo de tarefas, pois eles estão lá o dia todo. É nestes dias que é preciso ter mais energia do que o normal. E energia é coisa que eu sinto que me tem faltado. 

A responsabilidade de arcar com o peso da dinamização das atividades de férias, o estar horas e horas sem me sentar, de um lado para o outro, a dinamizar jogos, etc e com uma barriga quase a chegar aos 7 meses de gravidez resultou em inícios de noite no sofá com os pés feitos num oito, dores de costas e afins. 

Supostamente é fácil entreter miúdos. Pois, eu não concordo. Quando temos um grupo com uma faixa etária entre os 6 e os 12 anos, encontramos gostos diversificados, o que torna mais difícil conciliar atividades comuns de encontro às suas preferências. O que uns gostam, os outros podem não apreciar. E depois facilmente se cansam.  É preciso ter sempre ideias. [Quantas vezes vou eu para a Fnac à procura de dinâmicas de grupo e jogos de equipa?]



Gosto muito deles e não imagino o meu dia sem os meus miúdos, sem as “estupidezes” deles que me fazem rir, sem os desenhos que fazem para mim e para a minha Pimentinha, mas às vezes apetece-me desligar-lhes o botão, às vezes é preciso respirar fundo uma, duas, três vezes. 

Mas posso dizer, sem sombra de dúvidas, que não me vejo a fazer outra coisa. Não me consigo imaginar a trabalhar atrás de uma secretária, em frente a um computador, por exemplo. 

Mas agora aproximam-se quatro dias que me vão saber a autênticas férias. Quatro dias em casa é como que entrar no paraíso por umas breves 96 horas.

Se não vier cá até lá, uma boa Páscoa para todos*

quarta-feira, 16 de abril de 2014

As selfies estão na moda. Mas não exageremos quanto à tipologia das selfies, sim?


"Agora a moda é tirar "after sex selfies" ou fotografias na cama, depois de ter relações sexuais. O fenómeno tornou-se viral nas últimas semanas, principalmente na rede social de fotografia Instagram.(...)
uma "after sex selfie" é uma fotografia tirada por um casal após ter mantido relações sexuais, e é partilhada nas redes sociais.
(...)  os psicólogos consideram esta moda como um grave sintoma de violação da intimidade e do narcisismo que, dizem, caracteriza quem tira muitas fotografias a si mesmo/a. "  

[Podem ler mais aqui]



Eu chego à conclusão que devo ser muito antiquada e não devo viver neste mundo. 
Se há coisa que nunca partilharia é a minha intimidade. As pessoas têm de medir o seu grau de exposição. Se já no facebook vejo muitas partilhas que considero demasiado, tendo em conta que qualquer pessoa pode ter acesso a certas informações, este tipo de situações, das "after sex selfie", são demasiado incompreensíveis para mim.


terça-feira, 15 de abril de 2014

Para nos alegrar esta terça feira.



Este Pedro está cada vez melhor. 
Só este sorriso... hummm... Vamos poder vê-lo com a Leonor Poeiras num programa na TVI brevemente. Eles são espertos, põe um ator a fazer de apresentador, cujo look desvia todas as atenções. Se ele não tiver jeito para a apresentação, ao menos consola as vistas às telespectadoras.


domingo, 13 de abril de 2014

Pais de primeira viagem #1

Com a barriguinha a crescer e a contagem decrescente a começar a ganhar algum contorno, este fim de semana está a ser e vai continuar a ser dedicado a algumas compras para a minha Pimentinha. 

No início da gravidez ouvia pessoas a dizerem-me que "agora é que vais ver: só vais entrar na loja da Chicco, na Tuc Tuc, na Zippy, na Zara Kids, etc. Esquece as outras". 

Pois confirma-se mesmo. Já não entro numa Zara, Blanco, Mango, Springfield há muito tempo porque pura e simplesmente deixaram de ter roupinha para mim. A H&M é das poucas cadeias de roupa multinacionais que tem uma linha de roupa pré-mamã e algumas compras para mim têm sido feitas lá. 
De resto posso dizer que quando se vai ao shopping, as prioridades mudam mesmo. Uma pessoa vai à Chicco, Tuc Tuc, Zippy, etc., já conhece todos os produtos, preços, etc. Já sabe de cor o nome das novidades a nível de trios, cadeirinhas, produtos para isto e para aquilo.
E claro que o Apimentado vai atrás, que isto de ser pai é muito importante e ele tem de estar tão bem informado quanto eu. Tem ido aos workshops comigo e quanto a isso, não abdico da presença dele. Acho que obter informação é importante, quer para mim, quer para ele. 
Vamos ser pais de primeira viagem. Tudo assusta, é um facto.
Tanto ele, como eu, fomos criados sem esterelizadores, carrinhos de passeio todos xpto, termómetros para a água do banho, etc. e estamos aqui. Agora há tudo e mais alguma coisa e se existe, uma pessoa deve aproveitar o que há à disposição para que esta entrada no mundo da maternidade seja o mais pacífico possível. [Claro que depois há que ter alguma consciência sobre se A ou B é efectivamente necessário. Há tanta coisa à venda que depois, na prática, não vai ter uso nenhum.]




Encontrei isto no facebook e achei um piadão a cada imagem que o designer de comunicação Hugo Cavaco coloca nesta página que nos vai dando conta da forma como este homem viveu e vive a paternidade. Tem imagens mesmo giras!


quarta-feira, 9 de abril de 2014

Coisas que dizem que é saudável mas cujo paladar não me encheu as medidas.


Pareceu-me aqui há uns tempos que virou moda estas tortitas de arroz (ou de milho, sei lá eu). Dizem que é saudável, que não engorda muito e mais não sei o quê. Eu nunca tinha provado... até esta semana. Depeniquei uma e confesso que aquilo não me soube a nada. 
Seco, muito seco. 
Acredito que comer uma ou duas coisas destas e depois beber um bocado de água, uma pessoa fica logo com a sensação de que o estômago está a abarrotar. 

Se calhar eu não tive grande sorte e comi umas fraquinhas (há algumas variedades destas coisas, certo?). Mas até ver o meu lanche vai continuar a ser o mesmo porque preciso de umas quantas calorias para aturar os meus miúdos que estão de férias e que me ocupam ainda mais nesta altura. 

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Ter irmãos é uma coisa para a vida, certo?

Sou filha única. Infelizmente. Lembro-me de andar anos e anos a pedir aos meus pais um irmão ou irmã. Nunca gostei de ser filha única. Sendo a prima mais velha, lembro-me de brincar com os meus primos pequeninos, em que eu fazia de conta que eles eram meus irmãos e lá ia eu tratar deles e andar com eles ao colo, na esperança que um dia, de facto, a cegonha se lembrasse de trazer um mano para mim. 


Sempre que eu "reclamava" por ser filha única, diziam que assim eu não tinha de me chatear com ninguém, dividir os meus brinquedos, etc. 
Eu nunca vi nisso vantagens. 
Felizmente considero que não padeço de alguns estereótipos associados a "filhos únicos": sei partilhar, por vezes até demais. E ter para mim uma irmã/irmão seria uma enorme companhia hoje em dia. Confesso que gostava imenso de saber o que é ter uma irmã ou irmão, uma pessoa em quem eu pudesse confiar plenamente, uma pessoa a quem eu facilmente diria "vais ser a/o madrinha/padrinho da minha filha".
Acredito que ter irmãos faz de nós pessoas diferentes. E sei que não quero que a minha Pimentinha seja filha única, mesmo que me digam que a vida pode estar difícil e que hoje em dia ter dois filhos já é considerado uma "pequeno ato loucura" [para mim não é].

Há pessoas que podem aparecer na nossa vida a quem nós chamamos de "irmãos" devido à cumplicidade que se vai criando, mas não é a mesma coisa. Irmão é coisa para a vida. E eu tenho tanta pena de não saber o que isso é.