quarta-feira, 2 de julho de 2014

Da blogsfera

A blogsfera tem coisas boas e menos boas, como em tudo na vida. 
Quando criei este blogue, não estava à espera de encontrar tantas coisas boas. Claro está que um dia pode chegar um anónimo cá e "esbardalhar" tudo. Mas até ao momento, posso dizer que este cantinho aqui permitiu-me "conhecer" outros cantinhos interessantes, histórias do dia-a-dia nas quais nos revemos e escritas com os quais nos identificamos.

E vai daí, só hoje reparei que cheguei aos 100 seguidores. Isto pode ser um nada comparado com outros blogues mas quando criei o Pimenta, nunca esperei que em tão pouco tempo, achasse que merecia ser seguida por cem leitores.



Obrigado a todos os que estão desse lado.

sábado, 28 de junho de 2014

A semana que mudou a minha vida

A minha ausência no mundo da blogsfera tem uma boa justificação: a minha Pimentinha já nasceu. Já era para ter vindo cá dar a boa nova mas a verdade é que estes dias têm sido bem agitados. 


Nestas coisas da Natureza ninguém manda. 
O parto estava já marcado mas a minha S. decidiu que o S. João em 2014 ia ficar bem marcado. Era suposto ser um S. João caseiro. E começou por sê-lo. Estava em casa dos meus pais com familiares a comer a bela da sardinha e do entrecosto quando ocorreu aquilo a que o senso comum chama de "rebentar das águas". E assim vi-me eu obrigada a ter de ir para o Porto em plena noitada de S. João. O hospital onde a tive fica mesmo nas traseiras da Câmara do Porto e o meu grande medo era não conseguir lá em devidas condições. Mas tudo correu pelo melhor. 
Ficou um grande história para contar à Pimentinha quando ela for grande porque os pais viveram uma grande aventura para lá chegar. 
E aos primeiros minutos do dia de S. João ela estava cá fora. 
Confesso que estes dias têm sido uma revolução. 
A sensação inicial é que passou um camião por cima de mim e ninguém me avisou. 
A pouco e pouco vai-se interiorizando tudo. Ser mãe é algo muito forte. É uma sensação única mas também é um conjunto de receios que vem ao de cima: a incerteza sobre se se é capaz de tratar de um ser tão (aparentemente) frágil, os medos, as noites mal dormidas. Tudo tem sido a descoberta daquilo que na teoria nós já sabemos. 

E a juntar a isto, esta semana ficou igualmente marcada pelo facto de eu e o Apimentado termos feito 3 aninhos de casado, dia este já vivido a três.

Esta semana foi mesmo muito rica em emoções*

terça-feira, 24 de junho de 2014

Público VS Privado

Quando li este post, da minha querida Timtim Tim, fiquei a saber que atualmente já é possível partilhar fotografias no Facebook de mães a amamentar filhos.
Mais uma vez  vem ao de cima a questão relacionada com a forma como cada um encara a forma como expõe publicamente certos aspetos da sua vida privada.
Eu quero pensar que as mães têm fotografias suas a amamentar os seus filhos, mas daí a colocá-las numa rede social, acessível a muita gente, vai um grande passo. Quer dizer, pelo menos para mim.

Recentemente no facebook, tive uma colega de faculdade que teve um menino e no dia do parto, foi vê-la a postar fotografias com as enfermeiras, com a parteira, com indicações (de hora a hora) de quantos centímetros de dilatação tinha, etc. Até tinha medo que a qualquer momento surgisse um vídeo de um momento mais particular do nascimento.

Há coisas que devem ficar para nós. Há momentos que devem ser vividos de forma tão intensa que pensar em ir ao facebook dizer isto ou aquilo só estraga e quebra o sabor de certas situações. 

 foto daqui*

segunda-feira, 23 de junho de 2014

É caso para dizer que quem não gostar, que não olhe.

Há jogadores de futebol que gostam de dar nas vistas. 
Raul Meireles tem um estilo muito próprio, isso não há dúvida. Aquelas tatuagens todas já eram sinal de que o homem tem uma personalidade muito vincada. Mas o visual adoptado neste Mundial, com aquela barba e aquela crista... oh God dá-me medo só de olhar. 
Se andasse eu na rua à noite a passear e visse uma personagem destas na rua, ia ter medo. Se ia.



Mas digam lá se este Raul Meireles e a sua Ivone não formam um casal sui generis?
[aposto que ela aprova o novo visual. Isso sim é amor hehe]



domingo, 22 de junho de 2014

No mês dos santos populares, é isto que falta cá em casa.


Todos os anos, o Apimentado oferece-me um manjerico. Mas este ano ele deve-se ter esquecido (sim, este post é mesmo para ti!) e vai daí ainda não tenho nenhum manjerico cá em casa e o S. João está mesmo a chegar. 
Já sei que o dito manjerico nunca aguenta muito tempo, eu costumo dizer que para plantas pouco jeito tenho mas a tradição tem de se manter, por isso...

Apimentado, um manjerico quero ter
Com uma quadra bonita, 
Antes da tua filha nascer.  

 


sábado, 21 de junho de 2014

Mais uma semana que chegou ao fim.

Esta foi uma semana atípica cá em casa. 

De segunda a quarta, o Apimentado foi, em trabalho, para Lisboa. Esta viagem há muito que estava agendada e o meu receio há muito que estava instalado: sinceramente não queria nada que a Pimentinha decidisse nascer com o pai na capital e eu no Porto. O facto de saber que poderia não o ter perto de mim naquele momento era algo que nem queria muito pensar mas que poderia acontecer. 

Mas a minha S. foi astuta e não deu preocupações à mãe nesses três dias. Mas claro que foram dias estranhos, não estou habituada a chegar a casa e não o ter ali, a não dormir com ele. Voltamos aos telefonemas de uma hora e tal, lembrando os tempos de namoro :)



Ele veio a tempo do meu aniversário, que passou a correr. O programa foi familiar e com as pessoas que mais importância têm na minha vida.

E ontem foi o dia de me despedir temporariamente dos meus "meninos". Esta foi a minha última semana de trabalho. Durante estes dias, chegava a meio do tarde e já estava estourada. O calor não ajudou muito e todas as noites cheguei a casa com uns pés medonhos. 
Neste momento basicamente tenho apenas dois pares de chinelos de dedo que me servem. Tudo o resto é para esquecer. Nem sapatilhas consigo calçar. E a verdade é que não posso negar que ao chegar ao fim das 38 semanas de gestação já me era difícil aguentar 11 horas de trabalho por dia. 

Segunda feira vai ser estranho acordar e não ir trabalhar. Claro que houve choradeira na hora de me despedir dos meus meninos, que muitas dores de cabeça me dão, que me torram a paciência em certas alturas, mas dos quais eu muito gosto. Voltarei a vê-los lá para Setembro, mas até lá é tempo de cuidar mais de mim do que deles. Eles ficam bem entregues :)