sexta-feira, 11 de julho de 2014

As várias versões do conceito de beleza

Depois do Festival da Eurovisão, todos nós ficamos a conhecer Conchita Wurst. O visual diferente de tudo o que se já viu e o facto de ter ganho o concurso fizeram dela uma pessoa controversa: ora uns a favor, outros contra. 
Mas a verdade é que ela soma e segue. Dizem que em breve vai lançar o seu disco. 
Para já pode orgulhar-se de ter encerrado o desfile de Jean-Paul Gaultier, em Paris. 

Não é para todos.





"Gaultier elogiou fortemente Conchita Wurst: a maioria dos modelos não-profissionais podia mostrar-se nervoso naquele momento, mas não Wurst, que estava praticamente magnífica; tem uma expressão facial de aço, intensa; os gestos dramáticos; as palmas das mãos regiamente viradas para cima e as sobrancelhas magistralmente definidas."

 "Sempre disse que a beleza é a diferença e a Conchita mostrou-nos que é imparável. E fica ótima em alta costura; é uma verdadeira mulher de alta costura", explicou o estilista a um jornal britânico. 

Posso não concordar com Jean-Paul. Não consigo achar que fique otima em alta costura. Lá está, talvez sejam os padrões típicos da beleza que me façam olhar para as fotos e não a associar a uma modelo de alta costura.
Mas isto faz-nos repensar no conceito de beleza. 
O que é bonito? O que é considerado elegante?
Tal como muitos outros conceitos, não há padrões consensualmente aceites por todos. Eu não gosto de rastas, do estilo gótico, etc. Mas há quem goste. Há quem goste do amarelo. Há quem deteste. 
Ao menos, vivemos num mundo onde há gostos para tudo [pelo menos no "mundo ocidental"]. Valha-nos isso.


quinta-feira, 10 de julho de 2014

Uns acham que é preciso ter coragem. Eu cá acho que é preciso ter pouco juízo.

Todos os anos é a mesma coisa. Na festa de São Firmino, em Pamplona, milhares de pessoas põem-se em frente aos touros que correm desenfreados pelas ruas daquela cidade espanhola. E há imensos turistas que lá vão para fazer parte desta grande festança. 




Pois que eu, sempre que vejo imagens deste festival na televisão, fico com cara de quem nunca na vida me apanhariam lá. E eu não gosto muito de usar a palavra "nunca" mas acho que é daqueles eventos que não me atraem minimamente por diversos motivos: o perigo é mais que óbvio. Já morreu gente nestas corridas, já muita gente foi parar ao hospital, mas dizem que é a tradição. Os touros depois são mortos e o povo fica contente. Recebe-se muitos turistas à conta disto. E o turismo agradece. 

Mas vamos lá pensar, como gente grande: é divertido ir à frente de um touro (aliás ao que parece são 6) a correr feito maluco para não levar uma chifrada de um animal que pesa toneladas? 
Isso é mesmo divertido?! Ou será um ato de pouca racionalidade?


quarta-feira, 9 de julho de 2014

As visitas que nunca mais acabam

A Pimentinha nasceu e é mais que natural que a curiosidade de familiares e amigos seja muita em ver o rebento. 
Até aqui, tudo bem. 
A questão é que desde que ela veio para casa, que todos os dias temos gente cá em casa. Ora são os avós maternos, ora são os avós paternos, ou os tios, ou as tias, ou os primos, ou os primos mais afastados, ou as colegas de trabalho, ou os vizinhos da avó, etc, etc, etc. 

Neste momento, eu gostava de um pouco de sossego. A sério que gostava. De estarmos só os três cá em casa, sobretudo ao fim do dia. Já tivemos pessoas a vir cá a casa perto das 21h e a sairem de cá por volta das 22h30. Ora neste horário, nós já devíamos estar em modo de "vamos preparar-nos para mais uma noite". Em vez disso tínhamos cá visitas. Já para não falar das visitas a meio da tarde, mesmo à hora do lanche. 

Já tinha lido em alguns livros que os pais podem e devem manifestar-se quando as visitas já o são em demasia e quando sentem que isso afeta o dia-a-dia. O problema é que eu não consigo dizer que "não" às pessoas. Quando me mandam mensagem ou me ligam a perguntar se podem vir cá a casa, eu não consigo dizer que não. E sei que ainda há umas quantas pessoas que não vieram (ainda) mas que não tarda nada virão. Se ao menos viessem todos de uma vez, a coisa ficava resolvida.

Acho que não tarda nada, vou começar a impor algumas restrições para ver se isto acalma. Quer dizer, vou tentar. 


[acho que a partir de agora, vou pensar bem na hora de ir visitar um bebé que tenha nascido. Vou dar tempo ao tempo e tempo aos pais e só depois disso é que apareço.]




quinta-feira, 3 de julho de 2014

Haverá resposta para esta pergunta?


Por que raio quase todos os médicos têm uma letra medonha e indecifrável?

[na altura em que nos estão a dar as indicações da posologia de cada medicamento, nós até achamos que decoramos tudo. Mas depois em casa, olhamos para a receita para relembrar e só vejo "carateres chineses"]

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Da blogsfera

A blogsfera tem coisas boas e menos boas, como em tudo na vida. 
Quando criei este blogue, não estava à espera de encontrar tantas coisas boas. Claro está que um dia pode chegar um anónimo cá e "esbardalhar" tudo. Mas até ao momento, posso dizer que este cantinho aqui permitiu-me "conhecer" outros cantinhos interessantes, histórias do dia-a-dia nas quais nos revemos e escritas com os quais nos identificamos.

E vai daí, só hoje reparei que cheguei aos 100 seguidores. Isto pode ser um nada comparado com outros blogues mas quando criei o Pimenta, nunca esperei que em tão pouco tempo, achasse que merecia ser seguida por cem leitores.



Obrigado a todos os que estão desse lado.

sábado, 28 de junho de 2014

A semana que mudou a minha vida

A minha ausência no mundo da blogsfera tem uma boa justificação: a minha Pimentinha já nasceu. Já era para ter vindo cá dar a boa nova mas a verdade é que estes dias têm sido bem agitados. 


Nestas coisas da Natureza ninguém manda. 
O parto estava já marcado mas a minha S. decidiu que o S. João em 2014 ia ficar bem marcado. Era suposto ser um S. João caseiro. E começou por sê-lo. Estava em casa dos meus pais com familiares a comer a bela da sardinha e do entrecosto quando ocorreu aquilo a que o senso comum chama de "rebentar das águas". E assim vi-me eu obrigada a ter de ir para o Porto em plena noitada de S. João. O hospital onde a tive fica mesmo nas traseiras da Câmara do Porto e o meu grande medo era não conseguir lá em devidas condições. Mas tudo correu pelo melhor. 
Ficou um grande história para contar à Pimentinha quando ela for grande porque os pais viveram uma grande aventura para lá chegar. 
E aos primeiros minutos do dia de S. João ela estava cá fora. 
Confesso que estes dias têm sido uma revolução. 
A sensação inicial é que passou um camião por cima de mim e ninguém me avisou. 
A pouco e pouco vai-se interiorizando tudo. Ser mãe é algo muito forte. É uma sensação única mas também é um conjunto de receios que vem ao de cima: a incerteza sobre se se é capaz de tratar de um ser tão (aparentemente) frágil, os medos, as noites mal dormidas. Tudo tem sido a descoberta daquilo que na teoria nós já sabemos. 

E a juntar a isto, esta semana ficou igualmente marcada pelo facto de eu e o Apimentado termos feito 3 aninhos de casado, dia este já vivido a três.

Esta semana foi mesmo muito rica em emoções*