quarta-feira, 16 de julho de 2014

Um pouco a propósito do post anterior.

Na minha família não tem havido casamentos e no futuro a perspectiva é de continuar. 
O mesmo se passa com os bebés. 
Já não nascia ninguém na minha família há 15 anos. 
Nasceu agora a Pimentinha, mas antes disso, criançada nada. No Natal não havia crianças a fazer barulho e algazarra. Éramos todos crescidos [este ano ainda bem que será diferente]. 

Por isso chego rapidamente à conclusão que se todas as famílias em Portugal fossem como a minha, o país estava mais que envelhecido. 
E nem a propósito, ontem soube que o governo encomendou um estudo independente sobre a natalidade no nosso país. Já vieram apresentar várias propostas para impulsionar o nascimento de novas crianças. Acho bem. Muito bem. Mas da teoria à prática vai muito. O grande problema é esse. 

[uma das medidas seria a isenção, para as empresas, do pagamento da TSU se contratassem funcionárias grávidas. Todos nós sabemos que hoje em dia, as entidades patronais dificilmente contratam mulheres grávidas...]

terça-feira, 15 de julho de 2014

Está oficialmente aberta a época de casamentos.


Basta dar uma rápida olhadela a alguns blogs e nota-se que o verão chegou e com ele a celebração máximo do amor.
No trabalho, tenho uma colega que, por norma, tem cerca de 2 a 3 casamentos por ano. Pois que eu já não vou a uma casamento há 3 anos, sendo que o último a que fui, foi precisamente o meu.
Gosto muito de casamentos. Gosto mesmo.
Sei que dão despesa (prenda, cabeleireiro, roupa, manicure, etc). Mas tenho mesmo saudades de ir a um casamento.
Analisando bem as respectivas famílias (minha e do Apimentado) e os grupos de amigos, tão cedo não haverá casórios. Por isso vou guardar esta minha vontade de celebrar o amor para um dia bem lá longe no futuro. 
Uns dizem que casar está novamente na moda (será?!). Eu cá continuo a achar que há pessoas que continuam a ter muito medo do casamento. 
[concordam?]




segunda-feira, 14 de julho de 2014

És mesmo crente, Pimenta.

Quando andava grávida, achava eu que quando estivesse de licença de maternidade, iria ter tempo para tratar da Pimentinha, para fazer pesquisas que no futuro me darão uma grande ajuda no trabalho, para ler, para fazer uma limpeza a fundo à cozinha (que andei sempre a adiar enquanto estive grávida), para trabalhar a partir de casa, etc.
Pois, eu achava que ia ter tempo para isso tudo. [Agora dá vontade de rir.] Também achava que a maternidade ia ser muito diferente. Pois que a prática diz-me que tenho tempo para tratar da Pimentinha e no pouco tempo que sobra, o melhor é descansar os olhinhos para aguentar as noites belas que a minha filha, por vezes, nos proporciona.



sexta-feira, 11 de julho de 2014

As várias versões do conceito de beleza

Depois do Festival da Eurovisão, todos nós ficamos a conhecer Conchita Wurst. O visual diferente de tudo o que se já viu e o facto de ter ganho o concurso fizeram dela uma pessoa controversa: ora uns a favor, outros contra. 
Mas a verdade é que ela soma e segue. Dizem que em breve vai lançar o seu disco. 
Para já pode orgulhar-se de ter encerrado o desfile de Jean-Paul Gaultier, em Paris. 

Não é para todos.





"Gaultier elogiou fortemente Conchita Wurst: a maioria dos modelos não-profissionais podia mostrar-se nervoso naquele momento, mas não Wurst, que estava praticamente magnífica; tem uma expressão facial de aço, intensa; os gestos dramáticos; as palmas das mãos regiamente viradas para cima e as sobrancelhas magistralmente definidas."

 "Sempre disse que a beleza é a diferença e a Conchita mostrou-nos que é imparável. E fica ótima em alta costura; é uma verdadeira mulher de alta costura", explicou o estilista a um jornal britânico. 

Posso não concordar com Jean-Paul. Não consigo achar que fique otima em alta costura. Lá está, talvez sejam os padrões típicos da beleza que me façam olhar para as fotos e não a associar a uma modelo de alta costura.
Mas isto faz-nos repensar no conceito de beleza. 
O que é bonito? O que é considerado elegante?
Tal como muitos outros conceitos, não há padrões consensualmente aceites por todos. Eu não gosto de rastas, do estilo gótico, etc. Mas há quem goste. Há quem goste do amarelo. Há quem deteste. 
Ao menos, vivemos num mundo onde há gostos para tudo [pelo menos no "mundo ocidental"]. Valha-nos isso.


quinta-feira, 10 de julho de 2014

Uns acham que é preciso ter coragem. Eu cá acho que é preciso ter pouco juízo.

Todos os anos é a mesma coisa. Na festa de São Firmino, em Pamplona, milhares de pessoas põem-se em frente aos touros que correm desenfreados pelas ruas daquela cidade espanhola. E há imensos turistas que lá vão para fazer parte desta grande festança. 




Pois que eu, sempre que vejo imagens deste festival na televisão, fico com cara de quem nunca na vida me apanhariam lá. E eu não gosto muito de usar a palavra "nunca" mas acho que é daqueles eventos que não me atraem minimamente por diversos motivos: o perigo é mais que óbvio. Já morreu gente nestas corridas, já muita gente foi parar ao hospital, mas dizem que é a tradição. Os touros depois são mortos e o povo fica contente. Recebe-se muitos turistas à conta disto. E o turismo agradece. 

Mas vamos lá pensar, como gente grande: é divertido ir à frente de um touro (aliás ao que parece são 6) a correr feito maluco para não levar uma chifrada de um animal que pesa toneladas? 
Isso é mesmo divertido?! Ou será um ato de pouca racionalidade?


quarta-feira, 9 de julho de 2014

As visitas que nunca mais acabam

A Pimentinha nasceu e é mais que natural que a curiosidade de familiares e amigos seja muita em ver o rebento. 
Até aqui, tudo bem. 
A questão é que desde que ela veio para casa, que todos os dias temos gente cá em casa. Ora são os avós maternos, ora são os avós paternos, ou os tios, ou as tias, ou os primos, ou os primos mais afastados, ou as colegas de trabalho, ou os vizinhos da avó, etc, etc, etc. 

Neste momento, eu gostava de um pouco de sossego. A sério que gostava. De estarmos só os três cá em casa, sobretudo ao fim do dia. Já tivemos pessoas a vir cá a casa perto das 21h e a sairem de cá por volta das 22h30. Ora neste horário, nós já devíamos estar em modo de "vamos preparar-nos para mais uma noite". Em vez disso tínhamos cá visitas. Já para não falar das visitas a meio da tarde, mesmo à hora do lanche. 

Já tinha lido em alguns livros que os pais podem e devem manifestar-se quando as visitas já o são em demasia e quando sentem que isso afeta o dia-a-dia. O problema é que eu não consigo dizer que "não" às pessoas. Quando me mandam mensagem ou me ligam a perguntar se podem vir cá a casa, eu não consigo dizer que não. E sei que ainda há umas quantas pessoas que não vieram (ainda) mas que não tarda nada virão. Se ao menos viessem todos de uma vez, a coisa ficava resolvida.

Acho que não tarda nada, vou começar a impor algumas restrições para ver se isto acalma. Quer dizer, vou tentar. 


[acho que a partir de agora, vou pensar bem na hora de ir visitar um bebé que tenha nascido. Vou dar tempo ao tempo e tempo aos pais e só depois disso é que apareço.]