quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Agora sim, já percebo

Já compreendo por que razão, quando há promoções nas fraldas, as pessoas correm para o hipermercado e abastecem o carrinho com o máximo de pacotes de fraldas permitidos por cliente. 
É que há quantidade de fraldas que um recém nascido gasta por dia, uma pessoa faz as contas e assusta-se [e uma promoção é sempre coisa que vem a calhar no que diz respeito a estes artigos]. 



[achava eu que nos tínhamos abastecido (antes da Pimentinha nascer) de fraldas suficientes para os primeiros dois meses. Pois, pois... o stock desaparece a olhos vistos!]

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

A minha relação com a máquina fotográfica

Soube aqui que "os pais fotografam, em média, os filhos, 780 vezes, no primeiro ano de vida, sendo que a frequência com que os fotografam vai diminuindo consoante eles crescem."

Não sei como fundamentaram estas estatísticas mas pessoalmente, creio que no primeiro mês de vida da minha Pimentinha já esgotei as 780 fotografias que, supostamente, os pais tiram no primeiro ano de vida aos seus rebentos. Acredito piamente que são recordações que ficam sempre connosco para, um dia, fazer o tempo voltar atrás, ao olhar para ela e ver o quanto modificou e cresceu.

A minha relação com a fotografia já é muito antiga. 
Mas nem sempre foi assim. Lembro-me de ser adolescente e detestar que me tirassem fotos, mas a coisa mudou com o tempo. Mal surgiram as primeiras máquinas digitais, tive a sorte dos meus pais me darem uma e isso foi o início do meu amor pelas fotografias. Gosto de olhar para as imagens e relembrar tudo: como me sentia naquele dia e o que vivi naquele momento. Se vou ao supermercado ou à confeitaria, não levo máquina na carteira, mas tirando isso, ela anda quase sempre lá. É quase que um objeto obrigatório. 
E como mulher precavida que sou, vou guardando os meus tesourinhos num disco externo para o caso de um dia o meu computador morrer. Se ele morresse e levasse com ele todas as fotos e não tivesse nenhuma cópia noutro local, era caso para chorar baba e ranho.



terça-feira, 5 de agosto de 2014

O anonimato



Não dou a cara neste blogue e nem penso fazê-lo. 
Gosto do anonimato da blogosfera por uma simples razão: já escrevi num outro espaço em que havia pessoas a lerem-me que sabiam quem eu era e a verdade é que sei que lá iam com o único objetivo: saber o que se ia passando na minha vida e criticar o que lá escrevia ou deixava de escrever (e depois foram surgindo os comentários anónimos). 
Aos poucos, percebi muito facilmente que isso condicionava (e de que maneira) a minha escrita.

E assim surgiu o Pimenta. Às vezes pergunto-me se alguém que me conhece pessoalmente, sabe deste cantinho. Não sei, não tenho a certeza disso. Já houve alturas em que achava que sim, outras que não. Até agora ninguém se manifestou.   


E depois há o outro lado. 
Sigo muitos blogues cujo(a) autor(a) desconheço quem seja. Se é gordo(a), magro(a), alto(a), se tem cabelo espetado, aos caracóis ou liso. Não me interessa. 
Gosto de criar uma imagem das pessoas que estão por detrás dos blogues que leio. É engraçado que assim aconteça mas é verdade. No caso dos blogues anónimos, vou criando uma imagem (que até pode não corresponder em nada à realidade), mas pela escrita vou juntando isto ou aquilo e, mentalmente, a figura vai surgindo.

Depois, quando alguns bloggers decidem afinal publicar uma fotografia sua, lá cai por terra a minha imagem mental. 


Daqui poderão esperar a continuação do anonimato. É assim que me sinto bem e livre. 


sábado, 2 de agosto de 2014

Esste calendário não deve andar bem.


O tempo anda trocado. Deve ser como algumas pessoas. Onde já se viu, em pleno mês de Agosto, dias assim? Chuva, vento, um nevoeiro imenso assolou o Porto hoje e acredito que também se fez sentir noutros locais do nosso Portugal. 
E na auto-estrada, vi tantos acidentes que, por momentos, arrependi-me de ter saído de casa com medo de andar assim na rua. 
Quando se tem um recém nascido no carro, o medo de acidentes eleva-se a mil. Mas pronto, apanhamos filas imensas de trânsito condicionado, nada mais. 

[para quando aquele sol bom, maravilhoso, para a Pimentinha conhecer a brisa do passadiço junto à praia?]



sexta-feira, 1 de agosto de 2014

O amor.

No início da minha gravidez tinha alguma renitência no que diz respeito ao facto do Apimentado estar presente no momento do parto. Ele dizia que queria muito estar lá. Eu não tinha tantas certezas. O parto é um momento muito forte, a vários níveis. E eu achava que ele poderia não estar preparado para o impacto.
Com o passar do tempo, fui facilmente percebendo que teria de o ter lá. Parideira como sou, teria de ter alguém de extrema confiança ao meu lado num momento destes. 
Afinal quem poderia não estar preparado para o impacto de um parto seria eu. Qualquer dor para mim já é o fim do mundo. E ver sangue para mim é coisa para me deixar logo muito zonza.

O dia chegou, ou melhor, a noite do parto chegou. 
E quis a natureza que afinal fosse uma cesariana, em vez de um parto normal para o qual já me tinha vindo a mentalizar há largos meses. E o Apimentado esteve lá, claro. E curioso como só ele viu tudo: o interior da minha estimada e bela barriga, o meu útero a ser cosido, a minha barriga a levar os maravilhosos pontos, etc. E aguentou-se bem firme, sem pestanejar. 
Sei que não poderia ter tido melhor pessoa ao meu lado naquele momento. E pensar que ponderei não o ter ao meu lado. [Parva que sou]
Diz ele que foi um momento único. 

Moral da história: afinal agora ele pode dizer, com todos os créditos, que me conhece bem por fora e por dentro. 


[hoje fazemos 8 anos e meio de namoro. Já começo a perder a conta às histórias que já vamos vivendo. E quero continuar a sentir isso, pois quero acrescentar muitos mais anos, histórias, gargalhadas e partilhas ao nosso nós]

quarta-feira, 30 de julho de 2014

A única coisa que tenho saudades do tempo em que era adolescente

Quando se anda no secundário, tem-se quase três meses de férias de verão, mais duas semanas no Natal e duas semanas na Páscoa. 

Não tenho saudades de mais nada do meu tempo de adolescente, a não ser isto.