Soube aqui que "os pais fotografam, em média, os filhos, 780 vezes, no primeiro
ano de vida, sendo que a frequência com que os fotografam vai diminuindo
consoante eles crescem."
Não sei como fundamentaram estas estatísticas mas pessoalmente, creio que no primeiro mês de vida da minha Pimentinha já esgotei as 780 fotografias que, supostamente, os pais tiram no primeiro ano de vida aos seus rebentos. Acredito piamente que são recordações que ficam sempre connosco para, um dia, fazer o tempo voltar atrás, ao olhar para ela e ver o quanto modificou e cresceu.
A minha relação com a fotografia já é muito antiga.
Mas nem sempre foi assim. Lembro-me de ser adolescente e detestar que me tirassem fotos, mas a coisa mudou com o tempo. Mal surgiram as primeiras máquinas digitais, tive a sorte dos meus pais me darem uma e isso foi o início do meu amor pelas fotografias. Gosto de olhar para as imagens e relembrar tudo: como me sentia naquele dia e o que vivi naquele momento. Se vou ao supermercado ou à confeitaria, não levo máquina na carteira, mas tirando isso, ela anda quase sempre lá. É quase que um objeto obrigatório.
E como mulher precavida que sou, vou guardando os meus tesourinhos num disco externo para o caso de um dia o meu computador morrer. Se ele morresse e levasse com ele todas as fotos e não tivesse nenhuma cópia noutro local, era caso para chorar baba e ranho.