A parte boa de tirar fotografias é que quando a saudade bate
forte, lá vou eu rever fotografias de situações que já lá vão no tempo mas que
ainda permanecem bem vivas na minha memória. E num destes episódios nostálgicos,
deparei-me com as fotos das férias do ano passado. Este ano, a bem dizer, não
gozamos de férias propriamente ditas. Por aqui não se fez malas nem se rumou a nenhum
destino em especial, com uma bebé pequenina isso não foi a prioridade.
E de repente, fui como que transportada novamente para a
Tunísia. Na altura estávamos indecisos sobre os possíveis destinos para aquelas
férias de Verão. Tunísia, Marrocos e Cabo Verde eram as opções em cima da mesa.
E por diversos motivos, fomos excluindo as outras hipóteses e decidimo-nos pela
Tunísia.
Quando se vai para África tem de se ir preparado para tudo:
é África, não é a Europa, logo há padrões a vários níveis que divergem. E uma
pessoa tem de ir de mente aberta. Não me parece que se possa ir para a Tunísia
ou para qualquer outro país arábe com a ideia de que vamos ficar numa qualquer
cidade europeia com hábitos semelhantes aos nossos. Temos de respeitar e
aceitar as culturas diferentes, ou então optamos simplesmente por não visitar
este tipo de países.
Foi uma semana de contacto com comidas diferentes (ai as
especiarias potentes!), com um povo simpático, mas ao mesmo tempo com um grande
olho para o negócio (o que faz com que seja fácil enganar um turista mais
desatento), com um clima espetacular, praia com água quentinha, etc.
Uma semana longe de tudo e de todos, das rotinas normais do
dia a dia, é sempre retemperador. Sempre senti isso. Sempre precisei de arejar
no mês de Agosto, de levar o Apimentado e fugir de tudo o que já vivemos o
resto do ano.
Não digo que não sinta falta deste ano não ter feito isso. Sinto.
Mas a vida fica diferente quando somos mães. Para o ano, logo se mata as
saudades de viajar.
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