sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Arrumações de finais de Agosto

Há muitas pessoas que fazem resoluções e retrospectivas de vida nesta altura do ano, em vez de o fazerem na passagem de ano. E eu até percebo a lógica. Setembro aproxima-se e é quase sempre sinónimo de um novo recomeço. Por aqui, esta sensação agudiza-se ainda mais.

E uma das resoluções para este final de Agosto e início de Setembro foi tratar de arrumar o escritório cá de casa. É incrível a papelada que uma pessoa junta ao longo do tempo. Se há coisas realmente importantes, a verdade é que também há papeis que não interessam nem ao Menino Jesus e uma pessoa acaba por os guardar, sabe-se lá porquê.
Um escritório arrumadinho é sempre sinónimo de poupança de tempo. Uma pessoa quer isto ou aquilo e encontra mais facilmente. E agora que o regresso ao trabalho está quase, quase a chegar, peguei nas capas com material que tinha e foi tudo revisto a pente fino. Resultado: um saco inteirinho de coisas que já não interessava mesmo nada.
As capas ficaram mais leves, mais organizadas e etiquetadas. E uma pessoa até se sente melhor ao olhar para este escritório. Parece que até mesmo nós ficamos mais organizados das ideias.

[Recadinho para o Apimentado: como sei que estás a ler isto, não te esqueças que há aqui uma secção de papelada que é da tua responsabilidade e que está para ser organizada há uma eternidade de tempo. Nisso não mexi eu e quase que jurava que ouço os papéis a gritar pelo teu nome para serem postos no devido lugar...]

 Imagem meramente ilustrativa. 
A realidade, apesar das recentes arrumações, ainda está longe deste aspeto tão imaculado.


quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Saudades da vida boa, de fazer malas e ir para longe da rotina.



A parte boa de tirar fotografias é que quando a saudade bate forte, lá vou eu rever fotografias de situações que já lá vão no tempo mas que ainda permanecem bem vivas na minha memória. E num destes episódios nostálgicos, deparei-me com as fotos das férias do ano passado. Este ano, a bem dizer, não gozamos de férias propriamente ditas. Por aqui não se fez malas nem se rumou a nenhum destino em especial, com uma bebé pequenina isso não foi a prioridade. 


E de repente, fui como que transportada novamente para a Tunísia. Na altura estávamos indecisos sobre os possíveis destinos para aquelas férias de Verão. Tunísia, Marrocos e Cabo Verde eram as opções em cima da mesa. E por diversos motivos, fomos excluindo as outras hipóteses e decidimo-nos pela Tunísia. 


Quando se vai para África tem de se ir preparado para tudo: é África, não é a Europa, logo há padrões a vários níveis que divergem. E uma pessoa tem de ir de mente aberta. Não me parece que se possa ir para a Tunísia ou para qualquer outro país arábe com a ideia de que vamos ficar numa qualquer cidade europeia com hábitos semelhantes aos nossos. Temos de respeitar e aceitar as culturas diferentes, ou então optamos simplesmente por não visitar este tipo de países.


Foi uma semana de contacto com comidas diferentes (ai as especiarias potentes!), com um povo simpático, mas ao mesmo tempo com um grande olho para o negócio (o que faz com que seja fácil enganar um turista mais desatento), com um clima espetacular, praia com água quentinha, etc.


Uma semana longe de tudo e de todos, das rotinas normais do dia a dia, é sempre retemperador. Sempre senti isso. Sempre precisei de arejar no mês de Agosto, de levar o Apimentado e fugir de tudo o que já vivemos o resto do ano. 
Não digo que não sinta falta deste ano não ter feito isso. Sinto. Mas a vida fica diferente quando somos mães. Para o ano, logo se mata as saudades de viajar. 
 








terça-feira, 26 de agosto de 2014

O que eu percebo disto? Pouco, mas tenho direito a opinião.

Se há pessoa que não está habilitada a comentar looks de passadeira vermelha, sou eu. 

Mas tinha mesmo de falar destas duas senhoras que se seguem. 
Já se sabe que nestas cerimónias de entrega de prémios, o que o pessoal quer ver é os trapitos usados pelas ditas estrelas. Há quem acerte, há quem leve roupinha que estava melhor era escondida no armário bem lá no fundo. Não vou estender-me muito em considerações, até porque, como disse, de moda estou eu longe de perceber alguma coisa para me armar em expert ou fashion blogger


Não sou fã da senhora Jennifer Lopez enquanto cantora, nem como atriz. 
Mas reconheço que, aos 45 anos, estar assim é o sonho de qualquer mulher. 
Tem tudo no sítio. 

Nunca gostei de ver looks em que o que salta à vista é as mamarocas. 
Acho desnecessário dar nas vistas assim. 
Parecem dois melões que a qualquer momento, basta um descuido, e saltam.


Começo a achar que o header deste blogue está desajustado face à estação do ano.

Quando soube que estava grávida, foi fácil fazer as contas e perceber que a descendente ia nascer no Verão, se não houvesse imprevistos pelo meio. 
Assim foi. Como sabem, ela nasceu em Junho e eu toda contente porque sempre achei que quando se nasce no Inverno, os primeiros passeios são sempre condicionados pelo tempo frio e não me estava a imaginar estar de licença sempre em casa. 

Na minha mente formaram-se logo imagens de passeios no passadiço, aqui pertinho, junto à praia. Sabia perfeitamente que dificilmente este ano poderia pôr os pés na praia para morenar. Confirma-se que ainda não sei o que é estender a toalha na praia e estatelar-me ao sol. Esse passatempo tão típico de verão e que eu sempre adorei. 
Custa um bocadinho, para quem gosta tanto como eu de praia. 

Mas chego eu à conclusão que não devo andar a perder nada. 
Hoje acordei e está a chover lá fora. 
Aqui no norte litoral, isto tem estado uma valente miséria. Já não me lembro de um Agosto assim: triste, chuvoso e ventoso. Nortadas já estamos nós, por aqui, habituados mas este mês dava sempre algumas tréguas.
Se bem me lembro foi o ano passado que as previsões davam conta do pior verão dos últimos trinta anos, certo? Pois bem, eu acho que eles enganaram-se no ano da previsão. Este verão começa a não ser digno de tal palavra.

E os passeios junto à praia no passadiço com que eu sempre imaginei??? 
Esquece, se fomos duas ou três vezes foi muito. O vento sempre nos deu a entender que não deveria de querer uma recém mamã a passear a sua filhota por lá. Chegámos a ir, sair do carro e voltar a meter as tralhas todas no automóvel e vir embora, pois não havia condições para passeio. 
Afinal ter uma filha no verão não foi assim tão promissor no que diz respeito a passeios para espairecer. 

E querem saber as minhas previsões meteorológicas para Setembro?  
Cheira-me que o Verão vai-se querer redimir e vai vir no próximo mês, até porque, como já vou estar a trabalhar e sem oportunidade de dar uns passeios ao ar livre com a minha filhota, o S. Pedro vai assim dizer-me (indiretamente) que devia era estar em casa a gozar os quatro mesinhos de licença de maternidade. 


segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Não gosto, não gosto e não gosto.

Nunca gostei muito de ciências. Nem de físico-química, nem nada do género. Claramente sempre fui uma pessoa da área das Humanidades. Línguas, História, Geografia, Psicologia sempre foram as disciplinas que mais gostava. Gostava também de matemática, sempre percebi o quanto importante é esta disciplina na nossa vida, mas ciências nunca foi amor. Na escola preparatória, tirava o meu 4, aplicava-me mas sempre achei uma chatice. 
E agora que estou a preparar o meu regresso ao trabalho, continuo com a mesma sensação. 
Ciências não é a minha praia. Sistema respiratório, circulatório, respiração celular, etc, urrrrrrrr, que raio de matéria!

[Daqui a uma semana estou de volta ao trabalho. O meu coração vai ficar do tamanho de uma ervilha quando tiver de deixar a minha Pimentinha na avó]


domingo, 24 de agosto de 2014

"Não há filhos mais bonitos que os meus" [típico pensamento de mãe]

Sempre disse que não achava muita piada aos bebés gordinhos e bolachudos. Pois bem, adivinhem lá quem tem as bochechas mais gordinhas deste país? 
A minha filha, pois claro. 
E é nesta altura em que percebemos que aquelas ideias todas que tínhamos antes de ser mães caem por terra num instante. Olho para ela, a cada momento, e penso que é a bebé mais bonita do mundo, independentemente do tamanho das bochechinhas dela. Aliás às vezes até me dá vontade de lhes dar uma trinca de tão fofas que são.
A minha Pimentinha é linda que eu sei lá. Isto claro é a opinião dos papás.
E acredito que cada pai e mãe acho que o seu descendente é o ser mais lindo à face da terra. 

E cá para mim, para cada pai e mãe, não há príncipes reais, filhos de cantores famosos ou de jogadores de futebol que destroem o trono ocupado pelo(a) filho(a).



O tempo voa, voa, voa. 
Já faz hoje 2 meses que a tive nos meus braços pela primeira vez.