domingo, 7 de setembro de 2014

Após duas semanas de ginásio...

Inscrevi-me no ginásio para perder os quilos do pós-parto que ainda persistem no meu corpinho. Mas chego eu à conclusão que ainda bem que o fiz. Não só pelos quilos a mais que teimam em não desaparecer, mas sobretudo para ganhar resistência. Sei bem que nunca fui muito amiga do exercício físico, mas nunca pensei que após 5 minutos na passadeira estivesse já com a língua de fora e com as pernas mais trémulas que varas verdes.  
Sou mesmo fraquinha! Mas isto vai mudar, ai vai vai!

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

O mundo laboral nem sempre ideal


Já lá vão quase seis anos a trabalhar a recibos verdes. 
Não sei o significado da palavra "contrato". Sempre foram estas as condições que me apresentaram nos três empregos que já tive até agora. E uma pessoa acaba por ter de aceitar certas condições ou então, fica em casa a ver passar navios. 
Se tenho esperança de um dia ter um contrato de trabalho? Honestamente? 
Não. Já passei a fase das ilusões. Neste momento já estou mais que conformada, já passou a fase em que eu achava que um contrato era uma segurança maior. 
Trabalhar a recibos verdes é quase que desconhecer o dia de amanhã. Sei que estou bem no local onde trabalho atualmente mas ninguém sabe o dia de amanhã. E é com alguma satisfação que vejo estas notícias.
A verdade é que até agora se por algum motivo ficasse sem trabalho, nem direito tinha a subsídio de desemprego. E ando eu a descontar para quê? 
Espero honestamente que esta nova lei venha efetivamente salvaguardar todos aqueles que não estavam protegidos caso ficassem sem trabalho. Tem as suas condições: 80% dos respectivos rendimentos têm de ser maioritariamente provenientes de uma única entidade e a pessoa tem de estar a trabalhar em exclusivo neste regime de RV. 
Além disso, a entidade contratante tem de cumprir as suas obrigações contributivas, descontando 5% do montante anual dos serviços do trabalhador independente em, pelo menos, dois anos civis. E os trabalhadores independentes que queiram receber este subsídio terão que ter, pelo menos, 24 meses de contribuições.

Há sempre os "ses" mas pelo menos, a luz está ao fundo do túnel. 

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Às vezes até se pode acertar, outras vezes nem por isso...


Esta coisa dos signos vale o que vale. Mas eu confesso que sou aquela pessoa que, por norma, vai sempre ler o signo na revista de domingo do JN. Já sei que o que não falta neste mundo são pessoas de signo Gémeos e o que até pode ser aplicar para uns, não é para outros.
Mas foi com um certo sorriso (de dúvida) que li o meu signo esta semana.



segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Quando as mudanças nos deixam a pensar se seremos ou não capazes.

Não queria que Setembro chegasse. 
Confesso que tenho medo das mudanças deste mês. 
Pela primeira vez vou tentar conciliar a vida profissional com uma nova rotina familiar, onde se inclui uma bebé ainda pequena para cuidar. Não vai ser fácil. 
Eu sei como sou. Gosto de trabalhar a 100% e dar o melhor de mim em tudo o que faço. Sempre fui assim, mesmo em trabalhos (sobretudo o meu primeiro emprego), onde não via reconhecimento nenhum. Infelizmente muitas vezes tive de trazer trabalho para casa para que tudo aparecesse pronto a tempo e horas. E agora sei que isso não será possível, a não ser que deixe de dormir, o que está completamente fora de hipótese. 
Mentalizei-me, sobretudo nestes últimos dias, que a partir de hoje tudo será diferente. Vou tentar fazer o melhor possível, mas sei que pelo menos para já, a energia não é de outros tempos. 
Por aqui estamos em fase de adaptações, esperemos que corram pelo melhor.

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Arrumações de finais de Agosto

Há muitas pessoas que fazem resoluções e retrospectivas de vida nesta altura do ano, em vez de o fazerem na passagem de ano. E eu até percebo a lógica. Setembro aproxima-se e é quase sempre sinónimo de um novo recomeço. Por aqui, esta sensação agudiza-se ainda mais.

E uma das resoluções para este final de Agosto e início de Setembro foi tratar de arrumar o escritório cá de casa. É incrível a papelada que uma pessoa junta ao longo do tempo. Se há coisas realmente importantes, a verdade é que também há papeis que não interessam nem ao Menino Jesus e uma pessoa acaba por os guardar, sabe-se lá porquê.
Um escritório arrumadinho é sempre sinónimo de poupança de tempo. Uma pessoa quer isto ou aquilo e encontra mais facilmente. E agora que o regresso ao trabalho está quase, quase a chegar, peguei nas capas com material que tinha e foi tudo revisto a pente fino. Resultado: um saco inteirinho de coisas que já não interessava mesmo nada.
As capas ficaram mais leves, mais organizadas e etiquetadas. E uma pessoa até se sente melhor ao olhar para este escritório. Parece que até mesmo nós ficamos mais organizados das ideias.

[Recadinho para o Apimentado: como sei que estás a ler isto, não te esqueças que há aqui uma secção de papelada que é da tua responsabilidade e que está para ser organizada há uma eternidade de tempo. Nisso não mexi eu e quase que jurava que ouço os papéis a gritar pelo teu nome para serem postos no devido lugar...]

 Imagem meramente ilustrativa. 
A realidade, apesar das recentes arrumações, ainda está longe deste aspeto tão imaculado.


quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Saudades da vida boa, de fazer malas e ir para longe da rotina.



A parte boa de tirar fotografias é que quando a saudade bate forte, lá vou eu rever fotografias de situações que já lá vão no tempo mas que ainda permanecem bem vivas na minha memória. E num destes episódios nostálgicos, deparei-me com as fotos das férias do ano passado. Este ano, a bem dizer, não gozamos de férias propriamente ditas. Por aqui não se fez malas nem se rumou a nenhum destino em especial, com uma bebé pequenina isso não foi a prioridade. 


E de repente, fui como que transportada novamente para a Tunísia. Na altura estávamos indecisos sobre os possíveis destinos para aquelas férias de Verão. Tunísia, Marrocos e Cabo Verde eram as opções em cima da mesa. E por diversos motivos, fomos excluindo as outras hipóteses e decidimo-nos pela Tunísia. 


Quando se vai para África tem de se ir preparado para tudo: é África, não é a Europa, logo há padrões a vários níveis que divergem. E uma pessoa tem de ir de mente aberta. Não me parece que se possa ir para a Tunísia ou para qualquer outro país arábe com a ideia de que vamos ficar numa qualquer cidade europeia com hábitos semelhantes aos nossos. Temos de respeitar e aceitar as culturas diferentes, ou então optamos simplesmente por não visitar este tipo de países.


Foi uma semana de contacto com comidas diferentes (ai as especiarias potentes!), com um povo simpático, mas ao mesmo tempo com um grande olho para o negócio (o que faz com que seja fácil enganar um turista mais desatento), com um clima espetacular, praia com água quentinha, etc.


Uma semana longe de tudo e de todos, das rotinas normais do dia a dia, é sempre retemperador. Sempre senti isso. Sempre precisei de arejar no mês de Agosto, de levar o Apimentado e fugir de tudo o que já vivemos o resto do ano. 
Não digo que não sinta falta deste ano não ter feito isso. Sinto. Mas a vida fica diferente quando somos mães. Para o ano, logo se mata as saudades de viajar.