" (...) Quanto mais lemos, ouvimos e queremos fazer, mais nos
perdemos. O bom senso, que sempre guiou os nossos pais e todos os das
gerações prévias, deixou de ser a bússola orientadora. Agora aprendemos
pelos livros, de estranhos que (des)conhecemos, pela net, pelos outros, e
menos por nós. As teorias de educação são mais que muitas, dependendo
do sentido que queremos, do estilo em que acreditamos. Podemos escolher
uma diferente para cada semana do ano. O certo de hoje é o errado de
amanhã. Mas, se uns acreditam nos benefícios da tecnologia, outros
deitam por terra o seu uso por completo.
Somos aquele tolo no meio da ponte, ora vira para um
lado, ora vira para o outro. Andamos ao sabor do vento e dos dizem que
sabem mais, sempre com o medo, com a chantagem psicológica que iremos
prejudicar os nosso filhos.
Ora, é avassalador rumar sem bússola.
Mas não devia ser muito difícil criar e educar uma
criança. Afinal, basta darmos o nosso melhor, usar o bom senso e fazer o
que sabemos: amar e cuidar."
Li isto aqui.
Se anteriormente este tipo de textos passava-me um pouco ao lado, agora fazem todo o sentido, talvez porque agora já sei o que significa a expressão "ser mãe". Uma coisa é o que se ouve mas nunca se experienciou. Outra coisa é viver as situações. E ter um filho é algo extraordinário mas na prática é uma imensa revolução de vida. Mas isso não invalida a sensação de olhar para a Pimentinha, vê-la a sorrir e pensar "És minha" e tal provocar uma imensa onda de felicidade no meu coração.
Há precisamente três meses passamos a ser três: eu, ela e ele.
Há precisamente três meses passamos a ser três: eu, ela e ele.


