sexta-feira, 13 de julho de 2018

Provei e não gostei.

Quando comprei estas papas de aveia, estava com as expectativas em alta. 
As primeiras que provei foram as de canela. No início, apaixonei-me pelo aroma: adoro tudo que tenha canela e amo o cheiro da canela. À primeira colherada, pensei "ui, isto é mesmo bom!". O problema é que à quinta colherada começamos a ficar um pouco enjoados e o que inicialmente foi uma paixão, rapidamente se desvaneceu. O mesmo se passou com as papas de aveia de framboesa. 

O que é Nacional, é bom! Mas estas parecem fugir à regra!


segunda-feira, 9 de julho de 2018

Coração de mãe.

Hoje começou a praia da escolinha da S.
E tendo eu já trabalhado com crianças e feito anos seguidos de praia com miúdos, era suposto eu estar totalmente tranquila com isso.
Mas não.
Na verdade, quando estamos do lado de cá (dos pais), a coisa é bem diferente do que quando se trabalha com miúdos mas ainda não se é mãe. Lembro-me de haver pais super ansiosos com isto da praia e eu, como funcionária, tranquilizava-os dizendo para não se preocuparem.

Desta vez, até me podem dizer isso mas há sempre aquele receio.  A S. estava muito reticente a fazer praia com os amigos. Cá para mim, acho que ela sabe que não lhe vão logo limpar a boca se ela estiver a “comer” areia, não lhe vão pegar ao colo quando ela vier embora da praia com a areia metida no meio dos dedos dos pés e que tanta confusão lhe faz. A minha filha tem um grande problema com a quebra de rotinas. E estas três semanas de praia com a escolinha serão dias diferentes. Como mãe, acho muito tempo. Três semanas para miúdos de 4 anos, a meu ver, é demasiado, mas vamos ter fé que tudo irá correr pelo melhor.


E por favor, S. Pedro, não te peço que mandes um calor tórrido, porque isso também não é nada bom, mas pelo menos não mandes frio nem nortadas. Hoje achava que ias mandar um sol bonito para acompanhar o primeiro dia de praia da minha filha e vai-se a ver nem vieste espreitar. Está um tempo encoberto, mas pelo menos não mandaste vento. Não se pode ter tudo.


(Não resisti e a meio da manhã, fui espreitá-los. 
Não vi a S. porque não me quis aproximar muito para não 
correr o risco de ela me ver)

segunda-feira, 2 de julho de 2018

Esta coisa dos festivais infantis (no meu tempo, não havia nada disto!)


A minha filha tem 4 anos e nunca tínhamos ido a um Festival do Panda. Como qualquer criança desta idade, ela adora o Panda. E nós, pais, quando vimos as primeiras publicidades a este Festival, achamos que ia ser uma grande surpresa!
Compramos os bilhetes em Abril e lembro-me de ter lido, na altura, para os pais não se esquecerem do protetor solar e de levar muita água. O problema é que a organização e todos nós não estávamos a contar chegar a esta altura do ano e ter chuva.

Durante esta semana, as previsões não eram animadoras: dava chuva para o fim de semana e por momentos, pensei “como é que vai ser se chover?!” (o espetáculo é ao ar livre)

Tínhamos bilhetes para sábado de manhã. Felizmente não choveu durante a manhã e deu para a S. aproveitar ao máximo a festa, apesar de não ter ido para os insufláveis porque estes estavam com água da chuva que caíra durante a noite (houve miúdos que foram mas a minha felizmente percebeu que com água nos insufláveis estava fora de questão ela ir para se molhar toda).

Na perspetiva dela, foi uma manhã muito boa. Viu ao vivo aqueles que ela vê todos os dias na televisão, saltou ao som das músicas, fez uma borboleta na cara e saiu de lá feliz da vida.

Na perspetiva dos pais: estamos a falar de umas horas que ficam bem caras. Não é só a compra dos bilhetes. A este custo, acresce uma t-shirt do festival (15€ por uma t-shirt?!), um peluche pequeno do Riscas, um balão do Catboy e umas pipocas compradas no recinto.
Se estou a chorar o dinheiro que gastei? Não, porque sei que o mais importante, para mim, é vê-la feliz mas fica caro. E, pelo que vi, há famílias que levam os avós e os primos e os tios. Acaba por ser algo para fazer em família, mas nem todos podem e nem sempre os miúdos que ficam em casa percebem isso.


Se vamos para o ano? 
Não sei. 
Se a S. fizer muita questão, vamos pensar. Sei que para ela, tudo aquilo é espetacular. Para nós, pais, é algo engraçado, mas há todo um marketing associado ao evento que faz pensar se vale ou não a pena investir tanto dinheiro nisto ou se o melhor é investir noutro tipo de programas familiares (por exemplo, numa ida ao jardim zoológico).


sexta-feira, 29 de junho de 2018

Fecha-se hoje uma história. E ainda estou por perceber se tem um final feliz ou não.

Estou a terminar Junho com o fecho de um ciclo. Não foi fácil para mim. Hoje fui falar com a diretora do centro de estudo onde estava. Estar há sete anos num local e saber que chegou o fim, custa. Custou estacionar o carro no local do costume, entrar lá e saber que era a última vez que o ia fazer. Mas ao mesmo tempo, senti que aquilo já não me diz nada. Sinto que mereço melhor: só peço um trabalho justo, com um contrato, onde não haja a porcaria dos falsos recibos verdes, onde não me sinta explorada, onde sinta que cumprem as leis básicas.

Claro que me assusto quando penso no dia de amanhã. Estive sete anos a recibos verdes, a descontar todos os meses uma quantia considerável para a Segurança Social e saio de mãos à abanar, sem direito a subsídio de desemprego, porque fui eu que decidi sair. Mas decidi que estava na altura de dizer não à EXPLORAÇÃO e à PRECARIEDADE. Saber que ao longo destes anos todos, tanta gente bateu com a porta faz-me pensar que ali não é, de todo, um local justo para ninguém. Eu só demorei tempo demais para tomar uma decisão.

Agora é respirar fundo. Fazer com que a mudança aconteça, tentar não pensar (demasiado) nos receios e nas contas para pagar.


Hoje fechou-se uma porta. Pode ser que amanhã se abra uma janela. É nisso que tenho de me focar inteiramente. 


segunda-feira, 25 de junho de 2018

O meu mundo azul e rosa*

Ontem foi mesmo um dia de muita festa! 
A S. fez 4 anos e o irmão J. foi batizado. Juntamos os dois festejos num dia que para nós, família, é muito importante. O dia de São João faz todo o sentido cá em casa. E se o J., tendo só 3 meses, nada se irá recordar deste dia, já a S. ficará certamente com fantásticas memórias do dia em que fez 4 anos. 
Para nós, pais, foi um dia de correria, a começar logo de manhã, porque chegámos a tempo à igreja mas mais tarde do que tínhamos inicialmente previsto (isto de ter dois filhos é bem mais complicado para se gerir em dias de festa). De resto, tudo correu muito bem, apesar de ter chegado ao final do dia com a sensação de ter corrido uma maratona!  Mas o melhor de tudo foi sentir a minha filha muito feliz pelo dia que teve: cansada, mas feliz. Tal como nós. 


domingo, 24 de junho de 2018

Para ti, meu amor.

Minha querida S.,

Conheci-te numa noitada agitada de São João. Nasceste bem no centro do Porto. Lá fora, a festa era mais que muita, havia foguetes, multidões mas naquele bloco, reinava a calma. Mas não neste coração de mãe: afinal, foi nessa noite que te conheci e a minha vida nunca mais foi a mesma.
As prioridades mudaram desde essa noite. Foste desejada mas o início foi bem mais complicado do que pensei nos meus belos sonhos enquanto estava grávida pela primeira vez. Houve momentos de tudo e só te peço desculpa por não ter sabido lidar com o turbilhão de emoções que trouxeste para a minha vida.
Ainda hoje há alturas em que sinto que te devo um enorme pedido de desculpas. Pelos dias em que chegava do trabalho quase às 20h30 porque estava a dar mais aos filhos dos outros do que à minha própria filha. Pelos dias em que foste doente para a avó para eu não faltar “aos meus outros meninos”. Pelos dias em que não te coloquei como prioridade porque o mundo do trabalho não me deixou ser a mãe que devia de ser.
Tento sempre dar o meu melhor, como mãe. E isso sossega o meu coração. Não sou a melhor mãe do mundo, mas afinal o que é isso de ser “boa mãe”? Quero muito que saibas que faço o melhor que posso e consigo. Sei que estás a passar provavelmente a fase mais difícil desde que vieste a este mundo. A chegada do teu irmão foi um misto de emoções para ti e ainda estás a digerir tudo. Nós, também, meu amor. Ainda estamos todos a aprender a ser uma família a quatro. E há alturas em que te noto mais triste. Mas quero que saibas que o nosso amor de pais será sempre imenso para contigo e a chegada do teu irmão, em nada, alterará isso.

Hoje fazes 4 anos e terás um dia cheio de festa! E acima de tudo, o que eu, mãe, mais quero é ver-te feliz. Hoje e todos os dias!