sexta-feira, 21 de setembro de 2018

6*

Há meio ano que nasceste, naquele dia de início de primavera, mas que mais parecia de puro inverno.
Agradeço aos deuses haver máquinas fotográficas tão boas (pensando bem, quantas fotos tenho eu de quando era recém nascida?!) que conseguem captar o quanto tu já cresceste em meia dúzia de meses. É incrível como o tempo voa e como o tempo traz consigo tantas mudanças. Em meio ano, a nossa vida cá em casa mudou tanto com a tua chegada! 

Meio ano de vida, ainda custa a acreditar como já se passou tanto tempo. Meio ano a provar a mim mesma que afinal o pós-parto não tem de ser tão mau, que afinal consegui superar a experiência menos boa que a tua mana me proporcionou nos primeiros tempos de mamã. Ela não teve culpa de nada, eu é que estava à espera de um mundo cor de rosa que se revelou bem diferente da realidade. Já contigo, tem sido diferente porque já sei para o que ia. Já não me deixei levar pelas novelas romancizadas da maternidade. Já estava preparada para as noites mal dormidas (mas isso ainda custa tanto!!!), para os cócos que fogem da fralda, para andar com a casa às costas, para as dez mil opiniões diferentes de toda a gente sobre o mesmo assunto.

J., tens-me provado que um segundo filho é em tudo diferente do primeiro. Ainda bem que mudei de ideias: há uns aninhos atrás dizia que só ia ficar com a S. Mas sabendo que eu sou filha única e nunca o quis ser, embarcamos na viagem de um segundo filho. E ainda bem. 


quinta-feira, 13 de setembro de 2018

Já a pensar em 2019?

Sou uma mulher de agendas e bloquinhos. Não dispenso a minha agenda A5, onde vou registando o meu dia-a-dia. Digamos que é uma espécie de diário, versão adulto. Não escrevo os meus devaneios amorosos, como na adolescência, mas vou registando coisas que acho importantes e já não é a primeira vez que consulto as agendas dos anos anteriores para ver isto ou aquilo.

Há dois anos consecutivos que sou fiel às agendas da Mr. Wonderful. No próximo ano vou quebrar a tradição. Descobri nas redes sociais a Miya’s Tales e fiquei rendida às agendas dela. 
O que me fascinou? 
São personalizáveis, ou seja, podemos escolher a cor da capa, a cor da letra da frase que está na capa, a frase ilustrativa da capa, a cor do interior e dos elásticos da agenda e muito mais. E ainda podemos colocar o nosso nome na capa, por isso, dificilmente alguém terá uma agenda exatamente igual à nossa. Os pormenores no interior são deliciosos. 
O difícil mesmo foi escolher as cores e as combinações todas, porque às tantas queria a capa com fundo branco e a frase com letra vermelha, mas depois já mudava de ideias e achava que já ficava melhor outra cor e outra frase. 
A encomenda veio também com um postal escrito à mão, o que eu achei um pormenor giríssimo, porque hoje em dia é tudo tão estandardizado, que umas palavrinhas escritas à mão dão um toque pessoal.

E perguntam vocês: e o preço? Com portes de envio, ficou sensivelmente mais cara 5€ do que as agendas da Mr. Wonderful. Se for a vossa primeira encomenda, ainda têm um desconto!


Por isso, agenda para 2019 já tenho. Eu bem sei que ainda estamos em Setembro, mas não tarda nada estamos a comprar as prendas de natal e a pensar no novo ano! 




Fotos daqui*


A minha agenda :)


p.s. Sendo este um blogue de uma simples pessoa anónima igual a tantas outras, não fui paga para falar bem da Vera. Mas gosto de divulgar coisas giras, que valem bem a pena!

sexta-feira, 7 de setembro de 2018

Quando toda a gente diz: "é normal, isso passa", mas o nosso coração não acalma.

Esta semana recomeçou a escolinha da S.

Sem dar quase por isso, já está no segundo ano do pré-escolar. A vontade dela em regressar à escolinha não era muito. Se lhe perguntarem se ela prefere ficar na escola ou na avó, ela nem pensa muito: avó, avó, avó. Mas na verdade, nem lhe damos hipótese de escolha. Estar na avó até aos 3 anos foi a melhor escolha, na nossa opinião, que podíamos ter feito. Mas a partir dessa idade, eles precisam de ir para novos mundos. Um ano já se passou, agora que venha mais um.

Esta semana foi inevitável não reparar, quando ia levar a minha filha à escola, no choro imenso dos meninos que este ano entraram para a sala laranja. 
São os meninos mais novos, são aqueles que estão a viver os primeiros dias naquela escola. 
Foi impossível não reparar nas caras desoladas das mães e avós que lá deixavam os filhos ou os netos num pranto. Foi impossível não reparar nos meninos que agarravam-se ao pescoço das mães a pedirem para não os deixarem ficar ali.

A minha passou por tudo isso e não foi apenas no primeiro mês de escolinha. Lembro-me bem que em Novembro ainda havia muito drama para ir para a escola e, mais tarde, a educadora referiu que, no geral, foi um grupo de difícil integração.

Olho para aquelas mães e sei o que elas sentem. Também ia para o trabalho com o coração muito apertado. Deixar os nossos filhos a chorar na escolinha e ter de ir trabalhar, sem olhar muito para trás, é difícil.


E nestas alturas, toda a gente diz que isto é normal. Sim, eu sei que é normal nos primeiros tempos, mas isso não apazigua em nada aquela sensação estranha que as mães sentem nos primeiros dias. Não acalma saber que no geral, todos estranham a entrada na escola. Lá no fundo, sabemos que é o melhor para eles: entram na escola, vão conhecer novos amigos e interagir, brincar e aprender. 
Sabemos essa teoria toda. 
Mas na prática, é tudo muito mais difícil de gerir. 
O coração de mãe não sabe guiar-se pela teoria dos livros, só sabe sentir. 


quarta-feira, 5 de setembro de 2018

Estamos em Setembro, mas ainda podemos falar das férias, certo?

No mês passado, dia 1 de Agosto, começaram as férias oficiais da escolinha da S.
Ela estava contente da vida por saber que não ia para escola um mês inteirinho.
O problema? Todos os dias, me perguntava "Quando vamos para o hotel?"( habituamos muito mal a nossa filha, é o que vos digo).

Eu bem lhe dizia que este ano não ia haver nada para ninguém. Mas até a mim me estava a custar a ideia de não ter dias nenhuns para fugir desta rotina do dia-a-dia.
Como se costuma dizer, os "astros alinharam-se a nosso favor" e tudo se compôs. O maridão conseguiu uma semana de férias no trabalho, eu também pedi uns dias e afinal conseguimos uns dias out work.

Mas foi aí que se colocou a questão: "Como vamos arranjar hotel de uma semana para a outra, em pleno mês de Agosto?"

Andamos a pesquisar Gêres. Cheio.
Figueira da Foz. Cheio.
Algarve. Havia vagas no hotel onde fomos o ano passado, mas a preços verdadeiramente exorbitantes.
Pensamos em Braga. Fomos pesquisar o hotel onde fomos quando fiz 30 anos. O Meliã de Braga tem piscina, Spa, fica a 50 minutos de carro (o mais novo não parece apreciar viagens longas de carro...), na altura gostamos imenso e nem pensamos duas vezes, porque sabíamos que não tínhamos melhores opções disponíveis.

A filha mais velha ficou feliz da vida quando soube que ia de férias. Foram 5 dias que voaram, mas que nos fizeram muito bem. Precisávamos todos de sair das nossas rotinas. E até o São Pedro ajudou, porque foi naquela semana em que o tempo esteve fantástico! Foram umas férias essencialmente a pensar na filha mais velha, sabemos que ela gostou imenso e isso encheu-nos as medidas. Não desfrutamos ao máximo da piscina, porque um de nós tinha de estar sempre seco já que o meu J., nos seus belos 5 meses de idade, nunca dormiu sestas na babycoque junto à piscina. Não descansamos como devíamos, porque o J. estranhou o berço do hotel e as noites foram animadas, mas pelo menos fizemos as malas e respiramos um ar diferente!





terça-feira, 4 de setembro de 2018

Chegamos já a Setembro?!

E quase sem dar por isso, mais de um mês se passou sem eu vir cá escrever rigorosamente nada. 
O problema é que o tempo tem-me fugido por entre os dedos. 
Agosto foi um mês diferente de todos os "Agostos" anteriores. Estive a trabalhar, mas posso dizer, sem grandes dúvidas, que apesar de tudo, sinto-me muito melhor agora do que há um ano atrás. Sinto falta de sentir que tenho tempo, mas tirando isso, consigo sentir-me mais leve no que diz respeito a compromissos profissionais. O melhor do meu mês de Agosto foram os 5 dias que me concederam no trabalho e que me permitiram umas mini mini mini férias. O suficiente para respirar de alívio, mas perceber que ir de férias com uma criança de 4 anos e um bebé de 5 meses não permite propriamente dizer que descansei o que queria.

Aparte disso, chegamos a Setembro.
O mês de todos os balanços.

Há quem os faça em janeiro, eu faço-os mais em Setembro.

Setembro traz consigo o prenúncio dos dias mais curtos, nos últimos dias tenho chegado do trabalho a casa já de noite. E isso, sim, custa-me. A parte boa é que ouvi dizer que estão a ponderar acabar com o horário de inverno, o que significa que a noite não chegaria por volta das 17h, como acontece em pleno inverno. Mas também já ouvi dizer que se o horário de verão se mantiver, o sol irá nascer por volta das 9h da manhã…  A ver vamos.
O mais importante no meio de todas estas questões?

Viver os dias da melhor maneira possível. 

quinta-feira, 2 de agosto de 2018

Este Agosto será tão diferente.

Começando a trabalhar agora em algo novo e estando a substituir funcionárias que estão de férias, vejo-me neste mês de Agosto sem direito a idas para hotéis e férias às quais eu estava tão habituada. 

Quando aceitei este novo projeto, já sabia que qualquer plano de pausa agora no mês de Agosto ia ao ar. Mas lá está: na vida, temos de tomar decisões e ou agarrava esta oportunidade ou então deixava-a escapar e depois, poderia nunca mais apanhá-la. 

O problema é que a S. associa Agosto a férias, piscina, praia, bolas de berlim, a ir para o hotel. Já lhe explicamos que este ano não vamos para nenhum sítio, mas está difícil de entender. Entrou ontem de férias, porque a escolinha dela fecha agora em Agosto e está a ser estranho para ela perceber que este ano, as férias dela vão ser passadas maioritariamente em casa da avó porque a mamã está a trabalhar. 

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Resta-me a esperança de conseguir juntar dois dias de folga e o senhor maridão conseguir também tirar esses dias de férias. Pode ser que assim consigamos qualquer coisa, mas neste momento não há certezas de nada. Além disso, não sei se será fácil arranjar um local para ir passar dois dias assim de um momento para o outro. Estamos em Agosto, há alojamentos que não têm vaga desde há muito tempo. 
Em todo o caso, minha gente indiquem-me sítios no Gêres, Nazaré ou noutros locais giros, não muito longe do Norte. Estou aberta a todas as possibilidades e se houver oportunidade, vamos lá aproveitar!