quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

E vocês, acreditam no Pai Natal?

A figura do Pai Natal é mítica para todos nós e isso não é novidade nenhuma.
Lembro-me de ser miúda e sentir um formigueiro na barriga na noite de Natal porque sabia que ele andava lá fora e que não tardava nada ia deixar presentes para mim. Lembro-me perfeitamente de já andar no 1º ciclo e ainda acreditar no Pai Natal, as minhas amigas diziam que ele não existiam e eu teimava com elas que elas estavam tolinhas da cabeça. Ele existia, eu escrevia cartas para ele todos os anos e até já o tinha visto em casa da minha avó. 

E lembro-me igualmente bem do dia em que percebi que afinal as minha amigas tinham razão. Já andava naquela incerteza, porque afinal toda a gente na escola dizia que ele não existia e, numa manhã da semana seguinte ao Natal, encontrei na gaveta da mesinha de cabeceira da minha mãe a carta que eu tinha escrito naquele ano. Então, como raio veio ela lá parar? Aquilo foi um abre luz na minha cabeça. E aí, eu percebi o que toda a gente me dizia. O Pai Natal era uma invenção dos nossos pais. E sim, foi uma desilusão para mim. 

Já li alguns artigos que referem que as crianças não deviam ser educadas nesta história linda e fofinha que o Pai Natal traz presentes para todas as criancinhas do mundo. Mas eu continuo a achar esta ideia do Pai Natal algo tão bonito que me recuso a revelar este segredo à minha filha de 4 anos. Ela acha que o Pai Natal existe e espero que ache isso por mais alguns anos. 
Um dia, ela saberá a verdade. 
Talvez vá sentir a mesma desilusão que eu, quem sabe? Mas para mim, toda esta magia à volta do velhinho de barbas branquinhas faz parte da magia do Natal!

segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

Update natalício.

Em Novembro fiz a lista de pessoas a quem iremos presentear nesta quadra natalícia. Chegamos a uma lista de 24 pessoas, o que a meu ver é demasiado, mas olhando para aqueles nomes não consigo excluir ninguém. E este ano, tentamos limitar os gastos mas duvido muito que consigamos ficar abaixo do orçamento do ano passado, por mais simbólicas que possam ser alguns dos presentes que iremos oferecer. 

Estamos a 10 de Dezembro e os presentes, para sensivelmente metade desta lista, ainda não estão comprados. O que é uma verdadeira chatice, porque me falta imaginação e tempo para as ir comprar. Nem para os meus filhos pensei ainda no que irão receber. Os avós, de um lado e outro, depositam essa tarefa em nós. A minha filha quer tudo o que vê na publicidade do canal Panda e eu já lhe tive de refrear os ânimos. Por ela, o irmão recebia 1 presente do Pai Natal e ela 100. E fazê-la entender que a lógica do Natal não é essa? Ai, ai! 

Assim sendo, faltam 2 semanas para o Natal. E ainda há tanta coisa para fazer. Menos mal que ontem fizemos (finalmente!) a árvore de Natal. Sim, leram bem. Só ontem dia 9 de Dezembro, é que fizemos a árvore. (Já vos disse que o tempo não anda a abundar por aqui?). 
E vá, não tarda nada é dia 24 de Dezembro. O tempo anda mais rápido que eu, chiça! 

sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

Habemus header novo! Aleluia, aleluia!

Devo dizer que das (poucas) vezes que vinha aqui ao blogue, achava sempre que ia ter um comentário menos próprio por parte de alguém a dizer onde já se viu em Dezembro ter um header com uma menina de chapéu na praia e búzios. 
Sim, não sei se vocês já tinham reparado nisso, mas o meu header era de verão quando o verão já está morto e enterrado há séculos. E se repararam nesta desatualização de imagem do blogue, ao menos, foram todos fofinhos e ninguém disse nada para não ferir as minhas susceptibilidades! 

Mas devo dizer que a culpa de tudo isto é do marido. Ah, pois! Ele é o responsável por mudar o header aqui do blogue. É a única tarefa do homem aqui neste cantinho da blogsfera e eu já lhe tinha dito 472638509097 vezes para mudar o header e pôr um de acordo com a estação do ano. 
Finalmente temos header decente! Avé!

sexta-feira, 30 de novembro de 2018

Adeus aos pêlos, essas coisas mázinhas que gostam tanto de mim!

Sempre fui daquelas mulheres que tinha muita tendência a ter pêlos, pêlos e pêlos.  Fui abençoada com muito pelinho quando fui feita, é um facto. Lembro-me bem de ser miúda e na altura, raras eram as meninas que usavam calças, andávamos todas de saia e os meus pelinhos escurinhos e grandinhos das pernas eram visíveis a 100 km de distância. 

Felizmente, a minha mãe teve um raio de luz na sua cabeçinha e por volta dos meus 12 anos, começei a fazer depilação a cera. O sofrimento que aquilo era há 20 anos atrás, mas tinha de ser! A minha mãe sempre me disse para nunca tirar os pelos das pernas com gilete, porque engrossava e eu segui aquele conselho religiosamente e desde essa altura, lá ia eu ao sofrimento da cera mas tinha mesmo de ser. Havia meninos na minha escola com menos pêlos nas pernas do que eu. 
Entretanto, fui crescendo mas o raio dos pêlos nunca me largaram. E sim, é daquelas coisas mesmo chatas! Nas pernas, virilhas e axilas resolvia com cera, nos braços ia pondo creme descolorante quando tinha um casamento ou algo mais formal para não se notar tanto. 

Até que no final deste verão, chegou à minha caixa de correio um folheto da depilação a laser de diodo que ia começar a ser feita na farmácia mesmo em frente a minha casa. 
Nem pensei muito e marquei a primeira sessão, optando pela depilação completa - buço, axila, virilha e pernas. Cada sessão fica por 50€. Aconselham cerca de 6 sessões e após estas, faz-se manutenção. 

Até ao momento, só fiz duas sessões e as diferenças notam-se a olhos vistos. O pelo está muito fraco, às vezes até cai com a própria toalha a passar no corpo depois do banho. Estou maravilhada e só de pensar que o mais provável é chegar ao próximo verão sem pêlos, o meu sorriso estende-se daqui até ao Japão! 




sexta-feira, 16 de novembro de 2018

Precisa-se de tempo. A dois.

Cá em casa, andamos numa fase em que sentimos que precisamos de tempo como casal. Precisamos de tempo para falar, para conversar sem sermos interrompidos pelas crias, precisamos de ir jantar fora, de ir passear, de estarmos simplesmente os dois. 
O problema, no meio destas vontades todas, é arranjar alguém que fique com os nossos dois filhos. 
Ah e tal, é fácil, pensam vocês. 
Há familiares, há serviços de babysitting, a coisa resolve-se. 
Pois... mas a minha filha nunca ficaria com alguém que não conhecesse (portanto, uma babysitter está fora de questão). E familiares... aqui é que a coisa se complica. A única pessoa que se mostra disponível para ficar com os meus filhos é a minha sogra. 
[Os meus pais, estou até hoje, à espera que se disponibilizem para ficar com os netos, nem que seja uma hora mas verdade seja dita, nesta altura do campeonato, nem eu ficaria sossegada se os meus filhos ficassem com eles, porque pura e simplesmente, eu chego facilmente à conclusão que os meus pais não sabem lidar com os meus filhos, nem os conhecessem verdadeiramente.] 

Voltando à minha sogra. Ela é uma santa. Tem 69 anos, tem ao seu cuidado dois idosos acamados, 24 horas por dia, 7 dias por semana. Fica com o meu J, de 7 meses, sempre que eu vou dar explicações ou que vou trabalhar. Fica com a minha S, a partir das 17horas, quando a carrinha da escolinha a leva a casa da avó. E sabendo eu a vida que a minha sogra tem, os problemas de saúde que ela tem (pegar no meu filho ao colo começa a ser algo muito complicado para ela), não consigo pedir-lhe que fique com os meus filhos, mais tempo do que aquilo que ela já fica, para eu ir namorar com o meu marido. 
Se eu lhe pedisse, eu sei que ela dizia logo que sim. Mas o meu problema é a minha consciência. Não me sinto bem em sobrecarregar alguém que já faz tanto por mim e pelos meus filhos, só porque eu preciso de ir jantar fora ou passear com o meu marido. 

O dilema é este cá em casa. E devo dizer que sinto uma pontinha de inveja quando ouço pessoas a dizer que têm imensa retaguarda familiar e que conseguem fazer programas a dois sem qualquer problema. 

quinta-feira, 15 de novembro de 2018

"Cada um sabe de si e Deus de todos"

O Papa Francisco disse ontem que "a coscuvilhice" é um ato terrorista, considerando que a "má língua" é como uma faca que mata. (aqui)

Ao que parece, o Papa Francisco discursava numa audiência geral realizada na praça de S. Pedro, no Vaticano, e disse frases que, a meu ver, são brilhantes e tão cehias de verdade: "Os coscuvilheiros são pessoas que matam os outros, porque a língua mata, é como uma faca, tenha cuidado, as pessoas coscuvilheiras são terroristas, atiram a bomba aos outros e vão embora".
Eu não podia estar mais de acordo. Todos nós temos uma veia mais cusca dentro de nós, e se dissesse o contrário, estaria a ser mentirosa. Mas há pessoas que exageram na dose. No meu caso, quando me soa a algo que extrapola o limite, corto logo. A minha mãe é um belo exemplo de pessoa que gosta de saber tudo. E isso irrita-me profundamente e claro, que depois está sempre a levar respostas tortas da minha parte. E pior é que já percebi que ela acredita piamente em tudo o que lhe dizem sobre este ou aquele, sem ter a noção de que talvez (muitas) das coisas que ouve podem não ser verdade. E como ela, conhece outras pessoas assim. 
E talvez seja da idade, não sei bem, mas esta coisa de inventar coisas que não são verdade ou de querer saber, a todo o custo, tudo o que se passa na vida dos outros é coisa para me roer os fígados todos.