segunda-feira, 21 de outubro de 2019

Se calhar o defeito é meu.

Numa das longas estadias na casa de banho para fazer cocó (a minha filha neste momento atravessa uma fase bem complicada a este nível, mas isso são outros assuntos), perguntou-me ela o que acontecia às pessoas velhinhas quando eram mesmo muito velhinhas.

“Depois de sermos muito velhinhos, transformamo-nos novamente em bebés e depois crescemos outra vez, não é?” – perguntou-me ela.

Eu confesso que não lhe soube responder convenientemente. É daquelas perguntas que não estamos à espera e sinceramente não lhe sei explicar o que é a morte, para onde vão as pessoas quando morrem, o que lhes acontece. Até ao momento, com 5 anos, não lhe explicamos o que é isso. Um dia vamos ter de explicar, mas rezo sempre para que não tenhamos tão cedo de nos deparar com uma perda significativa de alguém que nos seja próximo e obrigatoriamente tenhamos de falar com ela sobre isso.


Há quem diga que os miúdos têm de encarar desde cedo a morte como algo natural, acontece com as plantas, com os animais, com as pessoas. Mas pelo menos eu, ainda não consigo encontrar as palavras certas para que uma mente de 5 anos perceba tal coisa. 

quinta-feira, 17 de outubro de 2019

Quem semeia ventos, colhe tempestades?

Trabalhando agora no atendimento ao público, posso dizer que mais do que nunca estou a ter uma grande experiência de contacto com pessoas - oq ue não deixa de ser uma grande aprendizagem.
Nos meus antigos trabalhos, em centros de estudos, era bem mais limitado este contacto: era com crianças, pais e nada mais.

Agora encontro de tudo um pouco e o que me tem surpreendido (ou talvez não deveria de estar surpreendida) é a quantidade de pessoas mal formadas que se encontra. 
Há pessoas que entram no estabelecimento sem dizer bom dia ou boa tarde, são rudes na hora de falar, nota-se que há ali muito rancor, muita amargura com a vida. Da mesma maneira que há pessoas que são o oposto - graças a Deus!!!

Mas no sábado passado, conheci o auge da má educação. Uma senhora que falou para mim como se falasse para um cão - bem acredito que haja cães a quem se fala bem melhor! Se por um lado, apetecia-me responder à altura e pedir-lhe contenção na hora de falar, por outro pensei que o melhor mesmo era ignorar o tom. 
Acabou a senhora por escrever no livro de reclamações porque o objetivo era mesmo implicar e tentar criar problemas- a queixa não esteve relacionada comigo mas fez-me pensar que há mesmo gente amargurada com a vida. Gente que é má. Que traz más energias consigo. A quem as coisas não podem correr bem porque quem semeia coisas más, não pode esperar colher gratidão e felicidade.





Acabei, mais tarde, por perceber que esta senhora é a rainha dos livros de 
reclamações lá da zona - toda a gente já a conhece precisamente por esta 
característica e ao que parece, os comerciantes todos rezam para que 
quando ela entra nas lojas/estabelecimentos, que saia o quanto antes 
sem causar alarido. 


sexta-feira, 27 de setembro de 2019

Roupa usada e em bom estado: aceitar ou não?

E a propósito do post anterior, lembrei-me de uma questão que por vezes ainda é mal digerida: receber roupa de outras crianças é bem vindo ou não?

No meu caso, não tenho qualquer problema em aceitar roupa usada, em bom estado, que já não serve a outras crianças mas que ainda dá para os meus filhos.
No caso da S., ela herdou muita roupa de uma neta de uma vizinha da minha sogra. Atualmente e como nasceram umas meninas na família da senhora, deixamos de receber roupa e eu percebo perfeitamente o motivo. E dou por mim a pensar que bom que era a altura em que vinha uns belos sacos cheios de roupinha para a S. 

Mas conheço pessoas que não gostam de receber roupa de outras crianças. Talvez haja ainda a ideia, em muitas mentes iluminadas, de que as pessoas que recebem roupa de outros são pobres e precisavam, coitadinhos... 
Lembro-me bem que a minha sogra primeiro perguntou-me se eu levava a mal que a dona T. mandasse roupa da neta para a S. Eu disse-lhe logo que não, que aceitava de bom grado. 

Por aqui não gastamos rios de dinheiro com roupa para os miúdos. Claro que abrimos excepções quando sabemos que vai haver um casamento ou uma comunhão. Nesses casos tentamos comprar algo bonito, ainda que nunca entremos em exageros. Há marcas que eu adoro, mas reconheço ser-me incapaz de dar tanto dinheiro por peças que terão uso durante tão pouco tempo..

Decididamente, por aqui gostamos de receber roupa reciclada, de outras crianças. Não temos problemas nenhuns com isso e até agradecemos, por mais que saibamos que temos capacidade financeira para comprar roupa, sem depender de terceiros. 


quinta-feira, 26 de setembro de 2019

E aposto que este é um cenário idêntico nas casas de muitos pais.

Todos os anos é isto e não há volta a dar. Chegado o tempo mais frio, eis que chega a altura de rever o que há de roupa do ano anterior dos miúdos e a conclusão é sempre a mesma: pouca coisa se aproveita. 
Este ano não foi excepção. O J., com 18 meses feitos este mês, não tem roupa absolutamente nenhuma do ano passado, obviamente. Nestas idades, eles crescem a olhos vistos e o que servia há um mês atrás, já está apertado agora. 
A S., com 5 anos, também pouca roupa aproveitará do Outono do ano passado. As calças estão bem na cintura mas fugiram aos pés e estão curtinhas. As camisolas, só mesmo as mais larguinhas do ano passado, é que ainda consigo aproveitar. 

E não tive outro remédio senão perder o amor a uns quantos euros e comprar roupa para eles. 

Setembro é mês de abrir os cordões à bolsa e eles ainda nem na escola estão! 

terça-feira, 3 de setembro de 2019

Setembro é sinónimo de regressos.

A S. retomou a escolinha ontem. 
O último ano do pré-escolar. Finalista!
Quando paro, até me custa acreditar que já tenho uma filha que para o próximo ano letivo, entra para o 1º ciclo. 
Se ela tinha saudades da escolinha? Nenhumas, disse ela e eu sabendo perfeitamente que aquela era a resposta mais esperada. 

O ano passado, ponderamos cá em casa mudá-la de escolinha e pô-la numa pré da rede pública.  
Ponderamos muito, mas decidimos mantê-la no mesmo sítio onde há dois anos começou. 
E porquê?

  • A S. não é aquela miúda que se adapta facilmente. É reservada, tímida, não faz amigos facilmente e saber que iria perder o melhor amigo dela este ano custou-me, mas seguir-lhes as pisadas estava fora de questão, porque ele foi para um colégio privado no Porto. 
  • Se mudasse para uma pública, poderia eventualmente ficar na escola onde iria depois transitar para o 1º ano, mas sem certezas absolutas. E depois seria uma mudança agora e outra daqui por um ano.
  • Também pensei muito no facto de continuar a achar que ela não tem uma relação fantástica com a educadora dela. Gosta dela, mas não noto grande carinho de parte a parte. O mesmo já não se passa com a auxiliar que a acompanha. A S. adora a P., gosta muito dela e nota-se um grande "amor" e é isso que me deixa mais tranquila - sei que ela não tem uma adoração pela educadora mas pela auxiliar é exatamente o oposto.

Financeiramente iria compensar ela mudar de escola, indo para uma pública, mas esse factor nunca foi determinante e nunca foi um factor a considerar. O que queremos é senti-la feliz e ponderados todos os prós e contras, mantivemos a S. na mesma escolinha. 

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Uma das coisas que a maternidade me ensinou é que tudo que sejam decisões relacionadas com os nosso filhos moem imenso a minha cabeça. Pondero tanta coisa que às tantas, não sei para que lado me hei-de virar. Mas confiança e fé que tudo vai correr pelo melhor. 

segunda-feira, 2 de setembro de 2019

Desapareci mas por bons motivos.

Desapareci do blogue no mês de Agosto. 
Digamos que nas duas primeiras semanas deste mês, por aqui, foi tudo vivido a um ritmo alucinante. Como sabem, estou a trabalhar em regime de part time mas nesta altura do ano e, com as férias das colegas, passei temporariamente a tempo inteiro e é uma verdadeira loucura sair de casa às 7h30 e chegar às 21h. A parte boa é que foi uma situação temporária e todo o tempo extra trabalho foi pouco, se bem que este mês de setembro ainda terei de fazer mais alguns dias nestes horários loucos. 

Depois, vieram as merecidas férias. Fomos uma semana para Alvor, Algarve. A pedido da filha mais velha, repetimos o mesmo destino de há dois anos e não nos arrependemos. Quem é do norte e está habituado a nortadas, vento, noites frias, precisa dos ares do sul para sentir o que é o verdadeiro verão. Foram as nossas primeiras férias a sério, os 4. Se deu para descansar? Férias com filhos nunca são sinónimo de descanso, no verdadeiro sentido da palavra. Não soube o que foi ficar estendida na espreguiçadeira 5 minutos - não sei fazer filhos que consigam dormir na babycoque (ou na espreguiçadeira) junto à piscina. Mas deu para laurear um bocadinho a pevide, como costumo dizer, sair da rotina (se bem que há rotinas que nunca conseguimos fugir quando vamos com os filhos de férias)... A S. veio feliz da vida com estas férias e, no fundo, isso é o mais importante para nós. 




E assim, num ápice, já estamos em Setembro! De volta ao trabalho, à rotina de todo o ano. E não tarda nada estamos no Natal e eu a sentir que só aproveitei o verão no sul porque, por aqui, continuamos em modo ventania sempre em modo on